A governança climática no Amapá e as relações de territorialidade com os povos originários
Data
2025-12-09
Autores
Reis, Lenira Barroso dos
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Resumo
Esta dissertação investiga a interação entre a governança climática e as relações de territorialidade dos povos originários no estado do Amapá. O estudo busca compreender como as políticas e estratégias de governança climática, implementadas na região, se relacionam com as formas tradicionais de uso, ocupação e gestão do território por parte das comunidades indígenas. Discutir essa relação é abordar a justiça ambiental, climática e a colonialidade, relacionando com os direitos desses povos, refletindo sobre a devida atenção nas políticas do clima. A pesquisa analisa a lacuna existente entre as abordagens formais da governança climática — frequentemente pautadas em marcos legais e acordos internacionais — e as dinâmicas socioespaciais dos povos originários, que possuem suas próprias lógicas de apropriação e defesa do território. Para isso, foram pesquisadas a política pública de governança climática no Amapá e os posicionamentos dos povos originários em relação às mudanças climáticas e às políticas ambientais. A metodologia empregada é tanto qualitativa quanto quantitativa, combinando análise documental, de conteúdo, levantamento bibliográfico e pesquisa de campo. A participação efetiva e a garantia dos direitos territoriais dos povos originários são elementos para a eficiência das estratégias de governança climática no Amapá. A valorização dos saberes tradicionais e a implementação de mecanismos que garantam a autonomia e o protagonismo dessas comunidades são fundamentais para uma governança ambiental
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Palavras-chave
Governança climática, Povos originários, Justiça climática, Meio ambiente, Sociologia, Territorialidade humana