Rimas de resistência: apropriações do RAP pelo ensino de história 2017-2024

dc.contributor.advisorMoreno, Jean Carlos
dc.contributor.authorOliveira, Tamara Estanislau de
dc.contributor.bancaFelipe, Delton Aparecido
dc.contributor.bancaFiúza, Alexandre Felipe
dc.coverage.extent114 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-09-04T12:08:33Z
dc.date.available2026-09-04T12:08:33Z
dc.date.issued2026-03-31
dc.description.abstractO presente trabalho tem como objetivo investigar a inserção do rap no ensino de História, considerando-o tanto como metodologia quanto como conteúdo, e analisar de que forma essa prática social tem sido utilizada para dialogar com a aprendizagem da História nas produções acadêmica. Parte-se da compreensão do rap não apenas como gênero musical periférico, mas como expressão artística, política e social que, especialmente no contexto da comunidade negra, tem sido utilizada para denunciar desigualdades estruturais, racismo, violência policial e promover resistência cultural. Ao mesmo tempo, busca-se compreender como o ensino de História, tradicionalmente ancorado no cânone europeu, vem sendo ressignificado a partir das demandas sociais e das contribuições dos movimentos negros. Este estudo responde às seguintes questões norteadoras: de que forma as pesquisas e proposições sobre o ensino de História incorporaram o rap como metodologia e/ou conteúdo? E, sobretudo, como o rap, enquanto expressão das periferias, tem sido evocado para a construção de um ensino de História crítico, inclusivo e capaz de articular memória, identidade e consciência social? A investigação evidencia o potencial do rap como recurso pedagógico que amplia a compreensão histórica, fortalece a construção de uma consciência crítica e promove a reflexão sobre as relações étnico-raciais e as desigualdades estruturais na sociedade brasileira. Para tanto, a pesquisa se apoia na análise de dissertações e teses que exploram o ensino de História articulado ao rap, com ênfase na identificação de abordagens pedagógicas, implicações culturais e sociais, bem como no mapeamento das práticas que efetivamente contribuem para um ensino mais plural, decolonial e engajado socialmente. Assim, este trabalho posiciona o rap não apenas como recurso didático, mas como instrumento crítico capaz de interpelar o próprio campo do ensino de História, desafiando suas estruturas e ampliando os horizontes da educação contemporânea
dc.description.abstractother1This study aims to investigate the incorporation of rap into History teaching, considering it both as a methodology and as curricular content, and to analyze how this social practice has been mobilized in academic research to foster historical learning. The research is grounded in the understanding of rap not merely as a peripheral musical genre, but as an artistic, political, and social expression that—particularly within Black communities—has been used to denounce structural inequalities, racism, police violence, and to promote cultural resistance. At the same time, it examines how History teaching, traditionally anchored in a Eurocentric canon, has been re-signified in response to social demands and the contributions of Black movements. The study addresses the following guiding questions: In what ways have research and pedagogical proposals in History teaching incorporated rap as methodology and/or content? Moreover, how has rap, as an expression of peripheral communities, been invoked in the construction of a critical and inclusive History education capable of articulating memory, identity, and social consciousness? Methodologically, the research is based on the analysis of master’s theses and doctoral dissertations that articulate History teaching and rap. The analysis focuses on identifying pedagogical approaches, as well as their cultural and social implications, and on mapping practices that effectively contribute to a more plural, decolonial, and socially engaged teaching of History. The findings highlight the pedagogical potential of rap as a resource that expands historical understanding, strengthens critical consciousness, and promotes reflection on ethnic-racial relations and structural inequalities in Brazilian society. Ultimately, this dissertation positions rap not merely as a didactic tool, but as a critical instrument capable of challenging the very foundations of History teaching and expanding the horizons of contemporary education
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19907
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCLCH - Departamento de História
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em História Social
dc.subjectRap (Música)
dc.subjectHistória Estudo e ensino
dc.subjectEducação antirracista
dc.subjectHip-hop (Cultura popular)
dc.subjectInterculturalidade
dc.subject.capesCiências Humanas - História
dc.subject.cnpqCiências Humanas - História
dc.subject.keywordsRap (Music)
dc.subject.keywordsHistory Study and teaching
dc.subject.keywordsAnti-racist education
dc.subject.keywordsHip-Hop
dc.subject.keywordsInterculturality
dc.titleRimas de resistência: apropriações do RAP pelo ensino de história 2017-2024
dc.title.alternativeRhymes of resistance: the appropriation of rap in history teaching
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Letras e Ciências Humanas

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