Descoloração de corante reativo têxtil por isolados fúngicos de origem ambiental: micélio imobilizado e não imobilizado

Data

2025-04-24

Autores

Silva, Thamires Romera da

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Resumo

Os efluentes gerados pela indústria têxtil contêm elevadas concentrações de corantes sintéticos e outros compostos químicos, representando um desafio ambiental devido à sua toxicidade e à dificuldade de remoção por métodos convencionais de tratamento físico-químico. Nesse contexto, os processos biológicos que utilizam microrganismos destacam-se como alternativas sustentáveis para o tratamento de efluentes. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de fungos filamentosos não imobilizado e imobilizado em esponja vegetal (Luffa cylindrica), para descolorir o corante reativo azul BF-5G (AZ-BF-5G). Foram utilizados dois fungos filamentosos: Penicillium sp. (ascomiceto) e o isolado B20 (basidiomiceto). Foram testadas diferentes concentrações de biomassa fúngica, tempos de incubação e concentrações do corante. A esponja vegetal foi escolhida como suporte de imobilização devido à sua biodegradabilidade, disponibilidade e alta porosidade. Também foi avaliada a capacidade de reutilização da biomassa imobilizada em ciclos subsequentes de descoloração e a eficiência na descoloração de efluente simulado por Penicillium sp. imobilizado. Inicialmente, o micélio não imobilizado de ambos os isolados foram testados. Penicillium sp. apresentou 80,92 ± 5,08% de descoloração em 24 horas, enquanto o isolado B20 descoloriu 54,1 ± 7,2% no mesmo período. O aumento da concentração do corante resultou em redução da capacidade de descoloração, evidenciando a importância da imobilização como estratégia de proteção contra estresses ambientais. O sistema de imobilização em esponja vegetal mostrou-se eficiente, com descolorações de 32,7 ± 2,0% e 87,04 ± 2,7% para B20 e Penicillium sp., respectivamente. O isolado B20 imobilizado demonstrou maior eficiência em descolorir concentrações elevadas de corante, enquanto Penicillium sp. destacou-se pela capacidade de descoloração em tempos menores de incubação, reutilização da biomassa imobilizada por três ciclos e descoloração de efluente simulado. Os resultados reforçam o potencial da esponja vegetal como suporte para imobilização de fungos filamentosos. Conclui-se que Penicillium sp. e B20 apresentam capacidade de descoloração do corante AZ-BF-5G, destacando-se como alternativas para o tratamento de efluentes têxteis, contribuindo, dessa forma, para práticas industriais mais sustentáveis.

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Palavras-chave

Imobilização, Luffa cylindrica, Azo corante, Biodescoloração, Micorremediação, Esponja vegetal, Indústria têxtil, Corantes sintéticos, Fungos

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