Função diastólica de cães com doença degenerativa valvar mitral em tratamento com vasodilatador (inibidor da eca)
Data
2025-02-27
Autores
Silva, Douglas Magalhães
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Resumo
A doença degenerativa valvar mitral (DDVM) é a cardiomiopatia mais comum nos cães, encontrada principalmente em cães de pequeno porte e com idade superior a seis anos. A DDVM é caracterizada pela degeneração crônica e progressiva dos folhetos valvulares e pode ser classificada em quatro estágios, no estágio B2 da doença, se encontra cães ainda assintomáticos, mas com a presença da doença identificada pelo exame de diagnóstico ecocardiograma transtorácico, com a progressão da doença o cão pode apresentar uma evolução para a insuficiência cardíaca congestiva (ICC). A função diastólica é a capacidade do coração de se encher com volumes e pressões dentro dos valores normais, tornando a disfunção diastólica, a incapacidade ventricular de realizar o enchimento adequado, essa alteração está presente na DDVM. Neste estudo, foi utilizado o maleato de enalapril, que é inibidor da enzima conversora de angiotensina que atua como vasodilatador, utilizado no tratamento da DDVM, com intuito de inibir a progressão da doença, tendo como objetivo, a avaliação e comparação dos valores de função diastólica em dois grupos de cães, um com o tratamento de maleato de enalapril 0,5 mg/kg BID (GE) e outro com a administração de placebo (GC), durante o período de 60 dias. Foram utilizados 12 cães provenientes de atendimento clínico, que constituiram os grupos tratado (GE) (n=6) e o grupo controle (GC) (n=6). Os cães foram avaliados pelo ecocardiograma em diferentes tempos (D0 D15 D30 D60), observando-se as alterações nos parâmetros de função diastólica que, em comparação entre os grupos GE e GC, não apresentou diferenças estatísticas em suas variáveis, desde o tempo D0 ao D60, tempo esse, que apresentou relação E/A (GE 1,15 ± 0,31; GC 1,18 ± 0,32; p=0,903); relação Em/Am (GE 0,86 (0,68 1,21); GC 0,80 (0,73 – 0,83); p=0,937); TRIV (GE 71 (52,25 – 73,25); GC 69 (62,25 – 69,75); p=0,810); relação E/TRIV (GE 1,82 ± 1,34; GC 1,09 ± 0,35; p=0,229) e TDE (GE 7,23 ± 4,04; GC 6,29 ± 3,45; p=0,676). Com base nos achados desse estudo, conclui-se que a função diastólica de cães com a doença degenerativa valvar mitral em estágio B2, assintomáticos e tratados com maleato de enalapril, pode não apresentar alterações significativas em estágios iniciais da doença. Em pacientes assintomáticos a percepção de alterações em parâmetros pode se tornar mínima, o que dificulta a identificação de melhora na função diastólica
Descrição
Palavras-chave
Função diastólica, Tempo de relaxamento isovolumétrico, Ecocardiograma, Maleato de Enalapril, Cardiopatia, Insuficiência cardíaca congestiva, Cães, Disfunção diastólica, Doença degenerativa da valva mitral