Resistência antimicrobiana em isolados da corrente sanguínea: estudo epidemiológico em hospital universitário, de 2015-2024

dc.contributor.advisorVespero, Eliana Carolina
dc.contributor.authorSugiura, Larissa
dc.contributor.bancaPerugini, Marcia Regina Eches
dc.contributor.bancaMagalhães, Gerusa Luciana Gomes
dc.coverage.extent83 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-09-01T16:41:11Z
dc.date.available2026-09-01T16:41:11Z
dc.date.issued2026-03-20
dc.description.abstractAs infecções da corrente sanguínea (ICS) representam importante causa de morbimortalidade em pacientes hospitalizados, sendo fortemente influenciadas pelo perfil microbiológico, pela resistência antimicrobiana (RAM) e por fatores assistenciais. A pandemia de COVID-19 impôs mudanças significativas na dinâmica das infecções hospitalares, sinalizando a necessidade de avaliação de seus impactos sobre as ICS. O presente estudo teve como objetivo analisar a epidemiologia dos microrganismos, os perfis de RAM e os desfechos clínicos dos pacientes que tiveram ICS, no Hospital Universitário de Londrina, no período de 2015 a 2024, comparando os períodos pré-pandemia, pandemia e pós-pandemia de COVID-19. Dessa forma, o estudo foi realizado a partir da análise de isolados provenientes de hemoculturas positivas obtidas através do sistema BACTEC™ FX (Bectron Dickinson), com identificação e teste de sensibilidade automatizados realizados no sistema Vitek2® (BioMérieux – Brasil). Os testes de sensibilidade aos antimicrobianos foram interpretados de acordo com os critérios de CLSI e BrCAST, dos respectivos períodos analisados. Foram avaliados dados demográficos, desfecho na internação, microrganismos isolados e perfis de RAM pelo registro nos prontuários eletrônicos da instituição. Foram incluídos no estudo, 5.016 pacientes, sendo que alguns apresentaram episódios por mais de um microrganismo, totalizando 6.905 isolados. As bactérias Gram-positivas corresponderam a 60,3% dos isolados, com destaque Staphylococcus aureus (20,4%), Enterococcus faecalis (9,8%) e outros (42,3%). As bactérias Gram-negativas representaram 39,7%, sendo mais frequentes Klebsiella pneumoniae (29,2%), Acinetobacter baumannii (19,7%), Escherichia coli (12,6%), Pseudomonas aeruginosa (10,7%) e Serratia marcescens (7,2%). Observou-se elevada frequência de RAM durante a pandemia, incluindo resistência à vancomicina em Enterococcus faecium (66,2%) e à carbapenêmicos em A. baumannii (93,0%). Na transição do período pandêmico para pós-pandêmico, houve diminuição de pacientes acometidos por óbito e internados na unidade de terapia intensiva (UTI) que tiveram ICS por bactérias não fermentadores. Foram encontradas diferenças significativas entre os períodos pré-pandemia, pandemia, pós-pandemia quanto à distribuição dos microrganismos, perfil de resistência, internação em UTI e desfechos clínicos, com maior associação entre RAM, UTI e mortalidade. Pacientes com ICS por bactérias não fermentadoras apresentaram a maior taxa de óbito durante a pandemia de 68,6%. A análise da densidade de incidência evidenciou uma elevação de episódios de ICS durante o período pandêmico, com destaque para A. baumannii e E. faecalis como agentes isolados, associados à RAM. Conclui-se que as ICS apresentaram perfil epidemiológico complexo, com elevada carga de RAM, reforçando a importância da vigilância microbiológica contínua e do uso racional de antimicrobianos no ambiente hospitalar
dc.description.abstractother1Bloodstream infections (BSIs) represent a major cause of morbidity and mortality among hospitalized patients and are strongly influenced by the microbiological profile, antimicrobial resistance (AMR) and healthcare-related factors. The COVID-19 pandemic imposed significant changes in the dynamics of healthcare-associated infections, making it necessary to evaluate its impact on BSIs. The present study aimed to analyze the epidemiology of microorganisms, AMR profiles, and clinical outcomes of patients with BSIs at the Hospital Universitário de Londrina, from 2015 to 2024, comparing the pre-pandemic, pandemic, and post-pandemic periods of COVID-19. Therefore, this study was carried out based on the analysis from positive blood cultures obtained using the BACTEC™ FX system (Bectron Dickinson), with automated identification and sensivity testing performed on the Vitek2® system (BioMérieux, Brazil). Antimicrobial susceptibility tests were interpreted according to the CLSI and BrCAST criteria for the respective periods analyzed. Demographic data, hospitalization outcome, isolated microorganisms and AMR profiles were evaluated by recording in the institution’s electronic medical records. 5,016 patients were included in the study, some of whom had episodes caused by more than one microorganism, totaling 6,905 isolates. Gram-positive bacteria accounted for 60.3% of isolates, with emphasis on Staphylococcus aureus (20.4%), Enterococcus faecalis (9.8%) and others (42.3%). Gram-negative bacteria represented 39.7%, the most common being Klebsiella pneumoniae (29.2%), Acinetobacter baumannii (19.7%); Escherichia coli (12.6%), Pseudomonas aeruginosa (10.7%) and Serratia marcescens (7.2%). A high frequency of AMR was observed during the pandemic, to vancomycin in Enterococcus faecium (66.2%) and to carbapenems in A. baumannii (93.0%). In the transition period, from the pandemic to the post-pandemic period, there was a decrease in patients dying and admitted to the Intensive Care Unit (ICU) who had BSI due to non-fermenting bacteria. Significant differences were found between the pre-pandemic, pandemic and post-pandemic periods regarding the distribution of the microorganism, resistance profiles, admission to the ICU and clinical outcomes, with a greater association between AMR, ICU and mortality. Patients with BSIs due to non-fermenting bacteria had the highest death rate during the pandemic at 68.6%. The incidence density analysis showed an increase in BSI episodes during the pandemic period, with emphasis on A. baumannii and E. faecalis as isolated agents, associated with AMR. It is conclude that BSIs presented a complex epidemiological profile, with a high burden of AMR, reinforcing the importance of continuous microbiological surveillance and the rational use of antimicrobials in the hospital environment
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19887
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCS - Departamento de Clínica Médica
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e Laboratorial
dc.subjectInfecção da corrente sanguínea
dc.subjectResistência antimicrobiana
dc.subjectPandemia
dc.subjectÓbito
dc.subjectInfecção da corrente sanguínea - epidemiologia
dc.subjectInfecção da corrente sanguínea - agente antimicrobiano
dc.subjectInfecção da corrente sanguínea - hospitais
dc.subject.capesCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.cnpqCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.keywordsBloodstream infection
dc.subject.keywordsAntimicrobial resistance
dc.subject.keywordsPandemic
dc.subject.keywordsMortality
dc.subject.keywordsBloodstream Infections - Epidemiology
dc.subject.keywordsBloodstream Infections - antimicrobial agents
dc.subject.keywordsBloodstream Infections - hospitals
dc.titleResistência antimicrobiana em isolados da corrente sanguínea: estudo epidemiológico em hospital universitário, de 2015-2024
dc.title.alternativeAntimicrobial resistance in bloodstream isolates: an epidemiological study in a university hospital, from 2015-2024
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Ciências da Saúde

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