Investigação de variantes polimórficas de TGFB1 e TGFBR2 e imunomarcação tecidual em tumores do colo do útero

Data

2026-04-17

Autores

Castilha, Eliza Pizarro

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Resumo

O fator de crescimento transformador beta (TGFB) tem papel essencial no equilíbrio da imunidade protetora, imunopatologia e homeostase, e tem sido explorado no contexto do câncer. Porém, evidências sobre sua relação com o câncer do colo do útero (CCU), quarto tipo de câncer mais frequente em mulheres no mundo, associado à presença do Papilomavírus Humano (HPV), são escassas. O objetivo deste trabalho foi avaliar o papel do polimorfismo rs3087465 do receptor do fator de crescimento transformador beta tipo 2 (TGFBR2) na expressão proteica de TGFBR2 e na progressão das lesões intraepiteliais para o CCU, bem como sua associação com a infecção pelo HPV. Adicionalmente, investigar a associação entre alelos, genótipos e haplótipos das variantes rs1800468, rs1800469, rs1800470 e rs1800471 do gene TGFB1 e a expressão proteica com o desenvolvimento do CCU. A primeira etapa deste estudo incluiu 618 mulheres voluntárias, caracterizadas de acordo com o genótipo rs3087465: 302 (48,87%) eram homozigotas para o alelo G, 244 (39,48%) heterozigotas e 72 (11,65%) homozigotas para o alelo A. O genótipo GG foi associado ao desenvolvimento de lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (LIEAG) e CCU (p = 0,037), enquanto o genótipo AA foi associado à proteção contra o câncer cervical em análises de regressão logística ajustadas (OR = 0,376; IC 95% = 0,146–0,965; p = 0,042). Não foram observadas associações entre a expressão tecidual de TGFBR2 e os genótipos analisados. Na segunda etapa, 242 mulheres voluntárias foram selecionadas, divididas em grupo controle (sem lesões, NL), composto por mulheres sem evidência citopatológica de lesões intraepiteliais e sem infecção por HPV (n = 190), e grupo caso (câncer cervical, CC), composto por mulheres com carcinoma cervical (n = 52). A combinação das variantes genéticas investigadas resultou em quatro haplótipos com frequências superiores a 5% na população do estudo: GCTG (49,0%), GTCG (32,5%), ACTG (5,9%) e GCCG (5,3%). A distribuição das frequências dos haplótipos entre os grupos revelou que o haplótipo GCTG, sob modelo de herança recessivo, foi associado ao risco de desenvolvimento de CCU (OR = 2,422; IC 95% = 1,006 - 5,834; p = 0,049). Este é um dos poucos estudos a explorar variantes genéticas nas vias de sinalização do TGFB no modelo de CCU e o primeiro a revelar associações com a progressão de lesões precursoras cervicais e com o CCU

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Palavras-chave

Fator de crescimento transformante β, Papilomavírus humano, Carcinoma cervical, Polimorfismo de nucleotídeo único, Câncer de colo do útero

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