Efeitos da isotretinoína oral sobre a função olfatória dos pacientes com acne

dc.contributor.advisorFornazieri, Marco Aurélio
dc.contributor.authorKondo, Rogério Nabor
dc.contributor.bancaGon, Airton dos Santos
dc.contributor.bancaArmani, André
dc.contributor.bancaReiche, Edna Maria Vissoci
dc.contributor.bancaCasagrande, Rúbia
dc.coverage.extent96 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-09-01T16:16:42Z
dc.date.available2026-09-01T16:16:42Z
dc.date.issued2026-04-22
dc.description.abstractResumo: Introdução: O olfato é importante para a nutrição e para uma boa qualidade de vida. A associação entre o uso de isotretinoína (ISO) e a disfunção olfatória não foi totalmente estabelecida. Estudos prévios demonstraram que o uso de ISO em pacientes com acne pode diminuir a função olfativa, mas não utilizaram métodos psicofísicos como o Teste de Identificação de Odores da Universidade da Pensilvânia (UPSIT®). Objetivos: Avaliar a função olfatória em pacientes com acne tratados com ISO, identificar fatores associados à disfunção olfatória, analisar a evolução do olfato em indivíduos com rinite e verificar se eventuais alterações persistem após o término do tratamento. Métodos: No estudo transversal incluíram-se pacientes com acne, controlados por idade e sexo, que eram usuários atuais de ISO oral, e controles não expostos sem queixas olfativas. O UPSIT® e o questionário validado (Nasal Obstruction Symptom Evaluation - NOSE) foram aplicados para avaliar a obstrução nasal em pacientes expostos à ISO. No estudo longitudinal, a amostra consistiu exclusivamente de indivíduos que iniciariam o tratamento com ISO, sendo avaliados pelo UPSIT® e NOSE antes da primeira dose (T1), no mês de maior dose acumulada do medicamento (T2) e dois meses após o término do tratamento (T3). Resultados: No estudo transversal houve uma prevalência de disfunção olfativa maior no grupo exposto em comparação com o grupo não exposto (62,9% vs. 17,1%), p<0,001, resultando em uma razão de prevalência (RP) de 3,7 (IC 95%: 1,9–7,1). No entanto, a maioria das disfunções foi de hiposmia leve. A função olfativa demonstrou uma correlação negativa com a duração do tratamento (p=0,01), a dose cumulativa (p=0,02) e a obstrução nasal (p=0,02). No estudo longitudinal, com inclusão de maior número de pacientes com rinite, houve um leve comprometimento nas categorias da função olfativa durante o tratamento (T1>T2, p=0,04). No entanto, após o tratamento, houve recuperação (T3>T2; p=0,02). As pontuações médias iniciais do UPSIT® (T1), ajustadas para o sexo, dos participantes com rinite foram menores do que as dos participantes sem rinite: (31 ± 4 vs. 34 ± 3; p=0,02). Durante o estudo, houve uma melhora progressiva na qualidade olfativa entre os participantes com rinite e, após o tratamento (T3), as pontuações foram ainda maiores do que no início (T3>T1, p <0,01). As pontuações do UPSIT® e do NOSE apresentaram correlação negativa, com rho = -0,46 (IC 95% -0,60 a -0,30; p<0,01), ao longo do estudo. Conclusões: O tratamento com ISO oral foi associado a uma piora transitória do olfato em pacientes com acne sem rinite, mas com uma melhora da função olfativa naqueles com rinite. A xerose mucocutânea durante o uso de ISO pode prejudicar o transporte de odorantes em narinas saudáveis, ao passo que, na rinite, a redução da carga de muco e da congestão pode facilitar o acesso dos odorantes à fenda olfatória e melhorar a identificação no decorrer do tratamento
dc.description.abstractother1Abstract: Introduction: The sense of smell is important for nutrition and a good quality of life. The association between the use of isotretinoin (ISO) and olfactory dysfunction has not been fully established. Previous studies have shown that the use of ISO in patients with acne can decrease olfactory function, but they did not use psychophysical methods such as the University of Pennsylvania Odor Identification Test (UPSIT®). Objectives: To evaluate olfactory function in acne patients treated with ISO, to identify factors associated with olfactory dysfunction, to analyze the evolution of smell in individuals with rhinitis, and to verify whether any alterations persist after the end of treatment. Methods: The cross-sectional study included patients with acne, controlled for age and sex, who were current users of oral ISO, and unexposed controls without olfactory complaints. The UPSIT® and the validated questionnaire (Nasal Obstruction Symptom Evaluation - NOSE) were applied to assess nasal obstruction in patients exposed to ISO. In the longitudinal study, the sample consisted exclusively of individuals with acne who would start treatment with ISO, who were evaluated by UPSIT® and NOSE before the first dose (T1), in the month of the highest cumulative dose of the medication (T2), and two months after treatment (T3). Results: In the cross-sectional study, there was a higher prevalence of olfactory dysfunction in the exposed group compared to the unexposed group (62.9% vs. 17.1%), p<0.001, resulting in a prevalence ratio (PR) of 3.7 (95% CI: 1.9–7.1). However, most dysfunctions were mild hyposmia. Olfactory function showed a negative correlation with treatment duration (p=0.01), cumulative dose (p=0.02), and nasal obstruction (p=0.02). In the longitudinal study, with the inclusion of a larger number of patients with rhinitis, there was a slight impairment in the olfactory function categories during treatment (T1>T2, p=0.04). However, after treatment, there was recovery (T3>T2; p=0.02). The mean baseline UPSIT® scores (T1), adjusted for sex, of participants with rhinitis were lower than those of participants without rhinitis: (31 ± 4 vs. 34 ± 3; p=0.02) During the study, there was a progressive improvement in olfactory quality among participants with rhinitis, and after treatment (T3), the scores were even higher than at baseline (T3>T1, p <0.01). UPSIT® and NOSE scores showed a negative correlation, with rho = -0.46 (95% CI -0.60 to -0.30; p<0.01), throughout the study. Conclusions: Treatment with oral ISO was associated with a transient worsening of smell in acne patients without rhinitis, but with an improvement in olfactory function in those with rhinitis. Mucocutaneous xerosis during ISO can impair odorant transport in healthy nostrils, whereas in rhinitis, reducing mucus load and congestion can facilitate odorant access to the olfactory cleft and improve identification during treatment
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19885
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCS - Departamento de Clínica Médica
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
dc.subjectAcne
dc.subjectAnosmia
dc.subjectDoenças nasais
dc.subjectIsotretinoína
dc.subjectOlfato
dc.subjectRinite
dc.subjectTranstornos do olfato
dc.subjectTeste de Identificação do Olfato da Universidade da Pensilvânia (UPSIT)
dc.subject.capesCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.cnpqCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.keywordsAcne
dc.subject.keywordsAnosmia
dc.subject.keywordsNasal diseases
dc.subject.keywordsIsotretinoin
dc.subject.keywordsSense of smell
dc.subject.keywordsRhinitis
dc.subject.keywordsOlfactory disorders
dc.subject.keywordsUniversity of Pennsylvania Smell Identification Test (UPSIT)
dc.titleEfeitos da isotretinoína oral sobre a função olfatória dos pacientes com acne
dc.title.alternativeEffects of oral isotretinoin on the olfactory function of patients with acne
dc.typeTese
dcterms.educationLevelDoutorado
dcterms.provenanceCentro de Ciências da Saúde

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