Avaliação da resposta imune humoral e proteção contra Toxoplasma gondii em camundongos vacinados com rROP18 e vacina pcDNAROP18 e pcDNASAG1
Data
2023-03-10
Autores
Sasse, João Pedro
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Resumo
Toxoplasma gondii é um protozoário intracelular que pode infectar diversos animais e os felídeos são seus hospedeiros definitivos. Para o controle desta doença, vacinas estão sendo estudadas para que se possa fazer a prevenção da infecção nos animais e humanos. Este estudo teve como objetivo avaliar a resposta imune dos camundongos em relação as proteínas ROP18 e SAG1 do T. gondii e a proteção contra taquizoítos e cistos teciduais no desafio dos camundongos imunizados. Realizou-se a clonagem e a expressão da proteína recombinante ROP18 e a clonagem da proteína ROP18 e SAG1 para a vacina de DNA, ambas as vacinas foram testadas em camundongos. Em relação a produção de anticorpos, no teste ELISA, observou-se um aumento na Densidade Óptica (DO) entre a segunda e terceira dose da vacina nos camundongos vacinados com a proteína recombinante, verificando um aumento na produção de anticorpos. Quando desafiados com taquizoítos da cepa RH (1x104/mL) pela via intraperitoneal, os camundongos apresentaram taxa de sobrevivência de 60% em cada grupo testado, não tendo significância estatística (p=0.50). Com isso a proteína rROP18 apresentou uma proteção parcial com relação a doença aguda. Nos camundongos vacinados com a vacina de DNA com as proteínas ROP18 e SAG1, estes apresentaram aumento na DO no teste ELISA, demonstrando que houve produção de anticorpos para proteína ROP18. Estes camundongos foram então desafiados com a cepa ME 49, sendo administrados 25 cistos pela via oral, e observados para quanto a evolução da doença. Os grupos apresentaram taxa de sobrevivência até os 140 dias variando entre 44% e 88%, sendo o grupo vacinado com a ROP18 juntamente com a SAG1 foi o que apresentou menor taxa de sobrevivência. Entretanto os grupos não apresentaram significância estatística quanto a taxa de sobrevivência (p>0.05). Em relação a produção de cistos cerebrais nos camundongos vacinados, os grupos que foram imunizados somente com a proteína apresentaram diminuição na contagem dos cistos em relação ao grupo controle do vetor. Já o grupo vacinado com uma mistura das duas proteínas apresentou uma taxa de sobrevivência baixa (44%), porém houve baixa contagem de cistos nos respectivos animais. Podemos concluir que nossas vacinas apresentaram proteção parcial contra as diferentes cepas do T. gondii utilizadas nos desafios devido a suas taxas de sobrevivência observadas nos grupos vacinados e controles. Em nosso estudo pode-se observar que a proteína ROP e proteína SAG apresentam resposta imunogênica nos camundongos, porém a sua proteção ainda precisa de mais estudos para desenvolvermos uma vacina com melhor proteção contra as diferentes cepas do T. gondii. Estudos futuros devem ser realizados para melhor compreensão da resposta imunológica perante algumas proteínas candidatas a vacina para assim conseguirmos compreender melhor o mecanismo de resposta imune dos animais infectados
Descrição
Palavras-chave
Toxoplasma gondii, Vacina, Proteínas, Vacina de DNA, Cepas T. gondii, Toxoplasmose, Anticorpos, Imunização