Abordagem da língua inglesa na perspectiva da pedagogia da variação

Data

2026-02-19

Autores

Tutia, Evellyn Ramon Fagundes

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Resumo

Esta dissertação tem como objetivo investigar o ensino da língua inglesa sob a perspectiva da variação linguística, a partir dos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Educacional. Parte-se da concepção de língua como um fenômeno social, histórico e heterogêneo, cujos usos se constituem a partir das práticas sociais e das condições de produção dos enunciados. Nesse sentido, questiona-se a centralidade do ensino normativo e homogêneo da língua inglesa, ainda predominante no contexto escolar, e propõe-se uma abordagem que valorize a diversidade linguística e os diferentes registros de uso da língua. O estudo busca analisar de que maneira o trabalho pedagógico pautado na Pedagogia da variação linguística pode contribuir para o desenvolvimento da competência comunicativa dos estudantes, promovendo uma compreensão mais crítica, contextualizada e funcional da língua inglesa. Para tanto, a pesquisa ancora-se em contribuições de autores como Labov (2008), Bortoni-Ricardo (2004) e Faraco (2015), que defendem a legitimidade da variação linguística e a necessidade de sua incorporação ao ensino, bem como em discussões sobre gêneros e adequação estilística. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como pesquisa-ação, de natureza qualitativa, interventiva, desenvolvida com estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal. Inicialmente, foi aplicado um teste de percepção linguística com o objetivo de identificar as concepções prévias dos alunos acerca da variação linguística e do uso da língua inglesa em diferentes contextos. Em seguida, foi elaborado e aplicado um minicurso pedagógico, centrado na análise e produção de gêneros autênticos, contemplando registros formais e informais do inglês, tais como entrevistas, notícias, instruções de jogos, convites, propagandas, cartuns, tutorial de maquiagem e receitas. A análise dos dados revelou que, antes da intervenção, a maioria dos alunos apresentava uma compreensão limitada sobre a variação linguística, especialmente no que se refere à língua inglesa, associando o uso adequado da língua exclusivamente ao domínio de regras gramaticais. Após a realização do minicurso, observou-se uma ampliação significativa da percepção dos estudantes sobre os diferentes usos da língua, bem como maior consciência quanto à adequação linguística em função dos gêneros discursivos, do contexto e da finalidade comunicativa. Os resultados também indicaram um aumento da confiança dos alunos na produção escrita em língua inglesa. Conclui-se que o ensino de inglês orientado pelos princípios da Sociolinguística Educacional e da Pedagogia da Variação favorece práticas pedagógicas mais inclusivas, críticas e socialmente significativas. Ao reconhecer e valorizar a diversidade linguística, a escola contribui para a formação de sujeitos linguisticamente conscientes, capazes de transitar entre diferentes registros da língua inglesa de forma reflexiva, ampliando não apenas sua competência linguística, mas também sua participação social e cidadã

Descrição

Palavras-chave

Sociolinguística Educacional, Pedagogia da Variação, Ensino de língua inglesa, Variação linguística, Gêneros formais e informais, Educação, Sociolinguística, Competência comunicativa, Gêneros discursivos, Gêneros textuais, Ensino-aprendizagem, Ensino fundamental, Escola publica

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