A prática de lembrar como estratégia de correção do neuromito dos estilos de aprendizagem

dc.contributor.advisorSouza, Roberta Ekuni de
dc.contributor.authorCaetano, Renata Naomi Sugiyama
dc.contributor.bancaOliveira, Katya Luciane de
dc.contributor.bancaJaeger, Antônio
dc.coverage.extent97 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-08-27T16:21:40Z
dc.date.available2026-08-27T16:21:40Z
dc.date.issued2026-03-24
dc.description.abstractResumo: A disseminação de neuromitos, entendidos como informações equivocadas sobre o funcionamento do cérebro, pode afastar educadores de práticas pedagógicas baseadas em evidências. Um dos neuromitos mais prevalentes no campo educacional é a crença de que estudantes aprendem melhor se forem ensinados de acordo com seu estilo de aprendizagem favorito, podendo ser visual, auditivo, cinestésico ou intelectual. Devido a persistência dessa crença, é comum serem feitas correções utilizando como estratégia os textos de refutação. Embora esse formato demonstre resultados positivos no curto prazo, observa-se que os efeitos tendem a diminuir com o tempo, possivelmente em função de processos cognitivos que limitam a manutenção da informação corretiva. O presente estudo investigou se a prática de lembrar, uma estratégia amplamente reconhecida para otimizar a retenção de informações na memória de longo prazo, poderia potencializar e prolongar os efeitos da correção do neuromito dos estilos de aprendizagem. Para isso, foram conduzidos dois experimentos com estudantes universitários. Após responderem a um questionário inicial sobre o neuromito e realizarem a leitura de um texto de refutação, os participantes foram distribuídos em duas condições: um grupo fez a prática de lembrar, na qual responderam a um quiz sobre o conteúdo do texto, enquanto o outro grupo realizou a navegação na internet, na qual buscaram informações adicionais relacionadas ao tema. O Experimento 1 avaliou os efeitos imediatos da intervenção, enquanto o Experimento 2 investigou a retenção da correção após um intervalo de uma semana. Esperava-se que a prática de lembrar produzisse benefícios mais evidentes no longo prazo. No entanto, os resultados indicaram que não houve diferenças entre as condições na correção do neuromito, tanto no curto quanto no longo prazo, indicando que a prática de lembrar não apresentou benefícios adicionais em comparação à navegação na internet. Esse padrão, contrário às hipóteses do segundo experimento, pode estar relacionado ao baixo desempenho inicial na tarefa de recuperação, bem como ao possível engajamento cognitivo promovido pela busca ativa de informações online, contribuindo para efeitos comparáveis entre as estratégias. Em conjunto, esses achados corroboram com a literatura sobre a resistência à atualização da memória para concepções equivocadas fortemente endossadas, bem como para a necessidade de estudos futuros que prossigam na investigação de práticas de correção mais robustas e duradouras
dc.description.abstractother1Abstract: The dissemination of neuromyths, understood as misconceptions about brain functioning, may lead educators away from evidence-based educational practices. One of the most prevalent neuromyths in the educational field is the belief that students learn better when instruction matches their preferred learning style, whether visual, auditory, kinesthetic, or intellectual. Due to the persistence of this belief, refutation texts are commonly used as a corrective strategy. Although this approach has shown positive effects in the short-term, evidence suggests that these effects tend to decrease over time, possibly due to cognitive processes that limit the maintenance of corrective information. The present study investigated whether retrieval practice, a strategy widely recognized for enhancing long-term memory retention, could strengthen and prolong the correction of the learning styles neuromyth. To this end, two experiments were conducted with undergraduate students. After completing an initial questionnaire assessing beliefs about the neuromyth and reading a refutation text, participants were assigned to one of two conditions: a retrieval practice group, in which participants completed a quiz about the text content, and an internet browsing group, in which participants searched for additional information related to the topic. Experiment 1 assessed the immediate effects of the intervention, whereas Experiment 2 examined the retention of correction after a one-week interval. It was hypothesized that retrieval practice would produce greater long-term benefits. However, the results indicated no differences between conditions in neuromyth correction at either short- or long-term assessment, suggesting that retrieval practice did not provide additional benefits compared to internet browsing. This pattern, contrary to the hypotheses of the second experiment, may be related to low initial retrieval performance as well as to the cognitive engagement promoted by active online information search, contributing to comparable effects across strategies. Taken together, these findings corroborate the literature on resistance to updating memory for strongly endorsed conceptions, as well as the need for future studies that continue to investigate more robust and lasting correction practices. Collectively, these findings support the existing literature regarding resistance to memory updating for strongly held misconceptions. Furthermore, they highlight the need for future research to continue exploring more robust and enduring correction strategies
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19665
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCB - Departamento de Psicologia e Psicanálise
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Psicologia
dc.subjectCorreção de informação
dc.subjectNeuromitos educacionais
dc.subjectEstilos de aprendizagem
dc.subjectPrática de lembrar
dc.subjectConcepções científicas equivocadas
dc.subjectAprendizagem
dc.subjectProcessos cognitivo
dc.subjectMemória
dc.subjectPsicologia cognitiva
dc.subject.capesCiências Humanas - Psicologia
dc.subject.cnpqCiências Humanas - Psicologia
dc.subject.keywordsMisinformation correction
dc.subject.keywordsEducational neuromyths
dc.subject.keywordsLearning styles
dc.subject.keywordsRetrieval practice
dc.subject.keywordsScientific misconceptions
dc.subject.keywordsLearning
dc.subject.keywordsCognitive processes
dc.subject.keywordsMemory
dc.subject.keywordsCognitive psychology
dc.titleA prática de lembrar como estratégia de correção do neuromito dos estilos de aprendizagem
dc.title.alternativeRetrieval practice as a correction strategy for the learning style neuromyth
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Ciências Biológicas

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