01 - Doutorado - Educação Física
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Navegando 01 - Doutorado - Educação Física por Autor "Almeida Junior, Ademar Avelar de"
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Item Aprimorando a aptidão física no câncer de mama : uma revisão sistemática e meta-análise sobre o tipo, duração, frequência, intensidade e volume do exercício físico(2023-10-29) Palma, Guilherme Henrique Dantas; Deminice, Rafael; Rezende, Leandro Fórnias Machado de; Christófaro, Diego Giuliano Destro; Cardoso Junior, Crivaldo Gomes; Almeida Junior, Ademar Avelar deO câncer de mama (CM) é o mais prevalente no sexo feminino, contribuindo com alta mortalidade. Embora o número de sobreviventes tenha crescido substancialmente, desafios no enfrentamento do câncer de mama permanecem. Dentre as medidas não farmacológicas o exercício físico é reconhecido como medida importante na melhora da qualidade de vida e aptidão física em mulheres com câncer de mama; contudo, a literatura apresenta lacunas com relação às variáveis e características do exercício físico para essa população, aspectos que devem ser avaliados no momento da prescrição. Além disso, a diversidade de protocolos pode ser uma barreira para a tomada de decisão clínica. Portanto, o objetivo dessa revisão sistemática e meta-análise foi investigar o efeito de componentes do treinamento sobre a capacidade física de mulheres com CM. Uma revisão sistemática foi conduzida utilizando as bases de dados MEDLINE, SportDiscuss, SciELO e Embase. Após os processos de identificação e triagem, baseados nos critérios de elegibilidade, 44 estudos foram incluídos. As informações relacionadas aos componentes do treinamento, força muscular, massa magra e capacidade cardiorrespiratória, avaliada por meio do teste de caminhada de 6 minutos, foram extraídas e o tratamento meta-analítico foi realizado utilizando o modelo de efeito randômico. Para todas as análises, o valor de significância estatística foi determinado como P<0,05. De maneira geral, a prática de exercícios aumenta a força muscular (0.473, IC95% 0.283, 0.664), a massa magra (0.252, IC95% 0.124, 0.379) e a capacidade cardiorrespiratória (0.622, IC95% 0.302, 0.942). Os exercícios aeróbicos não foram capazes de aprimorar a força muscular e a massa magra, enquanto os exercícios combinados foram capazes de aprimorar todas as variáveis avaliadas. Os exercícios supervisionados apresentaram maior magnitude de efeito em todas as análises, enquanto parece ser desejável considerar ao menos a prática de exercícios duas vezes por semana. Protocolos de exercício de intensidade moderada a alta apresentaram maior magnitude de efeito para as variáveis estudadas. Conclui-se que o exercício físico é eficaz em aprimorar a força muscular, massa magra e capacidade cardiorrespiratória em mulheres com CM. A força muscular foi aprimorada independentemente do momento do tratamento oncológico. Os exercícios combinados e supervisionados apresentaram maior tamanho de efeito e devem ser considerados na prescrição do exercício. O treinamento deve ocorrer ao menos duas vezes por semana, priorizando protocolos de maior intensidade.Item Atividade eletrodérmica e realidade virtual na personalização do treinamento cognitivo para o mindfulness : fundamentação nos princípios do treinamento desportivo(2022-12-16) Dib, Luiz Roberto Paez; Serassuelo Júnior, Hélio; Salvagioni, Denise Albieri Jodas; Silva, José Luciano Tavares da; Simões, Lucilla Maria Moreira Camargo; Almeida Junior, Ademar Avelar deSintomas de depressão, ansiedade e eventos de estresse crônico, são ocorrências que têm acompanhado profissionais das mais diversas áreas e despertado o interesse da ciência há mais de oito décadas. No caso do profissional de Educação Física que atua na prescrição de exercícios físicos, apesar dos vários fatores predisponentes ao surgimento da síndrome, são escassos os levantamentos com essa população, representando, portanto, uma importante lacuna a ser preenchida. Dentre as estratégias para prevenção e enfrentamento dos acometimentos citados, a meditação se apresenta como uma estratégia viável, já tendo demonstrado sua eficácia em vários estudos, em contrapartida, a dificuldade de concentração e relaxamento apresentado justamente por indivíduos com sintomas de ansiedade, depressão e estresse crônico, surge como uma barreira para esse tipo de intervenção. Nesse sentido, a realidade virtual pode atuar como um facilitador do processo de imersão meditativa, possibilitando ao indivíduo experimentar os benefícios da prática. Portanto, diante dessas inconclusões, o presente estudo se propôs a verificar a prevalência de sintomas predisponentes ao estresse crônico, ansiedade e depressão em Profissionais de Educação Física que atuam na prescrição de exercícios físicos, além de aplicar um protocolo de treinamento cognitivo desenvolvido com base em princípios do treinamento desportivo. Para a intervenção foram utilizados áudios, vídeos e aplicativos específicos, aliados aos óculos de realidade virtual para a facilitação do processo de meditação. Para quantificar os sintomas de estresse crônico, ansiedade e depressão de modo subjetivo, foram utilizados o inventário de Burnout de Copenhagen, a escala de estresse percebido e a escala hospitalar de ansiedade e depressão, respectivamente. A análise objetiva da atividade simpática relacionada ao estresse, foi realizada por meio do monitoramento da resposta eletrodérmica. As principais análises foram os testes não paramétricos de comparação entre os grupos e os momentos, Mann-Whitney e Wilcoxon, respectivamente, e os cálculos de tamanho de efeito e probabilidade de superioridade. Para identificação da aderência nos diferentes protocolos, foi efetuado a estimador de sobrevivência Kaplan-Meier e o risco de abandono pela regressão de COX. Os Principais resultados do estudo demonstram que os processos mentais relacionados ao preenchimento dos instrumentos subjetivos de análise, foram capazes de gerar alteração significativa, estatística e prática, da atividade eletrodérmica onde X2 = 50,1; 23,6; 29,9 no geral, masculino e feminino respectivamente, onde P< 0,001; e que o protocolo desenvolvido apresentou melhores resultados quando comparado à uma estratégia convencional de mindfulness, tanto em relação aos resultados nos itens avaliados (Tamanho do efeito grande para todos os itens da atividade eletrodérmica tônica, onde P<0,001); quanto na adesão ao programa (Risco total de 16,6% de desistência para indivíduos no protocolo de treinamento cognitivo e de 38,6% para os indivíduos na meditação convencional). Os resultados são promissores ao se tratar de um dos primeiros estudos a considerar os princípios do treinamento desportivo em um protocolo de treinamento cognitivo para o mindfulness.Item Efeito agudo da estimulação transcraniana por corrente contínua sobre sintomas motores e não motores em pacientes com ParkinsonNascimento Neto, Luiz Inácio do; Okano, Alexandre Hideki [Orientador]; Almeida Junior, Ademar Avelar de; Teixeira, Denilson de Castro; Morya, Edgard; Baptista, Abrahão Fontes; Santos, Suhaila Smaili [Coorientadora]Resumo: A estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) tem sido amplamente utilizada na tentativa de melhorar os sintomas da Doença de Parkinson (DP) Contudo, tem apresentado dados conflitantes Na presente tese, objetivou-se (A) verificar a eficácia da ETCC anódica aguda do Córtex Pré-frontal Dorsolateral esquerdo (CPFDLE) sobre os sintomas não motores e sua consequente influência nos sintomas motores em pacientes com DP e (B) comparar os efeitos da ETCC anódica aguda do CPFDLE versus Córtex Pré-frontal Ventro Medial (CPFVM) sobre os sintomas motores e não motores em pacientes com DP Realizamos um estudo duplo-cego, randomizado e controlado por placebo (sham), onde as funções motoras e não motoras foram avaliadas antes e após a estimulação usando o teste Timed Up and Go, análise de marcha por vídeo, Trail Making Test (TMT), teste de fluência verbal, teste de cores de Stroop e potencial relacionado a eventos (ERP) No primeiro estudo 2 indivíduos foram submetidos aleatoriamente a duas sessões de estimulação (uma anódica e uma sham) A corrente foi aplicada no CPFDLE por 2 minutos a 2 mA Foram encontradas diferenças estatisticamente significantes apenas no teste de Fluência Verbal em favor do grupo que recebeu estimulação anódica Apesar de ambos os grupos terem revelado um tempo de reação melhorado nas fases congruente, incongruente e tempo total do teste de cores de Stroop, um efeito maior foi observado no grupo que recebeu estimulação real Não foram observadas diferenças nos aspectos motores Os resultados confirmam que melhorias nos testes cognitivos são possíveis após uma única sessão de estimulação CPFDLE Posteriormente, no segundo estudo, 4 indivíduos foram alocados aleatoriamente em dois grupos com diferentes montagens de ETCC e submetidos a duas sessões de estimulação (uma anódica e uma sham) A corrente foi aplicada sobre o CPFDLE ou CPFVM por 2 minutos a 2 mA Os principais achados mostraram efeito significativo da ETCC anódica sobre o CPFDLE apenas no desempenho cognitivo, evidenciado no desempenho do teste de fluência verbal (P=,1) com tamanho de efeito moderado Não houve alteração na função motora, aspectos motivacionais e ERP (N45) em nenhuma das montagens da ETCC Conclusão: ETCC anódica direcionada ao CPFDLE é eficaz para melhorar os aspectos cognitivos em pacientes com DP evidenciado pelo melhor desempenho apresentado no teste de fluência verbal após ETCC anódica, contudo, sem efeito sobre aspectos motores, motivacionais ou N45 A ETCC anódica aguda sobre CPFVM não apresenta efeito significativos sobre aspectos motores e não motores em indivíduos com DPItem Efeito da restrição de fluxo sanguíneo nos membros inferiores sobre o desempenho e respostas psicofisiológicas em corrida de 10 KM(2023-03-14) Gabardo, Juliano Moro; Altimari, Leandro Ricardo; Almeida Junior, Ademar Avelar de; Casonatto, Juliano; Polito, Marcos Doederlein; Osiecki, RaulA restrição de fluxo sanguíneo (RFS) no exercício tem sido utilizada sobretudo nas modalidades de força, com objetivo de aumentar a intensidade do exercício. No endurance esta técnica começou a ser investigada recentemente com o propósito de aumentar o aporte de oxigênio nos músculos ativos e consequentemente melhorar o desempenho. A RFS tem sido realizada em diferentes protocolos de aplicação, e nos esportes de endurance previamente ao exercício como estratégia ergogênica. Contudo, existem poucos estudos que, de fato, confirmam sua efetividade, especialmente quando se discute a validade ecológica no contexto esportivo (ex: testes contrarrelógio). Assim, o objetivo do presente estudo foi investigar o efeito da RFS realizada nos membros inferiores sobre o desempenho e respostas psicofisiológicas em corrida de 10 km. Para tanto, foi realizado um estudo com delineamento cross over, randomizado e balanceado. A amostra foi composta por 12 corredores amadores voluntários do sexo masculino (idade: 26,4 ± 4,7anos; massa corporal: 70,96 ± 6,12kg; estatura: 1,74 ± 0,03m; tempo de experiência: 4,5 ± 3,4anos; tempo de prova de 10 km: 42,6 ± 7min). Na primeira sessão experimental foi realizada avaliação antropométrica, familiarização na pista de atletismo e ancoragem da escala de percepção subjetiva de esforço PSE (6-20) (Borg, 1982). Na segunda e terceira sessões foram realizados os testes de corrida contrarrelógio de 10 km. Previamente aos testes de corrida foi aplicada a RFS ou Sham. Pré e pós aplicação da RFS ou Sham foi aferida a pressão arterial. Antes, durante e após a RFS e Sham foi mensurada a oxigenação muscular e a frequência cardíaca (FC). Durante os testes de corrida, além da PSE reportada pelos participantes a cada volta (400m), foi obtida a FC e o tempo por volta. Comparado com Sham, a RFS melhorou o desempenho da corrida na distância de 10 km em pista para o grupo todo (n =12; RFS: 2674 ± 405s vs Sham: 2701± 400s; t = -2,589; P = 0,02), e para o grupo “competidores” (n = 6; RFS: 2334 ± 194s vs Sham: 2366 ± 194s; t = -2,576; P = 0,05). A mínima mudança detectável (MMD) foi de 19,96s, com 8 (oito) participantes com melhora no desempenho de corrida abaixo da MMD, 2 (dois) sem efeito algum e 2 (dois) com efeito negativo, acima da MMD. O tempo analisado a cada km foi menor na condição RFS no grupo todo e nos “competidores” (F = 7,383; P = 0,02; ?p² = 0,402 e F = 6,971; P = 0,046; ?p² = 0,582, respectivamente). O último quilômetro apresentou um tempo (s) significantemente menor quando comparado ao penúltimo para as duas condições experimentais, e em todos os grupos. O delta do tempo entre os dois últimos kms apontou que, a RFS proporcionou uma queda significantemente maior no tempo médio do que o Sham, para o grupo total (P < 0,001). Foi analisado qual ponto no teste, onde de fato, ocorreu a diferença entre as condições através de parciais meio e quartis. As parciais meio não tiveram diferença, as parciais quartis apontaram que a RFS foi menor no terceiro quartil (do 5º ao 7,5º km; RFS: 684 ± 107s vs 694 ± 109s; P = 0,04). A velocidade, analisada a cada km, foi significantemente maior na condição RFS para o grupo todo (F = 7,211; P = 0,02; ?p² = 0,396). A PSE, FC e amplitude da FC apresentaram efeito do tempo (P < 0,001). A FC apresentou maiores valores na condição RFS (F = 8,097; P = 0,02) do segundo ao décimo quilômetro. Ainda, na FC normalizada pelos valores prévios ao início da corrida, foi encontrado efeito do tempo e diferença entre as condições (RFS vs Sham; F = 7,136; P = 0,02). A PSE aumentou significantemente na última volta nas duas condições (RFS e Sham) para o grupo total e competidores, nos recreacionais ocorreu somente para a condição Sham. As resposta da pressão sistólica teve redução após o procedimento de oclusão arterial (PAS-RFS: pré: 142 ± 12mmHg vs pós: 136 ± 9mmHg; P = 0,009). Os dados de oxigenação (O2Hb) e desoxigenação (HHb) muscular comprovou que a condição RFS (220mmHg), de fato, restringiu o fluxo sanguíneo para os membros inferiores, enquanto na condição Sham (20mmHg) isso não ocorreu (RFS vs Sham: P < 0,001), valor respectivo as duas variáveis. Os resultados sugerem que a RFS aplicada previamente ao teste de corrida de 10 km melhorou o desempenho, que aconteceu especificamente no grupo dos atletas competidores, no momento final do teste. Esses resultados indicam que a estratégia prévia de ocluir os membros inferiores resulta numa melhor performance, denotada também pela carga interna de esforço maior mesmo sem alterar a percepção, em contexto esportivo, sobretudo nos atletas com performance de competidores regionais.Item Efeito da suplementação de creatina sobre variáveis morfológicas, metabólicas e de desempenho motor em homens e mulheres praticantes de treinamento com pesosAlmeida Junior, Ademar Avelar de; Cyrino, Edilson Serpeloni [Orientador]; Altimari, Leandro Ricardo; Gobbo, Luís Alberto; Nardo Junior, Nelson; Moares, Solange Marta Franzói de; Deminice, Rafael [Coorientador]Resumo: Este estudo investigou o efeito da suplementação de creatina (Cr) associada ao treinamento com pesos (TP) sobre parâmetros morfológicos, metabólicos e de desempenho em adultos jovens de ambos os sexos A amostra foi composta por 57 indivíduos (3 homens e 27 mulheres) com idade entre 18 e 35 anos que participaram inicialmente de um programa de TP durante 16 semanas Após este período eles foram divididos aleatoriamente, de maneira duplo-cega e balanceada pelo sexo, em dois grupos para receberem suplementação de Cr (monohidratada) ou placebo (maltodextrina), formando então quatro grupos, sendo, homens creatina (HCR), homens placebo (HPL), mulheres creatina (MCR) e mulheres placebo (MPL) O período de suplementação teve uma duração de oito semanas, sendo que os indivíduos continuaram engajados no TP Durante os primeiros cinco dias os sujeitos ingeriram 2 g/dia de Cr ou placebo em quatro doses iguais de 5 g, separadas a cada 3-4 horas Nos 51 dias subseqüentes uma única dose de 3 g foi consumida Antes e após o período de suplementação, foram realizadas medidas de composição corporal (DEXA), hidratação (Água corporal total e intracelular – ACT e AIC; Bioimpedância), força máxima (1-RM) e resistência de força (quatro séries com 8% de 1-RM) Após o período de suplementação os participantes fizeram uma sessão de exercício com pesos de alta intensidade Amostras de sangue foram coletadas antes, imediatamente após e uma hora após o protocolo de exercício para dosagem de marcadores de estresse oxidativo As concentrações plasmáticas de Cr estavam aumentadas, no grupo que ingeriu Cr, em aproximadamente 1,5 vezes após o período de suplementação (P < ,5), quando comparados ao placebo Interação significante tempo vs suplemento (P < ,1) foi verificada na MIG, indicando ganhos na ordem de 2,3 e 2,5% em MCR e HCR, respectivamente De forma similar, interação significante tempo vs suplemento (P < ,5) foi verificada na ACT e AIC, indicando ganhos na ordem de 3,9 e 3,7% e 6,5 e 5,9%, em MCR e HCR Interações significantes tempo vs sexo vs suplemento (P < ,1) foram encontradas nos valores de 1-RM no supino e na rosca direta, com ganhos na ordem de 11 e 9,1%, respectivamente, no grupo HCR Interação significante tempo vs suplemento (P < ,1) foi encontrada na somatória da carga levantada em testes de 1-RM nos três exercícios analisados (HCR = +8,5% e MCR = +8,3%) Nenhuma alteração foi encontradas nos indicadores de resistência muscular Da mesma forma, a Cr não foi capaz de reverter a elevação, causada pelo exercício, dos marcadores de estresse oxidativo Os resultados do presente estudo sugerem que a suplementação de Cr pode maximizar os ganhos de MIG, MIGO, ACT, AIC e força máxima em sujeitos treinados, independente do sexo Os homens suplementados com Cr apresentaram maiores ganhos na força muscular de membros superiores do que as mulheres Entretanto, a Cr não melhorou a resistência à fadiga em TP, bem como os marcadores de estresse oxidativo em indivíduos treinadosItem Efeito de um programa de exercícios resistidos em intensidade autosselecionada e imposta sobre as respostas perceptuais e afetivas, e carga levantada de adolescentes não treinadosColombo, Heriberto; Oliveira, Arli Ramos de [Orientador]; Ribeiro, Alex Silva; Stabelini Neto, Antonio; Gonçalves, Ezequiel Moreira; Freitas Junior, Ismael Forte; Almeida Junior, Ademar Avelar de; Altimari, Leandro RicardoResumo: A utilização de uma intensidade imposta nos exercícios físicos pode tornar a execução da atividade uma experiência desagradável, reduzindo a participação Agora, quando se tem a opção de escolher a intensidade, isto faz com que a atividade se torne mais prazerosa, possivelmente aumentando a aderência Então, os objetivos foram: Comparar as respostas perceptuais e afetivas agudas, e a carga levantada de adolescentes não treinados obtidas durante sessão de exercícios resistidos em intensidade autosselecionada com as obtidas durante sessão em intensidade imposta Investigar as alterações nas respostas perceptuais e afetivas, e na carga levantada durante um programa de exercícios resistidos de 12 semanas realizado em intensidade autosselecionada e imposta por adolescentes não treinados Comparar as respostas perceptuais e afetivas, e a carga levantada de exercícios para membros superiores e inferiores durante um programa de exercícios resistidos realizados em intensidade autosselecionada e imposta por adolescentes não treinados Investigar o percentual de 1RM autosselecionado por adolescentes não treinados durante um programa de exercícios resistidos de 12 semanas Participaram 52 adolescentes (13-17 anos, sexo masculino) não treinados, os quais no pré programa foram submetidos a uma investigação das respostas agudas no supino reto (SR), extensora de pernas (EP), puxada alta (PA) e flexora de pernas (FP), 3 x 1 repetições Sendo verificado na sessão em intensidade autosselecionada níveis mais baixos de PSE na PA, FP e 3’ após, e respostas afetivas mais positivas nos 4 exercícios e 3’ após (p < ,5) do que na sessão em intensidade imposta; e os %1RM autosselecionados alcançaram as recomendações para aumento da força muscular Após, foram divididos em 3 grupos: Intensidade autosselecionada (AS), intensidade imposta (IMP) e controle (CONT) Os grupos AS e IMP foram submetidos ao programa de 12 semanas, 3 x 1 repetições, sendo avaliada a PSE, respostas afetivas (ES) e a carga levantada no SR, EP, PA e FP, 3 x 1 repetições (pré, 2ª, 4ª, 6ª, 8ª, 1ª e 12ª sem) Os resultados demonstraram que AS proporcionou níveis mais baixos de PSE durante e ao final do programa nos 4 exercícios (p < ,5), e respostas afetivas mais positivas no SR, PA e FP, e na EP (1ª e 12ª sem, p < ,5) em comparação a IMP, e o método da autosseleção foi eficiente no aumento da força muscular, melhorandp a carga levantada do pré para 12ª sem nos 4 exercícios (p < ,5), mas, o aumento na força muscular foi maior na intensidade IMP (p > ,5) E, na intensidade AS ocorreram pequenas variações entre os exercícios na PSE e nas respostas afetivas (p < ,5); na carga levantada, na intensidade AS e IMP a EP e FP levantaram maiores cargas do que o SR e PA (p < ,1) Conclusão: A intensidade AS foi melhor percebida (PSE) e proporcionou respostas afetivas mais agradáveis do que a intensidade IMP durante o programa de 12 semanas E, a intensidade AS foi eficiente no aumento da força muscular, mas, a intensidade IMP apresentou maiores ganhos na força muscularItem Efeito dose resposta do treinamento resistido para hipertrofia e força muscular : uma revisão sistemática com meta-análisePapst, Rafael Raul; Polito, Marcos Doederlein [Orientador]; Almeida Junior, Ademar Avelar de; Cardoso, Jefferson Rosa; Aguiar, Andreo Fernando; Ritti-Dias, Raphael MendesResumo: Diversas meta-análises foram publicadas sobre o efeito do treinamento resistido (TR) na força e na hipertrofia de adultos Contudo, esses estudos usualmente investigaram uma única variável da prescrição do TR ou um único desfecho (força ou hipertrofia) Além disso, faltam informações sobre o risco de viés e qualidade das evidências dessas investigações Nesse contexto, a presente tese possui dois objetivos a serem contemplados em dois estudos: Estudo 1) realizar uma revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos aleatórios (ECAs) que abordaram o TR sobre força e hipertrofia; Estudo 2) revisar sistematicamente as evidências meta-analíticas disponíveis que examinaram os efeitos do TR na força e / ou hipertrofia muscular de adultos saudáveis e avaliar o risco de viés e a qualidade da evidência Estudo 1 - Métodos: As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Web of Science, Scopus, Cochrane e SportDiscus Critérios de inclusão / exclusão foram pré-estabelecidos para a seleção dos estudos O effect size (ES) foi calculado utilizando o modelo de efeito aleatório A meta-regressão verificou a influência de variáveis moderadoras ANOVA baseada em teste Q foi usado para identificar possíveis diferenças em subgrupos Resultados: Foram identificadas 11338 referências e 119 foram selecionadas para compor a revisão sistemática com meta-análise Tamanhos de efeito (TE) demonstraram melhorias na força e massa muscular encontrados para todos moderadores em jovens (YG) e sujeitos mais velhos (OG) (TE ,25 a 1,72; P <,5) respectivamente Estudo 2 - Métodos: As buscas foram feitas nas bases Pubmed, Web of Science e Cochrane Como critérios de inclusão, revisões sistemáticas com meta-análises sobre TR em força e / ou hipertrofia de adultos jovens saudáveis publicadas em inglês Foram excluídos estudos com idosos, atletas ou com análise de força / hipertrofia sob intervenção medicamentosa, suplementos, dietas controladas ou ergogênicos Foram avaliados a qualidade metodológica e qualidade de evidências das meta-análises A correlação de Pearson verificou a correlação entre o escore de qualidade metodológica e evidência total e demais variáveis Resultados: As buscas totalizaram 1915 referências Após aplicado os critérios de inclusão e exclusão, 19 foram incluídas para compor o estudo Correlações moderadas foram observadas na avaliação da qualidade AMSTAR 2 com avaliação da qualidade da evidência (,64; P = ,3) e com ano de publicação dos estudos (,57; P = ,3) A avaliação GRADE verificou de muito baixa a alta qualidade de evidência Conclusões: No estudo 1, diferentes combinações dos fatores de TR melhoraram a força e a massa muscular em YG e OG Em OG, isso foi favorecido por maior frequência e duração do TR No segundo estudo, observamos revisões sistemáticas com meta-análises de razoável a excelente qualidade metodológica e muito baixa a alta de evidências, contudo, seguir um plano padronizado de relatórios para meta-análises são fundamentais para a melhoria da qualidade dessas pesquisasItem Efeitos da caminhada autosselecionada associada à restrição calórica sobre marcadores bioquímico-metabólicos de mulheres adultas obesasGaravelo, João Júlio; Altimari, Leandro Ricardo [Orientador]; Teixeira, Denilson de Castro; Almeida Junior, Ademar Avelar de; Moraes, Antônio Carlos de; Casonatto, JulianoResumo: Objetivo: avaliar os efeitos de 12 semanas de um programa de exercício físico, envolvendo caminhada em ritmo autosselecionado, associada à restrição calórica sobre marcadores bioquímico-metabólicos de mulheres adultas obesas Métodos: cinquenta e quatro mulheres obesas foram distribuídas por conveniência em 3 grupos: grupo controle (GCONT = 18; idade 43,5 ± 7,4 anos), grupo submetidas à caminhada em ritmo autosselecionado (GCAS = 18; idade 48,2 ± 6,4 anos) e grupo submetidas à caminhada em ritmo autosselecionado associada à restrição calórica (GCRC = 18; idade 5,2 ± 5,1 anos) Os GCAS e GCRC foram submetidos a um programa de caminhada realizado três vezes por semana com intensidade/ritmo autosselecionada durante doze semanas Para o GCRC, o programa de treinamento foi associado à restrição calórica, enquanto o GCONT não realizou nenhum tipo de exercício físico de forma regular Foram realizadas medidas de massa corporal e de estatura; coleta de sangue, para análise de marcadores bioquímico-metabólicos, e hemograma, antes e após o experimento, em ambos os grupos Resultados: as concentrações de TG sanguíneos e de colesterol VLDL do GCAS reduziram significativamente entre os momentos pré- e pós- treinamento (~19 % e ~1 %; respectivamente, p<,5); os valores de colesterol LDL do GCONT aumentaram (~19 %) significativamente entre os momentos pré- e pós- experimento (p<,5); os valores de colesterol HDL do GCAS apresentaram aumentos (~12 %) significantes entre os momentos pré- e pós- treinamento (p< ,5); os valores de glicemia, insulinemia e índice HOMA-IR reduziram significativamente entre os momentos pré- e pós- treinamento para o GCAS (~13 %, ~14 % e ~27 %; respectivamente, p<,5) e GCRC (~1 %, ~13 % e ~19 %; respectivamente, p<,5) Conclusões: a caminhada em ritmo autosselecionado demonstrou ser uma intervenção de exercício eficaz para regular substancialmente marcadores bioquímico-metabólicos em mulheres obesas Por outro lado, a intervenção dietética utilizada no presente experimento não otimizou os efeitos do exercício realizado em intensidade autosselecionada sobre os marcadores bioquímico-metabólicosItem Fatores associados a efetividade de posse de bola no futsalRinaldo, Marcio Aparecido; Ramos, Solange de Paula [Orientador]; Brandt, Ricardo; Gomes, Paulo Sérgio Chagas; Moares, Solange Marta Franzói de; Almeida Junior, Ademar Avelar deResumo: A efetividade de posse de bola em Futsal é definida como a capacidade de realização de um gol em jogadas ofensivas O estado de recuperação entre partidas, o estresse físico e emocional do jogador durante o jogo e fontes de estresse ambientais (local do jogo, deslocamento de viagem, tempo de recuperação entre jogos) e circunstanciais (classificação na tabela do campeonato, vitórias e derrotas no jogo anterior, placar do jogo, número de faltas cometidas, vantagem numérica em jogo) podem, potencialmente, alterar o estado de bem-estar e recuperação dos atletas e o desempenho ofensivo em jogo O objetivo deste estudo foi determinar a influência do contexto de jogo e fontes de estresse ambientais e circunstanciais sobre o estado de bem-estar e recuperação de atletas de futsal competindo em domínio de campo O segundo objetivo foi avaliar os fatores associados com a efetividade de posse de bola durante jogos oficiais Foram avaliados 2 jogadores de Futsal profissionais, contratados por uma equipe que disputou o campeonato Paranaense e a Liga Nacional de Futsal em 219 No primeiro estudo, os atletas foram monitorados durante 11 jogos (6 estaduais) Uma hora antes do jogo, foram aplicados o índice de Hooper (IH) para avaliação da qualidade do sono, fadiga, estresse e dor de acometimento tardio e a escala de qualidade de recuperação total 6-2 (TQR) Informações sobre a classificação e pontuação dos times nos campeonatos foram coletadas das tabelas classificatórias divulgadas publicamente pela Liga Nacional de Futsal A análise da efetividade de posse de bola foi determinada por filmagem e análise das jogadas com posse de bola Os resultados foram apresentados em 3 estudos No primeiro estudo, foi avaliado os efeitos das fontes de estresse e idade sobre o IH e TQR O IH foi maior nos jogos da liga nacional (p<,5) e apresentou correlação fraca com a dificuldade predita de jogo (r=,18, p=,2) O TQR foi maior após jogos antecedidos por derrota (15,4 ± 1,6 ua) em relação ao empate (14,6 ± 1,8 ua, p<,5) e vitória (14,7 ± 1,7 ua, p<,5) A TQR foi menor nos jogos com vitória (14,3 ± 1,8 ua) em relação aos jogos com empate (15,4 ± 1,7 ua, p<,1) e derrota (15,1 ± 1,6 ua, p<,5) A derrota do adversário no jogo anterior aumentou o estresse percebido (2,1 ± ,8 ua) em relação a vitória (1,9 ± ,9 ua, p<,5) Os resultados sugerem que a percepção do balanço de recuperação e estresse reportado antes de jogos está correlacionado com a idade e qualidade do oponente No segundo estudo, sete jogos foram filmados e as imagens foram utilizadas para análise de ações de ataque com perda de bola, manutenção de posse de bola ou gol (efetividade de posse de bola) Os resultados demonstraram que a ausência de pressão defensiva do oponente resultou em chances maiores de perda de posse de bola (OR=1,7, IC95%= 1,7 a 2,2), mas também chances de gol (IC95%=2,2 a 19,5) O recebimento de faltas contribuiu para o aumento das chances de manutenção de posse de bola (OR=4,6, IC95% = 2,6 a 8,3), mas não em gol (p=,4) As regiões de quadra próximo a área de gol adversária e onde ocorreu menor pressão defensiva apresentaram maior frequência de gols (p<,5) Os resultados sugerem que as maiores chances de gol ocorrem em áreas próximas a meta adversária sem a presença de defensores No terceiro estudo, foi avaliado o estado de bem-estar, estado de recuperação, resultados de jogos anteriores e qualidade do oponente sobre a manutenção de posse de bola e realização de gol Nenhum fator apresentou diferença entre as jogadas com manutenção de posse de bola e perda de posse de bola No entanto, os jogadores envolvidos nas jogadas que resultaram em gol apresentaram menor percepção de estresse, apresentaram vitória nos jogos anteriores e melhor classificação no campeonato do que o adversário Concluímos que o estado de bem-estar parece ser influenciado pela qualidade do oponente e, assim como algumas situações contextuais de jogo (posição em quadra e pressão defensiva) podem estar associados a maiores chances de gol (efetividade total de bola)Item Marcadores bioquímicos, antioxidantes e a relação com o dano muscular, DOMS, performance e estresse oxidativo em atletas de futebolOliveira, Donizete Cícero Xavier de; Deminice, Rafael [Orientador]; Stanganelli, Luiz Cláudio Reeberg; Almeida Junior, Ademar Avelar de; Dourado, Antonio Carlos; Moreira, AlexandreResumo: Tanto marcadores bioquímicos, quanto estratégias de recuperação acelerada após a promoção de dano muscular, DOMS e performance após treinos e competições, são estudados em atletas, assim como a relação destes fatores com o estresse oxidativo, e principalmente com a performance esportiva Entre as diferentes estratégias utilizadas para este fim, a suplementação nutricional ganha destaque, sendo que, a suplementação com antioxidantes, apesar de utilizada há algum tempo, ainda não apresenta consenso em relação à sua eficácia sobre estas variáveis Desta forma, este trabalho foi dividido em quatro estudos, realizados em quatro momentos diferentes de coleta: (1) No estudo 1, verificou-se o efeito da familiarização sobre testes motores aplicados a jogadores de futebol Os resultados demonstraram que tarefas de menor complexidade e que demandam menor organização motora, necessitam de menos sessões de familiarização O teste de salto vertical parece não ser afetado pela familiarização, entretanto o teste de potência de corrida (RAST) apresentou necessidade de ao menos uma sessão e o teste de agilidade T, ao menos duas sessões de familiarização (2) No estudo 2, objetivou-se avaliar o efeito de uma sessão de treino constituída de séries de agachamento e treino de futebol, sobre os níveis de marcadores de peroxidação lipídica e dano muscular, DOMS e performance em testes motores Observou-se que a sessão de treino foi capaz de elevar DOMS e CK, entretanto não foi suficiente para promover aumento nos níveis de marcadores de estresse oxidativo, nem reduzir a performance dos jogadores nos testes motores durante a semana de recuperação (3) No estudo 3, o objetivo foi investigar o efeito da suplementação antioxidante (vitamina C e E) sobre marcadores de estresse oxidativo e de dano muscular, DOMS e performance em atletas de futebol submetidos a um protocolo de dano muscular Os resultados demonstraram que apesar de inibir o estresse oxidativo, induzido pelo protocolo do estudo, a suplementação antioxidante não foi capaz de melhorar a performance e que também não reduziu o dano muscular avaliado por CK e DOMS, quando comparado ao grupo placebo (4) Por fim, o estudo 4 objetivou comparar os níveis circulantes de CK obtidos por punção venosa com amostras capilares, coletadas do lóbulo da orelha, após elevação desta substância induzida por um jogo simulado de futebol Os dados demonstram que amostras de sangue retiradas do lóbulo da orelha, podem ser consideradas uma alternativa confiável em substituição à punção venosa na determinação de mudanças nos níveis de CK plasmática resultantes de um jogo simulado de futebol De forma geral, conclui-se que a correta administração de testes motores em jogadores de futebol, bem como o monitoramento de diferentes indicadores de recuperação muscular (como por exemplo níveis de marcadores bioquímicos e DOMS) após jogos e treinos, podem ser determinantes no controle da recuperação nestes atletas Entretanto, a suplementação antioxidante parece não ter efeito na redução do tempo de recuperação de jogadores com danos muscularesItem Sarcopenia em pessoas vivendo com o vírus da imunodeficiência humanaOliveira, Vitor Hugo Fernando de; Deminice, Rafael [Orientador]; Guariglia, Débora Alves; Almeida Junior, Ademar Avelar de; Cardoso Junior, Crivaldo Gomes; Teixeira, Denilson de CastroResumo: A sarcopenia é um distúrbio progressivo e generalizado do músculo esquelético que está associado a maior probabilidade de resultados adversos, incluindo quedas, fraturas, incapacidade física e mortalidade Embora tenha ocorrido um avanço no entendimento da sarcopenia nos últimos anos, a melhor maneira de se diagnosticá-la continua incerta Entre diferentes populações clínicas, estudos têm relatado redução da massa muscular e da força em pessoas vivendo com HIV (PVHIV), porém existem poucos estudos examinando a presença de sarcopenia nesta população Apesar de existirem alguns estudos isolados, falta uma síntese dos resultados destes estudos que determine a prevalência de sarcopenia entre as PVHIV Assim, esta tese teve diferentes objetivos: 1) estabelecer a prevalência de sarcopenia entre PVHIV; 2) comparar a prevalência de sarcopenia entre PVHIV e pessoas sem HIV; 3) comparar os resultados obtidos a partir do uso de diferentes definições operacionais no diagnóstico da sarcopenia em PVHIV; e 4) determinar os moderadores de sarcopenia (tradicionais e relacionados ao HIV) em PVHIV Para atingir estes objetivos, realizamos três diferentes estudos: um estudo de revisão sistemática e dois estudos observacionais Na revisão sistemática, diferentes bases de dados foram pesquisadas usando os termos “HIV” e “Sarcopenia” Os artigos identificados foram incluídos se avaliaram sarcopenia entre PVHIV usando as definições de baixa massa muscular isoladamente, ou baixa massa muscular associada à baixa função muscular Os estudos observacionais envolveram 213 PVHIV, que tiveram dados demográficos, clínicos, de força, massa muscular e desempenho físico coletados para o diagnóstico da sarcopenia Dentre os resultados, observamos que a prevalência de sarcopenia entre PVHIV é de 23,7% (IC 95%=17,7-3,3%; incluindo 14 estudos e um total de 2292 participantes) Além disso, PVHIV têm 6,1 mais chances de serem sarcopênicas em comparação com pessoas sem HIV pareadas por idade, sexo e etnia Com relação aos moderadores de sarcopenia em PVHIV, encontramos que além dos fatores de risco tradicionais da sarcopenia (idade, sexo e índice de massa corporal), existem alguns fatores relacionados ao HIV que também estão associados à ocorrência de sarcopenia independentemente da definição operacional adotada: tempo de uso da terapia antirretroviral, nadir de TCD4+ e razão CD4/CD8 atuam como moderadores de sarcopenia nesta população Por fim, há baixa concordância entre diferentes definições operacionais no diagnóstico de sarcopenia, o que afeta a prevalência de sarcopenia observada Em conclusão, PVHIV apresentam alta prevalência de sarcopenia independente da definição operacional adotada, além de apresentarem maiores chances de desenvolver essa condição quando comparadas a pessoas sem HIV com a mesma idade Além disso, PVHIV parecem apresentar maior prevalência de todos os fatores de risco que causam sarcopenia na população em geral, além de apresentarem outros fatores relacionados ao HIV que atuam como moderadores para a presença de sarcopeniaItem Suplementação aguda de L-citrulina em humanos : implicações na capacidade de realizar exercício físico máximoJanuário, Renata Selvatici Borges; Altimari, Leandro Ricardo [Orientador]; Cardoso Junior, Crivaldo Gomes; Almeida Junior, Ademar Avelar de; Aguiar, Andreo Fernando; Casonatto, JulianoResumo: A citrulina (C6H13N3O3), aminoácido não protéico e neutro, têm despertado o interesse da comunidade clínica e acadêmica, devido aos seus efeitos de importância biológica no âmbito da saúde A citrulina têm despertado ainda o interesse de pesquisadores no contexto do exercício físico Atuando como agente ergogênico, a suplementação de citrulina parece otimizar a capacidade para realizar exercício físico em humanos, primariamente por mecanismos de ação associados com a produção de arginina e óxido nítrico, o qual, por sua vez, regula vários efeitos fisiológicos no organismo, como tonicidade vascular, contratilidade muscular, biogênese e respiração mitocondrial, homeostase de cálcio e glicose, entre outros Apesar de seus vantajosos mecanismos de ação, em certos casos, a citrulina parece não otimizar a capacidade para realizar exercício físico em humanos As razões para estas incertezas a respeito de seus efeitos ergogênicos no contexto do exercício físico são, todavia, pouco claros, mas podem depender, pelo menos parcialmente, das dosagens de citrulina usadas nos estudos precedentes Para examinar tal hipótese, elaborou-se a presente proposta, composta por dois manuscritos cientificos originais O primeiro manuscrito examinou os efeitos de diferentes doses da suplementação aguda de citrulina sobre a capacidade de realizar exercício físico – e suas respostas fisiológicas associadas - em adultos jovens, fisicamente ativos Em suma, os achados deste estudo mostraram que a suplementação aguda de citrulina não afetou a capacidade de realizar exercício físico – e suas respostas fisiológicas associadas – em humanos, independentemente da dose administrada Mudanças na [arginina] plasmática, todavia, parecem ser dose-dependente O segundo manuscrito, por sua vez, examinou, de modo detalhado, os efeitos fisiológicos associados com diferentes doses da suplementação de citrulina durante exercício físico com cargas incrementais (rampa) em ciclo ergômetro, com ênfase em respostas dinâmicas do consumo de oxigênio pulmonar e (des)oxigenação muscular Em suma, a suplementação aguda com citrulina foi incapaz de otimizar os processos fisiológicos entre disponibilidade e utilização de oxigênio pela musculatura ativa durante exercício físico com cargas incrementais (rampa) em humanos