Predisposição ao autoritarismo entre estudantes do IFPR: estudo exploratório com contribuições da escala F de Adorno
Data
2026-06-02
Autores
Marlier, Rogério Martins
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Resumo
A ascensão de movimentos de extrema direita no século XXI tem abalado as instituições políticas das democracias ao redor do mundo e provocado ampla discussão sobre seus efeitos autocráticos e autoritários. A adesão das massas a estes projetos políticos traz à tona o problema dos valores culturais que possibilitam a sua legitimação. Compreender a capacidade dos indivíduos em aderir aos seus princípios, se tornou premente. O objetivo deste trabalho, portanto, é investigar a predisposição ao autoritarismo entre estudantes matriculados em cursos técnicos integrados ao Ensino Médio do Instituto Federal do Paraná (IFPR). Foram validadas 291 respostas obtidas por meio de questionário fechado, aplicado em formulário on-line em nove campus. A predisposição ao autoritarismo foi mensurada pela aplicação de um questionário elaborado em escala Likert, utilizando como parâmetro a escala F de Adorno, porém com adaptações nas afirmações utilizadas. Outras duas escalas foram adicionadas no instrumento, uma destinada a medir o apoio à democracia e outra voltada ao apoio à ideologia neoliberal e meritocrática. Os resultados indicaram uma elevada predisposição ao autoritarismo entre os jovens. Além disso, os dados permitiram compreender a existência de uma socialização autoritária que gera posicionamentos contraditórios, refletindo as tensões presentes na sociedade brasileira. A pesquisa foi fundamentada na teoria sociológica de Theodor Adorno, que entende a socialização de maneira relacional e dialética, o que permitiu identificar as dinâmicas da subjetividade autoritária juvenil.
Descrição
Palavras-chave
Cultura política, Autoritarismo, Ensino médio, Socialização, Juventudes