A baixa ingestão proteica está associada ao pior desempenho físico em pacientes com câncer urológico : um estudo transversal

dc.contributor.advisorDeminice, Rafael
dc.contributor.authorBorges, Mayra Bossa dos Santos
dc.contributor.bancaCarreira, Clisia Mara
dc.contributor.bancaMiola, Thais Manfrinato
dc.coverage.extent74 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-08-26T16:53:09Z
dc.date.available2026-08-26T16:53:09Z
dc.date.issued2024-05-20
dc.description.abstractA incidência de câncer urológico no Brasil tem sido uma preocupação crescente devido ao aumento dos casos diagnosticados nos últimos anos. Uma complicação importante associada a essa doença é a sarcopenia, caracterizada por baixa força muscular, baixa quantidade ou qualidade muscular e baixo desempenho físico. Essa condição tem sido frequentemente observada em pacientes com câncer urológico e está associada à redução da qualidade de vida e sobrevida. O objetivo desse estudo foi verificar a associação entre massa muscular, força e função física, risco nutricional e consumo proteico em pacientes com câncer urológico. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, realizado com 32 pacientes do sexo masculino (idade 64,0 + 12,4), diagnosticados com câncer urológico (sendo 43,7% de bexiga, 34,3% de próstata, 15,6% de rim, 3,2% de testículo e 3,2% de pênis), todos com indicação cirúrgica, que foram divididos em dois grupos de acordo com a ingestão de proteínas: menor que 1,2g/kg (n = 19) e maior que 1,2g/kg (n = 13). A ingestão proteica foi avaliada através do recordatório de 24 horas e analisada através do programa Diet Box®. A separação dos grupos foi realizada considerando a recomendação de ingestão proteica mínima de 1,2g/kg para pessoas em tratamento oncológico de acordo com a diretriz Braspen (2019). Para determinar a força, foi utilizado o teste sentar e levantar, para verificar a massa muscular apendicular, foi utilizada a impedância bioelétrica, já a função muscular, foi utilizado o teste Short Physical Performance Battery-SPPB. Resultados: Os dados demonstraram que o grupo com baixa ingestão proteica apresentou um pior desempenho físico avaliado pelo SPPB (8,26 ± 2,82 versus 10,15 ± 1,81, p=0,042). Além disso, a análise univariada revelou que esse grupo possui 46% mais probabilidade de desenvolver baixa função física quando comparado ao grupo com ingestão proteica recomendada (p=0,04). Ainda, 15,8% dos pacientes com baixa ingestão proteica apresentaram baixa massa muscular, enquanto 62,1% deles tinham baixa força muscular (p=0,005). Não houve diferenças significativas de desfechos clínicos entre os grupos. Discussões: O estudo evidenciou que pacientes com câncer urológico com baixa ingestão proteica apresentaram piora dos resultados em relação a função física, bem como menor força, porém não houve associação entre os desfechos clínicos. Ainda, apresentaram maior risco nutricional quando comparados com o grupo ingestão proteica adequada, reforçando a relevância do acompanhamento e suporte nutricional nessa população. Conclusão: Estes dados revelam a necessidade diagnóstico precoce e suporte nutricional adequado a fim de minimizar os desfechos negativos.
dc.description.abstractother1The incidence of urological cancer in Brazil has been a growing concern due to the increase in cases diagnosed in recent years. An important complication associated with this disease is sarcopenia, characterized by low muscle strength, low muscle quantity or quality and low physical performance. This condition has been frequently observed in patients with urological cancer and is associated with reduced quality of life and survival. The objective of this study was to verify the association between muscle mass, strength and physical function, nutritional risk and protein intake in patients with urological cancer. Methods: This is a cross-sectional study, carried out with 32 male patients (age 64.0 + 12.4), diagnosed with urological cancer (43.7% bladder, 34.3% prostate, 15. 6% kidney, 3.2% testicle and 3.2% penis), all with surgical indication, which were divided into two groups according to protein intake: less than 1.2g/kg (n = 19) and greater than 1.2g/kg (n = 13). Protein intake was assessed through a 24-hour recall and analyzed using the Diet Box® program. The groups were separated considering the recommendation of a minimum protein intake of 1.2g/kg for people undergoing cancer treatment in accordance with the Braspen guideline (2019). To determine strength, the sit-stand test was used, to check appendicular muscle mass, bioelectrical impedance was used, and for muscle function, the Short Physical Performance Battery-SPPB test was used. Results: The data demonstrated that the group with low protein intake had worse physical performance assessed by the SPPB (8.26 ± 2.82 versus 10.15 ± 1.81, p=0.042). Furthermore, the univariate analysis revealed that this group is 46% more likely to develop low physical function when compared to the group with recommended protein intake (p=0.04). Furthermore, 15.8% of patients with low protein intake had low muscle mass, while 62.1% of them had low muscle strength (p=0.005). There were no significant differences in clinical outcomes between the groups. Discussions: The study showed that patients with urological cancer with low protein intake showed worse results in relation to physical function, as well as lower strength, but there was no association between clinical outcomes. Furthermore, they presented a higher nutritional risk when compared to the adequate protein intake group, reinforcing the relevance of monitoring and nutritional support in this population. Conclusion: These data reveal the need for early diagnosis and adequate nutritional support in order to minimize negative outcomes.
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19614
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCS - Departamento de Clínica Médica
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
dc.subjectCâncer urológico
dc.subjectSarcopenia
dc.subjectIngestão proteica
dc.subjectEstado nutricional
dc.subjectTratamento cirúrgico
dc.subjectMassa muscular
dc.subjectForça muscular
dc.subjectCâncer de próstata (CaP)
dc.subjectCâncer de bexiga
dc.subject.capesCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.cnpqCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.keywordsUrological cancer
dc.subject.keywordsSarcopenia
dc.subject.keywordsProtein intake
dc.subject.keywordsNutritional status
dc.subject.keywordsSurgical treatment
dc.subject.keywordsMuscle mass
dc.subject.keywordsMuscular strength
dc.subject.keywordsProstate cancer (PCa)
dc.subject.keywordsBladder cancer
dc.titleA baixa ingestão proteica está associada ao pior desempenho físico em pacientes com câncer urológico : um estudo transversal
dc.title.alternativeLow protein intake is associated with impaired physical performance in patients with urological cancer : a cross-sectional study
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Ciências da Saúde

Arquivos

Pacote Original
Agora exibindo 1 - 2 de 2
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
CS_CIS_Me_2024_Borges_Mayra_BS.pdf
Tamanho:
1.33 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format
Descrição:
Texto completo ID 192503
Nenhuma Miniatura disponível
Nome:
CS_CIS_Me_2024_Borges_Mayra_BS_Termo.pdf
Tamanho:
381.55 KB
Formato:
Adobe Portable Document Format
Descrição:
Termo de autorização
Licença do Pacote
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Nenhuma Miniatura disponível
Nome:
license.txt
Tamanho:
555 B
Formato:
Item-specific license agreed to upon submission
Descrição: