Efeito do tratamento com prostaglandina e progesterona injetável no puerpério precoce sobre a ocorrência de endometrite subclínica e a fertilidade de fêmeas bovinas leiteiras de alta produção

Data

2025-02-26

Autores

Soares, Pamela Mara Celestino

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Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do tratamento com prostaglandina (PGF2a) e/ou progesterona injetável (iP4) no puerpério precoce na saúde uterina e fertilidade de vacas leiteiras de alta produção. Para isso, foram utilizadas vacas holandesas (n = 536), criadas em sistema free-stall, com produção diária de 39 ± 5,79 litros (M±EP), e escore de condição corporal médio de 2,8 ± 0,03. Após o parto (d-57), semanalmente, uma lista de vacas leiteiras de 9 a 15 dias pós-parto (DPP) foram inseridas no experimento (d-45), e as vacas foram distribuídas aleatoriamente em um dos quatro grupos experimentais: 1) 2 mL, i.m de solução Salina (Controle); 2) 0,5 mg de análogo de prostaglandina (PGF2a), 3) 300 mg de P4 injetável (P4i) e 4) 0,5 mg de cloprostenol sódico + 300 mg de P4 injetável (PGF2a + P4i). Na quinta semana pós-parto (33 ± 1,10 dias), foi realizada citologia uterina para avaliação de endometrite subclínica (d 24). Em seguida, os animais foram inseridos em um programa reprodutivo de inseminação artificial (IA) convencional ou protocolo de inseminação artificial em tempo-fixo (IATF). Após 30 dias da inseminação, foi realizado o diagnóstico gestacional e após 60 dias foi realizado o segundo diagnóstico para confirmar a gestação e possíveis perdas embrionárias. Durante o protocolo de IATF, um subgrupo de vacas foi avaliado (n = 37) para mensurar os diâmetros dos ovários e folículos. A produção e qualidade do leite foram monitoradas diariamente para um grupo de animais (N=304) e as médias foram registradas em produção diária (litros), ureia, proteína, gordura, contagem de células somáticas (CCS). A influência dos grupos experimentais sobre a taxa de concepção e a perda gestacional foi analisada pelo Modelo de Regressão Logística Multivariada. Os dados de produção e qualidade de leite foram analisados por ANOVA empregando Modelo Linear Generalizado (GLM). O efeito de grupos experimentais para variáveis contínuas das avaliações ultrassonográficas foi analisado por ANOVA. A relação entre a ocorrência de metrite clínica e endometrite subclínica com os grupos experimentais realizados no puerpério foi analisada por análise de regressão logística. Foi considerado diferença significativa quando P = 0,05. A taxa de concepção acumulada da IA convencional foi de 36,2% (55/152) e não houve efeito dos grupos experimentais. De outro modo, a taxa de concepção acumulada da IATF foi de 38,5% (102/271) e foi influenciada pelos grupos experimentais, sendo o grupo PGF2a+P4i [ 47,6% (40/84), P = 0,03 ] superior ao grupo controle [ 31,9% (30/94) ] e PGF2a [ 34,3% (35/102) ], no entanto, não diferiu do grupo P4i [ 41,3% (43/104) ]. Além disso, não houveram diferenças na incidência das doenças uterinas entre os grupos experimentais. No entanto, foi elucidado um efeito da ocorrência de endometrite subclínica (P = 0,009; vacas positivas 15,8% vs. vacas negativas 35,3%) e o resultado foi influenciado pela perda gestacional, vacas positivas perderam [50% (3/6) ] e vacas negativas [10,6% (5/47) ]. Diante disso, evidenciamos que a presença da endometrite subclínica reduz significativamente a taxa de concepção do rebanho. Além disso, a aplicação de PGF2a+P4i no puerpério precoce pode melhorar a taxa de concepção de vacas de alta lactação submetidas a IATF.

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Palavras-chave

Citologia uterina, Polimornucleares, Concepção, Bovino leiteiro, Puerpério, Prostaglandinas, Progesterona

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