Svá var Langt Sagt Á Íslandi: historical and Fictitious Narrative Boundaries in Twelfth and Thirteenth-Century Iceland

dc.contributor.advisorGrzybowski, Lukas Gabriel
dc.contributor.authorBotelho, Pedro de Araujo Buzzo Costa
dc.contributor.bancaSelvatici, Monica
dc.contributor.bancaMorawiec, Jakub
dc.coverage.extent98 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-08-25T13:20:26Z
dc.date.available2026-08-25T13:20:26Z
dc.date.issued2026-07-10
dc.description.abstractResumo: Este estudo investiga os mecanismos através dos quais narrativas medievais Islandesas construíam e legitimavam o conhecimento sobre o passado, com atenção particular à relação entre veracidade, autoridade narrativa e classificações modernas das sagas. Este examina como textos medievais Islandeses estabelecem reivindicações de credibilidade através de suas próprias práticas narrativas, sem pressupor uma separação estrita entre escrita histórica e ficcional. As fontes analisadas consistem em três textos tradicionalmente designados a diferentes categorias dentro do corpus das sagas: Ynglinga saga, comumente colocada entre as sagas de reis (konungasögur), e Yngvars saga víðförla e Eiríks saga víðförla geralmente associados às sagas lendárias (fornaldarsögur). Essas narrativas compartilham preocupações com configurações temporais e espaciais distantes, encontros com a alteridade e o uso de testemunho autoritativo, o que torna sua comparação analiticamente produtiva. Essa investigação combina abordagens historiográficas e conceituais. A Vorstellungsgeschichte fornece uma estrutura para examinar como representações de povos distantes, espaços e seres sobrenaturais expressam horizontes de plausibilidade historicamente situados e concepções compartilhadas de realidade. As reflexões de Tzvetan Todorov acerca da verossimilhança sustentam a análise de elementos narrativos extraordinários como parte de um sistema interpretativo mais amplo, que organiza experiência e significado. Também foi dada atenção às estratégias narrativas, como apelos a autoridades orais e escritas, construções genealógicas, discurso direto, referência a informantes e a incorporação de motivos literários maravilhosos. A noção de verdade sincrética, de Mikhail S. Kamenskij, juntamente com a Sociologia do conhecimento, de Berger e Luckmann, ampara um entendimento da cultura narrativa medieval Islandesa como um campo em que o conhecimento é produzido através de mecanismos de validação socialmente compartilhados. A distinção entre história e ficção é tratada como uma noção epistemológica moderna, com aplicação limitada ao contexto medieval sob examinação. Nos textos analisados, a credibilidade emerge através da mobilização das estratégias de legitimação mencionadas acima. A análise demonstra que os limites entre as categorias de sagas permanecem fluidas na prática, ao menos para o contexto contemporâneo às sagas. Através do corpus, a autoridade narrativa é construída através de repertórios de verificação cultural compartilhados, ao invés de divisões genéricas estáveis ou de autoria identificável. Este estudo conclui que a literatura de sagas pode ser entendida como uma prática narrativa flexível, envolvendo-se na produção e transmissão de conhecimento sobre o passado. O foco na veracidade e legitimidade revela como a cultura narrativa medieval Islandesa organizava a relação entre memória, testemunho e interpretação, e como a mesma articula mundos passados através de meios culturais fundamentados de plausibilidade e autoridade
dc.description.abstractother1Abstract: This study investigates the mechanisms through which medieval Icelandic narratives constructed and legitimized knowledge about the past, with particular attention to the relationship between truthfulness, narrative authority, and modern saga classifications. It examines how medieval Icelandic texts establish claims to credibility through their own narrative practices, without presupposing a strict separation between historical and fictional writing. The analyzed sources consists of three texts traditionally assigned to different categories within the saga corpus: Ynglinga saga, commonly placed among the kings’ sagas (konungasögur), and Yngvars saga víðförla and Eiríks saga víðförla usually associated with the legendary sagas (fornaldarsögur). These narratives share concerns with distant temporal and spatial settings, encounters with alterity, and the use of authoritative testimony, which makes their comparison analytically productive. This investigation combines historiographical and conceptual approaches. Vorstellungsgeschichte provides a framework for examining how representations of distant peoples, spaces, and supernatural beings express historically situated horizons of plausibility and shared conceptions of reality. Tzvetan Todorov’s reflections on verisimilitude supports the analysis of extraordinary narrative elements as part of a broader interpretative system that organizes experience and meaning. Attention was also given to narrative strategies such as appeals to oral and written authorities, genealogical constructions, direct speech, reference to informants, and the incorporation of marvellous motifs. Mikhail S. Kamenskij’s notion of syncretic truth, alongside Berger & Luckmann’s Sociology of Knowledge, supports an understanding of medieval Icelandic narrative culture as a field in which knowledge is produced through socially shared mechanisms of validation. The distinction between history and fiction is treated as a modern epistemological notion with limited applicability to the medieval context under examination. Within the texts analyzed, credibility emerges through the mobilisation of the above mentioned narrative strategies of legitimation. The analysis shows that boundaries between saga categories remain fluid in practice, at least to the contemporary context of the sagas. Across the corpus, narrative authority is constructed through shared cultural repertoires of verification rather than through stable generic divisions or identifiable authorship. This study concludes that saga literature can be understood as a flexible narrative practice engaging in the production and transmission of knowledge about the past. The focus on truthfulness and legitimacy reveals how medieval Icelandic narrative culture organized the relationship between memory, testimony and interpretation, and how it articulated past worlds through culturally grounded forms of plausibility and authority
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19556
dc.language.isoeng
dc.relation.departamentCLCH - Departamento de História
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em História Social
dc.subjectFornaldarsögur
dc.subjectKonungasögur
dc.subjectVorstellungsgeschichte
dc.subjectHistoriografia Medieval
dc.subjectIslândia Medieval
dc.subjectIdade Média
dc.subjectHistoriografia
dc.subjectLiteratura nórdica antiga
dc.subjectSagas
dc.subjectIslândia
dc.subjectHistória
dc.subjectSéc. XII-XIII
dc.subject.capesCiências Humanas - História
dc.subject.cnpqCiências Humanas - História
dc.subject.keywordsFornaldarsögur
dc.subject.keywordsKonungasögur
dc.subject.keywordsVorstellungsgeschichte
dc.subject.keywordsHistoriografia Historiography
dc.subject.keywordsIslândia Iceland
dc.subject.keywordsMiddle ages
dc.subject.keywordsHistoriography
dc.subject.keywordsOld Norse literature
dc.subject.keywordsSagas
dc.subject.keywordsIceland
dc.subject.keywordsHistory
dc.subject.keywords12th-13th centuries
dc.titleSvá var Langt Sagt Á Íslandi: historical and Fictitious Narrative Boundaries in Twelfth and Thirteenth-Century Iceland
dc.title.alternativeSvá var Langt Sagt Á Íslandi: fronteiras entre narrativa histórica e fictícia na Islândia dos séculos XII e XIII
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Letras e Ciências Humanas

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