Identificação molecular dos tipos de Papilomavírus Bovino presentes em lesões hiperproliferativas do trato gastrointestinal superior de bovinos leiteiros

Data

2025-03-10

Autores

Matias, Bruna Fonseca

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Resumo

Resumo: Papilomavírus (PVs) são considerados oncogênicos, capazes de produzir lesões hiperproliferativas de origem benigna ou maligna em tecido cutâneo ou em mucosa. Estes patógenos são responsáveis por causar perdas econômicas consideráveis na cadeia produtiva bovina, além disso, são negligenciados e pouco estudados, necessitando de estudos mais aprofundados para elucidar a real diversidade de tipos virais existentes. O objetivo deste trabalho foi avaliar a presença do vírus em lesões no trato gastrointestinal superior (TGIS) de bovinos leiteiros criados em pastagens contaminadas com samambaia (Pteridium spp.), a fim de demonstrar a diversidade de tipos virais de Bos taurus papillomavirus (BPV), já caracterizados e ainda não descritos, associados com essas lesões. As lesões foram coletadas em bovinos leiteiros de descarte abatidos em abatedouro frigorífico localizado na Mesorregião Norte Central do Paraná. No primeiro artigo, PCR (Polimerase cadeia reaction – Reação em cadeia da polimerase) convencional com primers degenerados foi utilizada, seguida pelo sequenciamento Sanger. Vinte e três lesões hiperproliferativas de esôfago extraídas de desesseis bovinos foram avaliadas. Entre elas foi possível amplificar os genes L1 e E1 em apenas cinco papilomas. Na análise histopatológica, foi possível classificar todas as lesões como papiloma escamoso. Além disso, os BPVs 1 e 4, já caracterizados nestas lesões em estudos anteriores, foram detectados. Pela primeira vez, os BPVs 9 e 39 foram identificados em lesões presentes na mucosa deste sítio anatômico, além de um possível novo tipo relacionado ao BPV12. Já no segundo artigo, duas lesões hiperproliferativas em esôfago de um bovino foram investigadas. Após análise histopatológica, as lesões foram classificadas como papiloma escamoso e carcinoma in situ. Para análise molecular, foram utilizadas a PCR convencional com o uso de primers degenerados, seguida de sequenciamento Sanger, além da técnica de RCA (Rolling circle amplification - Amplificação por círculo rolante) seguida pelo HTS (High-throughput sequencing – Sequenciamento de alto rendimento). Com a utilização da PCR convencional com primers degenerados, foi possível amplificar fragmento genômico parcial do BPV4 no papiloma escamoso e pela primeira vez fragmento genômico parcial do BPV2 em carcinoma in situ. Já com o emprego das técnicas RCA e HTS, foi possível obter o genoma completo do BPV4 a partir do papiloma escamoso e demonstrar a coinfecção com os BPVs 2 e 4 no carcinoma in situ. Conclui-se, a partir dos achados do presente estudo, que a diversidade viral de BPVs associados a mucosa do TGIS de bovinos é superior a estimada nos estudos iniciais

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Palavras-chave

BPV, Papilomatose, Papiloma escamoso, Lesões esofágicas hiperplásicas, Carcinoma in situ, Papilomavírus bovino, Trato gastrointestinal superior, Vaca leiteira, Samambaia, Lesões hiperproliferativas

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