01 - Doutorado - Patologia Experimental
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Navegando 01 - Doutorado - Patologia Experimental por Autor "Baeza, Lilian Cristiane"
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Item Detecção de infecção por Paracoccidioides brasiliensis em cães e animais silvestres da região norte do estado do Paraná(2022-06-20) Ishiuchi, Giovana Gomes de Carvalho; Ono, Mário Augusto; Itano, Eiko Nakagawa; Caldart, Eloiza Teles; Baeza, Lilian Cristiane; Viana, Kelvinson FernandesA paracoccidioidomicose (PCM) é uma micose sistêmica de importância médica ocasionada por fungos termo-dimórficos do gênero Paracoccidioides. A PCM é endêmica em países da América Latina e o Brasil é o país com o maior número de casos. O estado do Paraná é uma região endêmica para PCM humana. A infecção por P. brasiliensis também tem sido descrita em animais domésticos e silvestres. O objetivo deste trabalho foi avaliar a infecção por P. brasiliensis em cães e animais silvestres da região Norte do Estado do Paraná. Um total de 627 amostras de soros de cães das regiões norte (n= 186), sul (n= 94), leste (n= 100), oeste (n= 172) e central (n= 75) da área urbana da cidade de Londrina foram avaliados pelos métodos de imunodifusão (ID) e ELISA utilizando exoantígeno e Western Blot (WB) com gp43 recombinante (gp43r). Amostras de fígado (n= 65), linfonodos (n= 37), pulmões (n= 78) e baço (n= 28) pertencentes a 87 animais silvestres atropelados em rodovias de cidades da Região Norte do Paraná foram analisadas por Nested PCR utilizando os primers panfungais ITS 4/5 na primeira reação e primers específicos Pb ITS E/R na segunda reação. Em relação aos estudo soroepidemiológico com cães, 55,5% das amostras foram positivas no ELISA com exoantígeno. A PCM infecção foi confirmada por WB com gp43r em 216 (34,4%) animais. Quatro cães (0,64%) foram positivos no teste de ID, sugerindo PCM doença ativa. No estudo com animais silvestres atropelados, houve amplificação de DNA de P. brasiliensis em amostras de fígado e baço de um urubu (Coragyps atratus) e uma amostra de pulmão de uma lebre (Lepus europaeus). O urubu foi coletado em área rural da cidade de Uraí e a lebre, em zona urbana da cidade de Londrina, ambos em áreas arborizadas ou de plantação e próximo a córregos. Os hábitos destas espécies de animais aumentam sua exposição à infecção por Paracoccidioides spp. e suas distribuições geográficas se sobrepõem às áreas endêmicas para PCM humana. Os resultados reforçam a importância do uso de cães e animais silvestres como sentinelas da PCM em áreas urbanas e ruraisItem Investigação sorológica e molecular da paracoccidioidomicose humana e animal sob a perspectiva da nova classificação taxonômica das espécies de Paracoccidioides(2025-05-16) Suguiura, Igor Massahiro de Souza; Ono, Mário Augusto; Itano, Eiko Nakagawa; Cotica, Érika Séki Kioshima; Vilas-Boas, Laurival Antônio; Baeza, Lilian CristianeA paracoccidioidomicose (PCM) é uma doença causada pelos patógenos cultiváveis do gênero Paracoccidioides. A reclassificação taxonômica baseada em análises moleculares desse grupo resultou na definição de cinco espécies distintas: P. brasiliensis sensu stricto, P. restrepiensis, P. venezuelensis, P. americana e P. lutzii. Essa nova classificação abriu diversas lacunas no entendimento da micose. Neste estudo, investigamos o panorama atual da PCM em uma região hiperendêmica para a doença, o estado do Paraná, através da análise das notificações oficiais do estado (Capítulo I). Observamos que a PCM apresentou mortalidade superior a outras micoses, demora no diagnóstico e importante subnotificação. Além dos seres humanos, a doença também afeta animais domésticos e silvestres, porém com poucos registros da sua ocorrência na literatura. Considerando a importância epidemiológica local, utilizamos além dos métodos tradicionais, novos métodos para diagnosticar um caso atípico de PCM canina (Capítulo II). Nesse contexto, devido a necessidade do uso de métodos moleculares na identificação desses patógenos, tanto em humanos como em animais, propusemos uma nested PCR para amplificação parcial do gene de alfa tubulina (TUB1) diretamente de amostras biológicas. Utilizamos os produtos dessa reação em técnicas capazes de identificar a maioria das espécies de Paracoccidioides, com ou sem o uso de sequenciamento (Capítulo III). A nested PCR também se mostrou eficaz na amplificação de TUB1 em espécies não cultiváveis do gênero, como Paracoccidioides ceti, agente da paracoccidioidomicose ceti (PCM-C), micose que acomete cetáceos (Capítulo IV). Através da nested PCR foi possível diagnosticar dois casos de PCM-C em golfinhos brasileiros e ainda investigar as diferenças genéticas no grupo a partir da utilização de TUB1. Além da identificação molecular, os métodos sorológicos são amplamente utilizados no diagnóstico da PCM. Dependendo do método empregado, observam-se diferenças significativas nos resultados, de acordo com as espécies de fungos que infectam os pacientes, e o isolado utilizado para a produção dos antígenos. Assim, revisamos a diferenciação sorológica entre as espécies cultiváveis de Paracoccidioides, adotando uma nova abordagem (Capítulo V). Utilizamos diversos isolados dos fungos em infecção experimental murina para avaliar o reconhecimento antigênico, tanto homólogo quanto heterólogo, por meio de ELISA e immunoblotting, nas versões tradicional e por avidez. Foi observado que os antígenos são bastante conservados entre as espécies cultiváveis de Paracoccidioides, não sendo observadas variações consistentes entre elas. Apesar das variações do reconhecimento antigênico entre isolados foi observado, que dentre os antígenos, o de 70 kDa foi reconhecido com maior avidez. Em conclusão, os dados apresentados neste trabalho reforçam a importância da PCM no cenário atual, além de fornecer uma abordagem atualizada com novas metodologias aplicáveis tanto para os agentes cultiváveis quanto não cultiváveis de Paracoccidioides