Associação entre exposição parental aos agrotóxicos e perfil clínico das leucemias agudas pediátricas na prole

dc.contributor.advisorPanis, Carolina
dc.contributor.authorSilva, Kennia Cristine de Souza
dc.contributor.bancaOliveira, Carlos Eduardo Coral de
dc.contributor.bancaReiche, Edna Maria Vissoci
dc.contributor.bancaPellissier, Fernanda Tomiotto
dc.contributor.bancaVictorino, Vanessa Jacob
dc.contributor.coadvisorAmarante, Marla Karine
dc.coverage.extent140 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-09-14T11:36:56Z
dc.date.available2026-09-14T11:36:56Z
dc.date.issued2026-07-20
dc.description.abstractA leucemia aguda pediátrica é uma doença multifatorial cuja etiologia envolve a interação entre fatores genéticos, epigenéticos e ambientais. Entre os fatores ambientais, a exposição parental aos agrotóxicos tem sido apontada como um potencial fator de risco para a leucemogênese. Entretanto, permanecem limitadas as evidências sobre sua influência nas características clinicopatológicas e na resposta ao tratamento das leucemias agudas pediátricas. Diante disso, esta tese teve como objetivo investigar a associação entre a exposição parental aos agrotóxicos, as características clinicopatológicas e os desfechos terapêuticos das leucemias agudas na prole. Esta tese foi desenvolvida em dois artigos científicos. No primeiro artigo, realizou-se uma revisão sistemática da literatura, conduzida conforme as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA 2020) e registrada no International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO). Foram pesquisadas as bases PubMed e Web of Science, abrangendo estudos publicados entre 2012 e 2025. Dos 312 estudos identificados, 14 atenderam aos critérios de elegibilidade e foram incluídos na revisão. Os resultados demonstraram que a maioria dos estudos encontrou associação entre a exposição parental aos agrotóxicos e maior risco de leucemia na prole, principalmente quando a exposição ocorreu nos períodos pré-concepcional, gestacional e perinatal. Além disso, as evidências apontaram que alterações epigenéticas, estresse oxidativo, danos ao DNA e instabilidade cromossômica constituem mecanismos biológicos potencialmente envolvidos na leucemogênese, destacando a necessidade de estudos que elucidem essas vias fisiopatológicas. No segundo artigo, realizou-se um estudo observacional, descritivo e transversal com 40 crianças e adolescentes (0–17 anos) diagnosticados com leucemia linfoblástica aguda ou leucemia mieloide aguda, atendidos no Hospital do Câncer de Londrina, Paraná. A exposição ocupacional e ambiental parental aos agrotóxicos foi investigada por meio de questionário validado aplicado às mães, enquanto as informações clínicas, laboratoriais, genéticas e terapêuticas foram obtidas dos prontuários médicos das crianças e adolescentes. Os resultados evidenciaram elevada frequência de exposição parental, principalmente relacionada à proximidade de áreas agrícolas, ao contato ocupacional ou doméstico e à aplicação direta de agrotóxicos. Em contrapartida, a exposição parental aos agrotóxicos esteve associada à persistência da doença residual mínima no D28, indicando resposta terapêutica inicial menos favorável. Em conjunto, os resultados desta tese reforçam as evidências de que a exposição parental aos agrotóxicos constitui um importante fator ambiental relacionado às leucemias agudas pediátricas. A revisão sistemática consolidou as evidências da associação entre essa exposição e o risco de desenvolvimento da doença, enquanto o estudo clínico original demonstrou sua associação com um prognóstico inicial menos favorável, evidenciado pela persistência da doença residual mínima. Embora os achados não permitam estabelecer uma relação de causalidade, eles reforçam a necessidade de estudos multicêntricos, prospectivos e com maior número de participantes para confirmar essa associação, esclarecer os mecanismos biológicos envolvidos e ampliar o conhecimento sobre a influência da exposição parental aos agrotóxicos na leucemogênese e na resposta ao tratamento das leucemias agudas pediátricas
dc.description.abstractother1Pediatric acute leukemia is a multifactorial disease whose etiology involves the interaction of genetic, epigenetic, and environmental factors. Among environmental risk factors, parental exposure to pesticides has been recognized as a potential contributor to leukemogenesis. However, evidence regarding its influence on the clinicopathological characteristics and treatment response of pediatric acute leukemias remains limited. Therefore, this thesis aimed to investigate the association between parental pesticide exposure, clinicopathological characteristics, and therapeutic outcomes of acute leukemia in offspring. This thesis comprises two scientific articles. The first article consisted of a systematic review conducted according to the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA 2020) guidelines and registered in the International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO). Literature research was performed in the PubMed and Web of Science databases, including studies published between 2012 and 2025. Of the 312 studies identified, 14 met the eligibility criteria and were included in the review. The findings demonstrated that most studies reported an association between parental pesticide exposure and an increased risk of leukemia in offspring, particularly when exposure occurred during preconception, prenatal, and perinatal periods. Furthermore, the available evidence suggested that epigenetic alterations, oxidative stress, DNA damage, and chromosomal instability may represent biological mechanisms involved in pesticide-related leukemogenesis, highlighting the need for further studies to elucidate these pathophysiological pathways. The second article consisted of an observational, descriptive, cross-sectional study involving 40 children and adolescents (0–17 years) diagnosed with acute lymphoblastic leukemia or acute myeloid leukemia and treated at the Londrina Cancer Hospital, Paraná, Brazil. Parental occupational and environmental pesticide exposure was assessed using a validated questionnaire administered to the mothers, whereas clinical, laboratory, genetic, and treatment-related data were obtained from the patients' medical records. The results revealed a high frequency of parental pesticide exposure, mainly associated with residence near agricultural areas, occupational or household contact with pesticides, and direct pesticide application. In contrast, parental pesticide exposure was significantly associated with persistent measurable residual disease (MRD) on treatment Day 28, indicating a less favorable initial therapeutic response. Overall, the findings of this thesis strengthen the evidence that parental pesticide exposure is an important environmental factor associated with pediatric acute leukemias. The systematic review consolidated the evidence linking parental pesticide exposure to an increased risk of leukemia in offspring, whereas the original clinical study demonstrated its association with a less favorable early prognosis, as indicated by persistent measurable residual disease. Although these findings do not establish a causal relationship, they reinforce the need for multicenter, prospective studies with larger sample sizes to confirm this association, clarify the underlying biological mechanisms, and improve our understanding of the role of parental pesticide exposure in leukemogenesis and treatment response in pediatric acute leukemias
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19942
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCS - Departamento de Clínica Médica
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e Laboratorial
dc.subjectLeucemia aguda pediátrica
dc.subjectExposição a pesticidas
dc.subjectExposição parental
dc.subjectExposição transgeracional
dc.subjectDoença residual mínima
dc.subjectExposição materna
dc.subjectLeucemia em crianças
dc.subjectEpigenética
dc.subject.capesCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.cnpqCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.keywordsPediatric acute leukemia
dc.subject.keywordsPesticide exposure
dc.subject.keywordsParental exposure
dc.subject.keywordsTransgenerational exposure
dc.subject.keywordsMeasurable residual disease (MRD)
dc.subject.keywordsMaternal exposure
dc.subject.keywordsChildhood leukemia
dc.subject.keywordsEpigenetics
dc.titleAssociação entre exposição parental aos agrotóxicos e perfil clínico das leucemias agudas pediátricas na prole
dc.title.alternativeAssociation between parental exposure to pesticides and the clinical profile of acute leukemias
dc.typeTese
dcterms.educationLevelDoutorado
dcterms.provenanceCentro de Ciências da Saúde

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