Implicações do novo sistema de classificação funcional nas dinâmicas competitivas do para judô: uma análise dos jogos paralímpicos de Paris 2024
| dc.contributor.advisor | Greguol, Márcia | |
| dc.contributor.author | Antunes, Danrlei Soares | |
| dc.contributor.banca | Kons, Rafael Lima | |
| dc.contributor.banca | Oliveira, Donizete Cícero Xavier de | |
| dc.coverage.extent | 65 p. | |
| dc.coverage.spatial | Londrina | |
| dc.date.accessioned | 2026-04-27T12:48:37Z | |
| dc.date.available | 2026-04-27T12:48:37Z | |
| dc.date.issued | 2026-02-20 | |
| dc.description.abstract | Com o desenvolvimento das modalidades paralímpicas e a busca por tornar as competições mais justas, diversas mudanças e adaptações são frequentemente inseridas dentro das modalidades que compõem os Jogos Paralímpicos. Quando se trata do judô, historicamente atletas cegos (B1) e com baixa visão (B2 e B3) competiam juntos em uma categoria única, sendo divididos apenas pelo peso corporal. Entretanto, após estudos da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA), foi identificado que atletas cegos apresentavam desvantagens quando comparados aos com baixa visão e a presença desses atletas nos pódios das competições eram pouco frequentes. Com isso, em 2021 a IBSA aprovou um novo sistema de classificação funcional e uma nova divisão de competições, alocando os atletas cegos em uma categoria exclusiva, chamada agora de J1 (acuidade visual binocular inferior a 2,60 LogMAR) e os atletas com baixa visão em uma outra categoria, chamada de J2 (J2 (acuidade visual binocular entre 1,30 e 2,50 LogMAR e/ou com campo visual restrito a um diâmetro inferior a 60 graus). Os Jogos Paralímpicos de Paris 2024 foram os primeiros jogos a receber uma competição com esse novo sistema de classificação e, por esse motivo, os estudos que analisam as novas características dos combates ainda são escassos. Dessa forma, o objetivo do presente projeto foi analisar as mudanças e as características de luta das classes J1 e J2 durante os Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Como objetivos específicos, buscou-se analisar e catalogar as técnicas aplicadas com sucesso entre as novas classes funcionais, além de verificar possíveis associações quanto ao tipo de técnica, classificação funcional e categoria de peso do atleta; e verificar a probabilidade de pontuação dentro de cada categoria de peso nas duas novas classificações funcionais. Os dados foram coletados através do livro de resultados oficial dos jogos e pelos registros em vídeo das lutas disponibilizados online pela IBSA. Os vídeos foram analisados pelo aplicativo Kinovea, com a categorização dos golpes aplicados, probabilidade de sucesso e tempo de luta. As análises estatísticas, como o teste exato de Fisher e a regressão logística binária, foram realizadas no aplicativo Jamovi, adotando como nível de significância um p valor < 0,05. Os resultados revelaram distinções relevantes na preferência por técnicas, na frequência de penalidades e na duração dos combates entre as duas classes. Atletas J1 tenderam a utilizar com maior frequência técnicas de contato próximo e dependentes do feedback tátil, como Te-Waza e Osaekomi-Waza, além de apresentarem lutas mais longas. Em contrapartida, atletas J2 demonstraram maior variabilidade em técnicas de projeção em pé, mas receberam mais penalidades em determinadas categorias, sugerindo diferenças no comportamento tático e na adaptação às regras. O uso consistente de técnicas de solo em ambas as classes reforça a importância do controle tátil e da consciência cinestésica no alto rendimento do judô paralímpico. No segundo estudo foi possível concluir que o novo sistema de classificação esportiva no para judô está associado a diferenças técnicas, temporais e probabilísticas mensuráveis nas ações de nage-waza, evidenciando impacto direto sobre a dinâmica competitiva da modalidade. Embora as classes J1 e J2 compartilhem uma estrutura técnica geral semelhante marcada pela predominância do Ashi-waza, a análise detalhada revelou que o tipo de técnica empregada, o momento temporal das ações e, principalmente, a eficiência na conversão das tentativas em pontuação variam de forma consistente conforme a classe esportiva, a categoria de peso e o sexo. Esses achados reforçam a relevância da nova estrutura de classificação na promoção da equidade competitiva e evidenciam a necessidade de estratégias de treinamento específicas para cada classe, considerando as demandas sensoriais e táticas | |
| dc.description.abstractother1 | The development of Paralympic sports and the pursuit of fairer competitions have led to several changes and adaptations frequently incorporated into the sports that make up the Paralympic Games. In judo, historically blind (B1) and low-vision (B2 and B3) athletes competed together in a single category, divided only by body weight. However, studies by the International Blind Sports Federation (IBSA) identified that blind athletes were at a disadvantage compared to low-vision athletes, and their presence on the podiums was infrequent. Therefore, in 2021, the IBSA approved a new functional classification system and a new division of competitions, allocating blind athletes to an exclusive category, now called J1 (binocular visual acuity less than 2.60 LogMAR) and athletes with low vision to another category, called J2 (binocular visual acuity between 1.30 and 2.50 LogMAR and/or with a visual field restricted to a diameter of less than 60 degrees). The Paris 2024 Paralympic Games were the first games to host a competition with this new classification system and, for this reason, studies analyzing the new characteristics of the fights are still scarce. Thus, the objective of this project was to analyze the changes and fighting characteristics of the J1 and J2 classes during the Paris 2024 Paralympic Games. As specific objectives, it sought to analyze and catalog the techniques successfully applied among the new functional classes, as well as to verify possible associations regarding the type of technique, functional classification, and weight category; and to analyze the athlete's weight and determine the probability of scoring within each weight category in the two new functional classifications. Data were collected from the official game results book and video recordings of the fights made available online by IBSA. The videos were analyzed using the Kinovea application, categorizing the applied strikes, probability of success, and fight time. Statistical analyses, such as Fisher's exact test and binary logistic regression, were performed using the Jamovi application, adopting a significance level of p < 0.05. The results revealed relevant distinctions in technique preference, penalty frequency, and fight duration between the two classes. J1 athletes tended to use close-contact techniques and those dependent on tactile feedback more frequently, such as Te-Waza and Osaekomi-Waza, and also presented longer fights. In contrast, J2 athletes demonstrated greater variability in standing throw techniques but received more penalties in certain categories, suggesting differences in tactical behavior and adaptation to the rules. The consistent use of ground techniques in both classes reinforce the importance of tactile control and kinesthetic awareness in high-performance Paralympic judo. The second study concluded that the new sports classification system in para-judo is associated with measurable technical, temporal, and probabilistic differences in Nage-waza actions, demonstrating a direct impact on the competitive dynamics of the sport. Although classes J1 and J2 share a similar general technical structure marked by the predominance of Ashi-waza, detailed analysis revealed that the type of technique employed, the timing of the actions, and, especially, the efficiency in converting attempts into points vary consistently according to the sports class, weight category, and sex. These findings reinforce the relevance of the new classification structure in promoting competitive equity and highlight the need for specific training strategies for each class, considering sensory and tactical demands | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19196 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.relation.departament | CEFE - Departamento de Educação Física | |
| dc.relation.institutionname | Universidade Estadual de Londrina - UEL | |
| dc.relation.ppgname | Programa de Pós-Graduação Associado em Educação Física UEM/UEL | |
| dc.subject | Judô adaptado | |
| dc.subject | Deficiência visual | |
| dc.subject | Esporte Paralímpico | |
| dc.subject | Judô | |
| dc.subject | Desempenho esportivo | |
| dc.subject.capes | Ciências da Saúde - Educação Física | |
| dc.subject.cnpq | Ciências da Saúde - Educação Física | |
| dc.subject.keywords | Adapted Judo | |
| dc.subject.keywords | Visual Impairment | |
| dc.subject.keywords | Paralympic Sports | |
| dc.subject.keywords | Judo | |
| dc.subject.keywords | Sports performance | |
| dc.subject.keywords | Vision disorders | |
| dc.title | Implicações do novo sistema de classificação funcional nas dinâmicas competitivas do para judô: uma análise dos jogos paralímpicos de Paris 2024 | |
| dc.title.alternative | Implications of the new functional classification system on competitive dynamics in para judo: an analysis of the Paris 2024 paralympic games | |
| dc.type | Dissertação | |
| dcterms.educationLevel | Mestrado Acadêmico | |
| dcterms.provenance | Centro de Educação Física e Esportes |
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