Governança como prática: governança e participação cidadã em cidades inteligentes à luz da ontologia do lugar de Schatzki

dc.contributor.advisorPegino, Paulo Marcelo Ferrarese
dc.contributor.authorCezar, Natasha de Araujo
dc.contributor.bancaChiusoli, Cláudio Luiz
dc.contributor.bancaTezza, Rafael
dc.coverage.extent94 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-02-09T14:23:30Z
dc.date.available2026-02-09T14:23:30Z
dc.date.issued2025-11-06
dc.description.abstractEsta dissertação investiga criticamente o fenômeno das cidades inteligentes, partindo da premissa de que, apesar de prometerem eficiência por meio da tecnologia, elas frequentemente reforçam estruturas tecnocráticas e marginalizam a participação cidadã. O estudo buscou compreender como as práticas sociais constroem a governança nesses contextos, tomando a cidade de Londrina/PR — classificada como inteligente em rankings nacionais — como estudo de caso. A pesquisa foi fundamentada na Teoria das Práticas Sociais de Theodore Schatzki, onde entende a vida social como um emaranhado de “práticas” (atividades organizadas) e “arranjos materiais” (tecnologias, infraestruturas). Esse arcabouço permitiu analisar a governança não como uma estrutura fixa, mas como um processo dinâmico e em constante construção. Para avaliar a participação do cidadão, se utilizou a “escada da participação cidadã” de Arnstein, na qual classifica os níveis de envolvimento, da mera simbologia até o controle efetivo. Metodologicamente, o trabalho adotou uma abordagem qualitativa, com coleta de dados por meio de entrevistas semiestruturadas, análise documental e observação participante. A análise revelou um cenário de contradições. Embora Londrina possua uma estrutura formal de governança que articula poder público, setor privado e academia, os cidadãos são tratados principalmente como usuários finais e não como coprodutores ativos da cidade. A retórica da “cidade centrada no cidadão” não se materializa em práticas inclusivas. Portanto, a pesquisa conclui que a inteligência de uma cidade não é um atributo meramente técnico, porém uma qualidade relacional e política, constantemente negociada e contestada nas malhas de suas práticas e arranjos materiais. A principal contribuição do estudo foi articular de forma inovadora a ontologia de Schatzki com o campo crítico das cidades inteligentes, oferecendo uma lente analítica para desvendar a governança como um fenômeno em constante (re)configuração
dc.description.abstractother1This dissertation critically investigates the phenomenon of smart cities, starting from the premise that, despite their promise of efficiency through technology, they often reinforce technocratic structures and marginalize citizen participation. The study sought to understand how social practices construct governance in these contexts, using the city of Londrina, in the state of Paraná — ranked as smart in national indexes — as a case study. The research was grounded in Theodore Schatzki's Theory of Social Practice, which understands social life as a mesh of “practices” (organized activities) and “material arrangements” (technologies, infrastructures). This framework allowed for the analysis of governance not as a fixed structure, but as a dynamic process in constant construction. To evaluate citizen participation, Arnstein's “ladder of citizen participation” was used, which classifies levels of involvement from mere tokenism to actual citizen control. Methodologically, the work adopted a qualitative approach, with data collected through semi-structured interviews, document analysis, and participant observation. The analysis revealed a contradictory scenario. Although Londrina has a formal governance structure that articulates public authorities, the private sector, and academia, citizens are treated primarily as end-users and not as active co-producers of the city. The rhetoric of the “citizen-centered city” does not materialize into inclusive practices. Therefore, the research concludes that a city's intelligence is not a merely technical attribute, but a relational and political quality, constantly negotiated and contested within the mesh of its practices and material arrangements. The study's main contribution was to innovatively articulate Schatzki's ontology with the critical field of smart cities, offering an analytical lens to unravel governance as a phenomenon in constant (re)configuration
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19110
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCESA - Departamento de Administração
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Administração
dc.subjectSchatzki
dc.subjectGovernança
dc.subjectParticipação cidadã
dc.subjectCidades inteligentes
dc.subjectPráticas sociais
dc.subjectTecnocracia
dc.subjectPlanejamento urbano
dc.subjectTecnologias digitais
dc.subject.capesCiências Sociais Aplicadas - Administração
dc.subject.cnpqCiências Sociais Aplicadas - Administração
dc.subject.keywordsSchatzki
dc.subject.keywordsGovernance
dc.subject.keywordsCitizen participation
dc.subject.keywordsSmart cities
dc.subject.keywordsSocial practices
dc.subject.keywordsTechnocracy
dc.subject.keywordsCity planning
dc.subject.keywordsDigital technologies
dc.titleGovernança como prática: governança e participação cidadã em cidades inteligentes à luz da ontologia do lugar de Schatzki
dc.title.alternativeGovernance as practice: governance and citizen participation in smart cities in light of Schatzki’s site ontology
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Estudos Sociais Aplicados

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