Avaliação de cães e gatos com traumatismo craniano por meio de escalas de trauma e da monitoração não invasiva da complacência intracraniana

dc.contributor.advisorArias, Mônica Vicky Bahr
dc.contributor.authorBernardes, Giselle de Lima
dc.contributor.bancaDi Santis, Giovana Wingeter
dc.contributor.bancaFlaiban, Karina Keller Marques da Costa
dc.contributor.bancaGava, Fábio Nelson
dc.contributor.bancaZacarias Junior, Ademir
dc.coverage.extent143 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-08-27T18:28:43Z
dc.date.available2026-08-27T18:28:43Z
dc.date.issued2026-04-27
dc.description.abstractO traumatismo craniano é importante causa de morbidade e mortalidade em cães e gatos, e a hipertensão intracraniana (HIC) é determinante de pior prognóstico. Na medicina veterinária, ainda há poucos estudos prospectivos sobre dinâmica intracraniana, e muitas condutas são extrapoladas da medicina. O comprometimento da complacência intracraniana (CI) pode preceder o aumento da pressão intracraniana (PIC), atuando como marcador fisiopatológico precoce. A monitorização invasiva da PIC é padrão de referência, porém envolve alto custo e riscos de hemorragia e infecção, limitando seu uso rotineiro. Métodos não invasivos têm sido propostos como alternativa, incluindo a análise morfológica da onda de PIC e da razão P2/P1 como marcador indireto de CI. Esta tese teve como objetivo avaliar a dinâmica da CI em cães e gatos por meio da razão P2/P1 obtida pela monitorização não invasiva da onda de PIC, correlacionando-a com escalas clínicas e desfecho hospitalar, além de compará-la em gatos com traumatismo craniano com gatos saudáveis. O estudo 1 foi prospectivo e incluiu 38 animais com traumatismo craniano (18 cães e 20 gatos). Após estabilização, foram registrados parâmetros clínicos à admissão (temperatura retal, frequência cardíaca e respiratória, tempo de preenchimento capilar, coloração de mucosas, grau de hidratação, qualidade do pulso, pressão arterial sistólica e glicemia), hemogasometria venosa e aplicadas a Escala de Coma de Glasgow modificada (ECGM) e a Triagem de Trauma Animal (TTA). A PIC não invasiva foi obtida em 26 animais (15 cães e 11 gatos), com cálculo da razão P2/P1. O desfecho avaliado foi sobrevivência até a alta hospitalar, e a acurácia prognóstica das variáveis analisada por curvas ROC. No estudo 2, a razão P2/P1 foi comparada entre gatos com traumatismo craniano e controles saudáveis. A sobrevivência hospitalar nos cães e gatos com TCE foi de 71,1%, com maior mortalidade em cães. Parâmetros clínicos à admissão não diferiram entre sobreviventes e não sobreviventes, enquanto menores concentrações de bicarbonato associaram-se ao óbito. A ECGM inicial foi menor nos não sobreviventes e mostrou excelente desempenho prognóstico (AUC 0,96; ponto de corte =11), enquanto a TTA apresentou desempenho moderado (AUC 0,66). A razão P2/P1 não diferiu entre sobreviventes e não sobreviventes, não se correlacionou com ECGM ou TTA e apresentou baixa capacidade discriminatória para mortalidade (AUC 0,43). Em contraste, na análise comparativa, gatos com traumatismo craniano apresentaram razão P2/P1 significativamente maior que controles, indicando comprometimento da CI. Conclui-se que a razão P2/P1 obtida pela monitorização não invasiva da onda de PIC não foi capaz de predizer o desfecho hospitalar nem se correlacionou com escalas clínicas, mas demonstrou capacidade de detectar alterações da CI, especialmente em gatos. A ECGM mostrou-se um forte preditor de mortalidade. Assim, a monitorização não invasiva da onda da PIC não substitui as escalas clínicas, mas pode complementar a avaliação fisiopatológica
dc.description.abstractother1Head trauma is an important cause of morbidity and mortality in dogs and cats, and intracranial hypertension (ICH) is a major determinant of poor prognosis. In veterinary medicine, prospective studies on intracranial dynamics remain limited, and many clinical approaches are extrapolated from human medicine. Impairment of intracranial compliance (IC) may precede increases in intracranial pressure (ICP), acting as an early pathophysiological marker. Invasive ICP monitoring is considered the gold standard; however, it is associated with high costs and risks such as hemorrhage and infection, limiting its routine clinical use. Noninvasive methods have been proposed as alternatives, including morphological analysis of the ICP waveform and the P2/P1 ratio as an indirect marker of IC. This thesis aimed to evaluate intracranial compliance dynamics in dogs and cats using the P2/P1 ratio obtained through noninvasive ICP waveform monitoring, correlating it with clinical scales and in-hospital outcome, as well as comparing it between cats with head trauma and healthy controls. Study 1 was a prospective study including 38 animals with head trauma (18 dogs and 20 cats). After stabilization, clinical parameters at admission (rectal temperature, heart and respiratory rates, capillary refill time, mucous membrane color, hydration status, pulse quality, systolic blood pressure, and blood glucose) and venous blood gas analysis were recorded, and the Modified Glasgow Coma Scale (MGCS) and Animal Trauma Triage (ATT) score were applied. Noninvasive ICP monitoring was performed in 26 animals (15 dogs and 11 cats), and the P2/P1 ratio was calculated. The outcome evaluated was survival to hospital discharge, and the prognostic performance of variables was assessed using ROC curves. In Study 2, the P2/P1 ratio was compared between cats with head trauma and healthy controls. The in-hospital survival rate was 71.1%, with higher mortality observed in dogs. Clinical parameters at admission did not differ between survivors and non-survivors, whereas lower bicarbonate concentrations were associated with mortality. The initial MGCS score was lower in non-survivors and showed excellent prognostic performance (AUC = 0.96; cutoff =11), while the ATT score demonstrated moderate performance (AUC = 0.66). The P2/P1 ratio did not differ between survivors and non-survivors, was not correlated with MGCS or ATT, and showed poor discriminatory ability for mortality (AUC = 0.43). In contrast, in the comparative analysis, cats with head trauma exhibited significantly higher P2/P1 ratios than healthy controls, indicating impaired intracranial compliance. In conclusion, the P2/P1 ratio obtained through noninvasive ICP waveform monitoring could not predict in-hospital outcome nor correlate with clinical scales, but it demonstrated the ability to detect alterations in intracranial compliance, particularly in cats. The MGCS proved to be a strong predictor of mortality. Therefore, noninvasive ICP waveform monitoring does not replace clinical assessment but may serve as a complementary tool for pathophysiological evaluation
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19693
dc.languagepor
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCA - Departamento de Zootecnia
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Ciência Animal
dc.subjectTrauma cranioencefálico
dc.subjectPressão intracraniana
dc.subjectECGM
dc.subjectTTA
dc.subjectEscala de coma de Glasgow
dc.subjectTriagem de trauma animal
dc.subjectCães
dc.subjectGatos
dc.subject.capesCiências Agrárias - Medicina Veterinária
dc.subject.cnpqCiências Agrárias - Medicina Veterinária
dc.subject.keywordsTraumatic brain injury
dc.subject.keywordsIntracranial pressure
dc.subject.keywordsMGCS
dc.subject.keywordsATT
dc.subject.keywordsGlasgow Coma Scale
dc.subject.keywordsAnimal Trauma Triage
dc.subject.keywordsDogs
dc.subject.keywordsCats
dc.titleAvaliação de cães e gatos com traumatismo craniano por meio de escalas de trauma e da monitoração não invasiva da complacência intracraniana
dc.title.alternativeEvaluation of dogs and cats with head trauma using trauma scoring systems and noninvasive monitoring of intracranial compliance
dc.typeTese
dcterms.educationLevelDoutorado
dcterms.provenanceCentro de Ciências Agrárias

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