Combinação de Atrazina nanoencapsulada e convencional: seletividade para Zea mays L. e controle pós-emergente de Raphanus sativus L. e Conyza bonariensis (L.) Cronquist

Data

2025-02-14

Autores

Firmani, José Flavio

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Resumo

O nanoencapsulamento da atrazina (ATZ) representa estratégia para aumentar a atividade do herbicida, resultando na redução do uso do ativo, o que é desejável frente à preocupação com a contaminação ambiental. Porém, alguns fatores ainda limitam seu uso em grande escala, como a baixa concentração de ativo, a falta de preparo do sistema fabril e custos extras de síntese. Neste trabalho, avaliaram-se os efeitos da combinação de nanoformulação de ATZ com uma formulação convencional de ATZ (ATZc) no controle pós-emergente de Conyza bonariensis e Raphanus sativus e na seletividade para Zea mays. Os nanocarreadores de atrazina (ATZnz) foram sintetizados a partir de zeína, polímero natural originado do milho, pelo método de precipitação anti-solvente. Os tratamentos, realizados em casa de vegetação, foram compostos por duas doses de ATZc (1000 e 2000 g i.a. ha-1), três doses de ATZnz (50, 100, 200 g i.a. ha-1), as combinações de ATZc 1000 g i.a. ha-1 com 50, 100 e 200 g i.a. ha-1 de ATZnz, nanocápsulas de zeína controle sem ATZ (NCz), ATZc 1000 g i.a. ha-1 combinada com NCz, e controle sem aplicação, totalizando 11 tratamentos. Avaliaram-se: eficiência quântica máxima do fotossistema II (Fv/Fm), índice de clorofilas, marcadores de estresse oxidativo (peróxido de hidrogênio-H2O2 e malondialdeído-MDA), extravasamento de eletrólitos, parâmetros biométricos (massas fresca e seca), e avaliação visual de injúria. Os dados foram submetidos à ANOVA e comparados pelo teste de média de Scott-Knott (p=0,05). Também foi realizado teste de Colby para verificar sinergismo entre as formulações. O ensaio em milho revelou inibição transitória na Fv/Fm pelos tratamentos com ATZ; mais pronunciado nos tratamentos com ATZc + ATZnz. Porém, não foi mais detectado 14 dias após os tratamentos, o que, somado à ausência de efeitos visuais, indica a seletividade das formulações para a cultura. Em R. sativus foi evidenciado que os tratamentos ATZc + ATZnz proporcionaram a antecipação dos sintomas visuais, porém a sensibilidade da espécie ao herbicida não permitiu observar de forma clara a interação entre as formulações. Para C. bonariensis, os tratamentos ATZc + ATnz aumentaram os sintomas de injúria, com destaque para o tratamento ATZc + 200 ATnz, que superou o controle positivo de ATZc (2000 g i.a. ha-1). Esse tratamento (ATZc + 200 ATnz) promoveu maior redução da Fv/Fm, maior acúmulo de H2O2 e MDA nas folhas, maior redução de massas fresca e seca de parte aérea e também maior injúria visual. O teste de Colby revelou que a interação foi aditiva ou sinérgica para a maioria dos parâmetros avaliados. O tratamento ATZc + NCz promoveu em C. bonariensis um efeito adjuvante para ATZc, pois aumentou sua atividade, o que traz novas perspectivas para uso da nanotecnologia. Os resultados indicam que a combinação entre ATZnz e ATZc é eficaz no controle de C. bonariensis e R. sativus, mantendo-se a seletividade para Z. mays. É indispensável compreender como ocorre a interação entre as formulações para que essa estratégia possa ser explorada para outros ativos de interesse

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Palavras-chave

Buva, Milho, Nabo, Nanotecnologia, Zeína, Atrazina - buva - controle pós-emergente, Atrazina - nabo - controle pós-emergente, Atrazina - milho - seletividade

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