Avaliação do estresse oxidativo/nitrosativo em trabalhadores da saúde que atuam em unidades de terapia intensiva

dc.contributor.advisorRibeiro, Renata Perfeito
dc.contributor.authorOliveira, Thárcis Rocha de
dc.contributor.bancaMachado, Regina Célia Bueno Rezende
dc.contributor.bancaVenturini, Danielle
dc.contributor.coadvisorRocha, Aline Franco da
dc.coverage.extent82 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-09-01T12:01:55Z
dc.date.available2026-09-01T12:01:55Z
dc.date.issued2026-02-25
dc.description.abstractIntrodução: O estresse oxidativo/nitrosativo representa um desequilíbrio biológico no sistema redox, influenciado por fatores individuais, ambientais e ocupacionais. Em profissionais de Unidades de Terapia Intensiva, expostos a condições laborais intensas, sua relação com o estresse no trabalho ainda é pouco explorada na literatura científica. Objetivo: Avaliar os níveis de biomarcadores de Estresse Oxidativo/Nitrosativo e sua relação com característica sociodemográfica, ocupacional, clínica e hábitos de vida dos trabalhadores da saúde que atuam em unidades de terapia intensiva. Método: estudo transversal em um hospital escola do Norte do Paraná, desenvolvido no período de março de 2024 a setembro de 2025. A população do estudo foi composta por 50 trabalhadores de saúde das Unidades de Terapia Intensiva. Foram coletados dados sociodemográficos, ocupacionais, clínicos e de hábitos de vida. Para a avaliação do estresse no trabalho, foi utilizada a Escala de Estresse no Trabalho e foram coletadas amostras sanguíneas para determinação de biomarcadores de estresse oxidativo/nitrosativo, incluindo Hidroperóxidos Lipídicos, Óxido Nítrico, Produtos Avançados de Oxidação Proteica, Atividade da Paraoxonase-1, Superóxido Dismutase, Catalase e Glutationas. As análises estatísticas incluíram descrições por mediana e intervalo interquartil, comparações de grupos utilizando os testes de Mann–Whitney U e Kruskal–Wallis com post-hoc de Bonferroni e correlações de Spearman para avaliar associações entre variáveis contínuas e categóricas. Resultados: Amostra predominantemente feminina 86,0%, com 84,0% de trabalhadores de Enfermagem, com idade mediana de 29 anos, com Índice de Massa Corpórea médiana de 27,8 kg/m², com 82,0% dos participantes classificados com sobrepeso ou algum grau de obesidade. Quanto ao estresse ocupacional, 72,0% dos trabalhadores apresentaram baixo estresse e 28,0% alto estresse, sendo os estressores mais relevantes relacionados à comunicação com a chefia (86,0% de discordância) e à duração da jornada de trabalho (70,0% de concordância). Os biomarcadores de estresse oxidativo/nitrosativo apresentaram elevada heterogeneidade, sem diferenças significativas entre categorias do estresse no trabalho ou de Indice de Massa Corporal, exceto tendência inicial para Produtos Avançados de Oxidação Proteica, que não se manteve após ajuste post-hoc. Correlações positivas foram observadas entre tempo de atuação na Unidade de Terapia Intensiva e Peroxidação Lipídica e Metabólitos de Óxido Nítrico, assim como entre Índice de Massa Corpórea e Metabólitos de Óxido Nítrico, enquanto o escore de Estresse no Trabalho apresentou correlações fracas e negativas com alguns antioxidantes. Conclusão: em trabalhadores de Unidades de Terapia Intensiva, jovens e clinicamente saudáveis, o sistema antioxidante parece compensar exposições ocupacionais, mantendo a homeostase oxidativa. Apesar da ausência de diferenças significativas entre categorias de estresse e Índice de Massa Corpórea, as correlações observadas indicam que variáveis individuais e crônicas podem exercer influência sobre o estresse oxidativo/nitrosativo, reforçando a necessidade de estudos longitudinais com maior poder amostral e diversidade de biomarcadores para compreender plenamente a complexidade das interações entre fatores ocupacionais, metabólicos e biológicos nesta população
dc.description.abstractother1Introduction: Oxidative/nitrosative stress representes a biological imbalance in the redox sytem, influenced by indidual, environmental, and occupational factors. Among professionals working in intensive care units, who are exposed to intensive working conditions, its relationship with ocuppational styress remains underexplored in the scientific literature. Objective: To evaluate the levels of oxidative/nitrosative stress biomarkers and their relationship with sociodemographic, occupational, clinical, and lifestyle characteristics of healthcare workers in intensive care units. Method: a cross-sectional study conducted at a teaching hospital in northern Paraná, from March 2024 to September 2025, involving 50 healthcare professionals from ICUs 2 and 3. Sociodemographic, occupational, anthropometric, and lifestyle data were collected, the Work Stress Scale (WSS) was applied, and blood samples were obtained to determine biomarkers of oxidative/nitrosative stress, including lipid hydroperoxides (LOOH), nitric oxide (NO), advanced oxidation products of proteins (AOPP), paraoxonase-1 (PON-1) activity, superoxide dismutase (SOD), catalase (CAT), and glutathiones (GT, GSH, GSSG). Statistical analyses included descriptions by median and interquartile range, group comparisons (Mann–Whitney U and Kruskal–Wallis with Bonferroni post-hoc), and Spearman correlations to assess associations between continuous and categorical variables. Results: The sample was predominantly female (86%), with a mean age of 32.2±8.08 years, a higher representation of the Nursing category (84%), a mean BMI of 29.16±6.26 kg/m², with 82% of participants classified as overweight or obese to some degree. Regarding occupational stress, 72% had low stress and 28% had high stress, with the most relevant stressors related to communication with management (86% disagreement) and the length of the workday (70% agreement). The biomarkers of oxidative/nitrosative stress showed high heterogeneity, with no significant differences between stress or BMI categories, except for an initial trend for AOPP, which did not persist after post-hoc adjustment. Positive correlations were observed between length of service in the ICU and LOOH and NO, as well as between BMI and NO, while the EET score showed weak and negative correlations with some antioxidants. Conclusion: In young, clinically healthy ICU workers, the antioxidant system appears to compensate for occupational exposures by maintaining oxidative homeostasis. Despite the absence of significant differences between stress categories and BMI, the correlations observed indicate that individual and chronic variables may influence oxidative/nitrosative stress, reinforcing the need for longitudinal studies with greater sample power and diversity of biomarkers to fully understand the complexity of interactions between occupational, metabolic, and biological factors in this population
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19863
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCS - Departamento de Enfermagem
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Enfermagem
dc.subjectSaúde Ocupacional
dc.subjectEstresse Ocupacional
dc.subjectUnidade de Terapia Intensiva
dc.subjectEstresse Oxidativo
dc.subjectEstresse Nitrosativo
dc.subjectBiomarcadores
dc.subjectProfissionais de saúde
dc.subject.capesCiências da Saúde - Enfermagem
dc.subject.cnpqCiências da Saúde - Enfermagem
dc.subject.keywordsOccupational Health
dc.subject.keywordsOccupational Stress
dc.subject.keywordsIntensive Care Unit
dc.subject.keywordsOxidative Stress
dc.subject.keywordsNitrosative Stress
dc.subject.keywordsBiomarkers
dc.subject.keywordsHealth personnel
dc.titleAvaliação do estresse oxidativo/nitrosativo em trabalhadores da saúde que atuam em unidades de terapia intensiva
dc.title.alternativeAssessment of oxidative/nitrosative stress in healthcare workers employed in intensive care units
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Ciências da Saúde

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