Presença paterna junto ao filho hospitalizado em unidades pediátricas
Data
2024-01-19
Autores
Zani, Edrian Maruyama
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Resumo
Introdução: A concepção de paternidade evoluiu para uma abordagem mais inclusiva e ativa. Ainda assim, obstáculos sociais e políticos limitam a participação dos pais nos cuidados infantis, inclusive no momento da hospitalização. A presença paterna é crucial para o bem-estar da criança, sendo os profissionais de saúde figuras centrais no processo de sua inclusão. Objetivo: compreender o processo de inclusão do pai no cuidado ao filho hospitalizado. Método: O estudo foi realizado em três etapas: A primeira etapa foi composta pela construção de um protocolo de Scoping Review. Na segunda etapa foi realizado uma scoping review nas bases de dados e portais selecionados no período de 01 de março a 15 de abril de 2023. Na terceira etapa desenvolveu-se um estudo qualitativo alicerçado na Teoria das Representações Sociais. Tendo como atores sociais pais/homens, mães de crianças hospitalizadas em unidades pediátricas e profissionais de saúde atuantes nas unidades pediátricas de um hospital Universitário na região norte do Paraná. A coleta de dados ocorreu no período de janeiro a abril de 2023 por meio de entrevista semiestruturada, as analises foram realizadas utilizando-se o software IRAMUTEQ®. Resultados: No que se relaciona a segunda etapa do estudo, foram selecionados 10 estudos, os resultados contribuem para elucidar que a participação paterna é um tema controverso, pois os profissionais ainda relutam para envolver o pai no cuidado, para as mães a inserção do pai contribui para o fortalecimento de vínculo entre pai/filho e como apoio para as mulheres. Em relação a terceira etapa participaram 31 atores sociais (pai/homem, mães e profissionais de saúde). Observaram-se conteúdos representacionais do significado de ser pai (cuidar, provedor, dever, dar vida) e como o cuidado paterno deve ocorrer no ambiente hospitalar (funções igualitárias a mãe como higiene, alimentação, amor e carinho). Conclusão: Apesar do reconhecimento teórico da importância da figura paterna, sua relevância muitas vezes é minimizada em certos contextos, criando dicotomias no tratamento entre pais e mães. Tanto pais como profissionais de saúde destacam obstáculos na interação do pai quando relacionados com a interação materna. Avaliar os benefícios da participação masculina no cuidado hospitalar infantil é essencial e carece de mais pesquisas. Paralelamente, é imperativo que a sociedade e as famílias abracem a evolução dos conceitos de masculinidade, contribuindo para uma cultura paterna mais enriquecedora. Para garantir o cuidado integral da criança hospitalizada, é fundamental encorajar a participação de todos os membros familiares no processo de cuidado
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Palavras-chave
Pediatria, Cuidado da Criança, Relações Pai-Filho, Profissionais de Saúde, Criança Hospitalizada, Enfermagem Pediátrica, Paternidade, Masculinidade