Uso de PVPI tópica para assepsia em injeções intravítreas seriadas e alterações de superfície ocular: um estudo caso-controle

dc.contributor.advisorCasella, Antonio Marcelo Barbante
dc.contributor.authorCasemiro, José Henrique
dc.contributor.bancaFornazieri, Marco Aurélio
dc.contributor.bancaSampaio, Elaine Regina Ferraresi
dc.contributor.coadvisorOguido, Ana Paula Miyagusko Taba
dc.coverage.extent128 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-05-13T14:47:14Z
dc.date.available2026-05-13T14:47:14Z
dc.date.issued2024-03-14
dc.description.abstractO uso de iodopovidona para a assepsia da superfície ocular é profusamente difundido, tanto para procedimentos cirúrgicos como para injeções intravítreas (IVIS). Cirurgias para catarata, glaucoma e injeções intravítreas, tornaram-se procedimentos comuns e frequentes na oftalmologia, levando a exposições seriadas dos olhos dos pacientes às soluções iodadas. A síndrome do olho seco pode ser causada ou agravada por essa agressão química. Objetivo: Identificar as diferentes alterações de superfície ocular relacionadas ao uso do PVPI 2% tópico para assepsia em IVIS seriadas, analisando: questionário OSDI, NIBUT, análise do piscar, altura do menisco lacrimal, osmolaridade lacrimal, interferometria lacrimal e perda das glândulas de Meibomius. Métodos: Estudo caso-controle com 34 indivíduos, 14 homens e 20 mulheres, idade entre 48 e 94 anos, desses, 68 olhos foram analisados. Os critérios de inclusão foram os indivíduos que receberam a aplicação de colírio de PVPI a 2% para assepsia do tratamento com IVIS de anti-VEGF, e o olho contralateral que não tinha indicação de tratamento nem recebeu qualquer medicação tópica durante o mesmo período de estudo foi utilizado como controle. Foram realizados os testes de osmolaridade da lágrima, interferometria do filme lacrimal, altura do menisco lacrimal, teste de tempo de ruptura do filme lacrimal automatizado, percentagem de perda de glândulas meibomianas em tarso inferior, eficiência do piscar e o questionário Ocular Surface Disease Index (OSDI). Toda a análise estatística foi realizada através do Software STATA® 18.0 e foi considerado um p-valor = 0,05 como valor de significância estatística em todos os testes. Resultados: A média do número de aplicações de IVIS nos olhos tratados foi de 12 (6-20). Os resultados nos olhos tratados comparados com os não tratados em relação ao OSDI foi de 16 (6-39) e 12,5 (8-39, p = 0,830); o tempo de ruptura do filme lacrimal automatizado ou non invasive break up time foi de 10,30 (2,62) e 10,78 (2,92) (s, p=0,476); a qualidade do piscar foi de 100 (100) e 100 (100) (%, p = 0,188); a medida da camada lipídica 87 (77-90) e 86 (74-100) (nm, p = 0,451); a medida da altura do menisco foi de 0,22 (0,19-0,31) e 0,24 (0,20-0,27) (mm, p = 0,862); da percentagem de perda de glândulas de Meibomius foi de 33 (24-45) e 31,5 (25-39) (%, p = 0,524); e da medida da osmolaridade foi de 305,6 (21,13) e 313,8 (29) (mOsm, p = 0,297). Não houve relação estatisticamente significativa entre o uso repetitivo de solução iodada a 2% com piora nos sinais ou sintomas relacionados a síndrome do olho seco pelos métodos utilizados. Conclusões: o PVPI a 2% foi seguro para assepsia de superfície ocular para IVIS repetidas, sem provocar alterações de superfície ocular significativas. Uma possível ação anti-inflamatória e protetiva do anti-VEGF pode ser considerada, e estudos com uso repetido de PVPI em diferentes procedimentos serão necessários para suporte desses resultados
dc.description.abstractother1The use of povidone iodine for ocular surface asepsis is widespread, both for surgical procedures and for intravitreal injections. Surgeries for cataracts, glaucoma and intravitreal injections have become common and frequent procedures in ophthalmology, leading to serial exposure of patients' eyes to iodinated solutions. In this study, changes in the ocular surface were evaluated in patients submitted to repeated use of povidine for pre-intravitreal injection asepsis, analyzing the symptoms and signs of damage to the ocular surface presented by patients who received repeated intravitreal injections (IVIS) for the treatment of retinal diseases. Objective: to detect symptoms and signs correlated to dry eye syndrome in individuals exposed to repeated asepsis with iodine 2% analyzing OSDI questionnaire, NIBUT, blinking quality, tear meniscus high, tear film interferometry, Meibomian gland losses and tear osmolarity. Methods: The study included 34 individuals (68 eyes), 14 males, 20 females aged 48 to 94. Inclusion criteria were individuals who received application of 2% PVPI eyedrops for anti-VEGF IVIS treatment with the contralateral eye used as control, that has not been treated with any topical medication during the same period of applications. The exams performed were capture of blinking quality images, tear film interferometry, the height of the tear meniscus, noninvasive breakup time (NIBUT), Meibomian gland (MG) loss, and tear osmolarity and the questionary Ocular Surface Disease Index (OSDI). All statistical analysis was performed using the STATA® 18.0 Software and a p-value = 0.05 was considered as the statistical significance value in all tests. Results: The median number of IVIS in treated eyes was 12 (range 6-20). The results in treated eyes compared with untreated eyes were respectively : median OSDI 16 (IQR 6-39) and 12.5 (IQR 8-39) (p = 0,380); mean NIBUT 10.30 (SD±2.62) and 10.78 (SD±2.92) ( s, p = 0.476); median blinking quality 100 (IQR 100) and 100 (IQR 100 ) (%, p=0.188); median lipid layer 87 (IQR 77-90) and 86 (IQR 74-100) (nm, p=0.451); median meniscus height 0.22 (IQR 0.19-0.31) and 0.24 (IQR 0.20-0.27) (mm, p = 0.862), median Meiboiman gland loss 33 (IQR 24-45) and 31.5 (IQR 25-39) (%, p=0.524); and mean osmolarity 306.6 (SD±21.13) and 313.8 (SD±29) (mOsm, p=0.297). There was no statistically significant relationship between the repetitive use of 2% iodinated solution and signs or symptoms compatible with dry eye syndrome in this group of patients. Conclusion: 2% PVPI was safe for ocular surface asepsis for repetitive IVIS without causing significant ocular surface changes. The use of iodine on the ocular surface was not statistically related to any parameter we use to evaluate ocular surface. A local anti-inflammatory and protective surface effect of the anti-VEGF used in IVIS should be considered and further studies with repetitive use of PVPI in different eye procedures will be needed to support these results
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19245
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCS - Departamento de Clínica Médica
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
dc.subjectPVPI
dc.subjectSíndrome do olho seco
dc.subjectDoença de superfície ocular
dc.subjectInjeções intravítreas
dc.subjectOftalmologia
dc.subjectGlândulas meibomianas
dc.subject.capesCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.cnpqCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.keywordsPVPI
dc.subject.keywordsDry eye disease
dc.subject.keywordsOcular surface disease
dc.subject.keywordsIntravitreal Injections
dc.subject.keywordsOphthalmology
dc.subject.keywordsMeibomian glands
dc.titleUso de PVPI tópica para assepsia em injeções intravítreas seriadas e alterações de superfície ocular: um estudo caso-controle
dc.title.alternativeSerial use of topical PVPI and ocular surface alterations: a case-control study
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Ciências da Saúde

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