Dois métodos de secagem da Solidago chilensis e sua influência na concentração de compostos bioativos e atividades antiviral e antioxidante

Data

2024-08-15

Autores

Matos, Ricardo Luís Nascimento de

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Resumo

Solidago chilensis, Asteraceae reconhecida por propriedades anti-inflamatórias e antinociceptivas. Compostos naturais com efeitos anti-inflamatórios podem ser promissores no tratamento antiviral. Apesar de ser uma planta medicinal com ampla citação, possui descrições histológicas inconsistentes e a falta de padronização no método de secagem que influencia na concentração de compostos bioativos. Este trabalho objetivou (1) avaliar as estruturas anatômicas das folhas frescas de Solidago chilensis, (2) comparar as estruturas das folhas secas por duas técnicas de secagem (estufa e técnica artística Oshibana) e (3) avaliar a concentração de compostos bioativos nos extratos das inflorescências secas e sua atividade antioxidante, citotóxica e antiviral. As folhas foram secas em estufa e pela técnica artística Oshibana a fim de comparar estatisticamente a massa seca final. As folhas frescas e secas foram incluídas em parafina, submetidas a secções transversais e coradas. Extratos (tintura - EtOH e diclorometano - DCM) foram obtidos a partir das inflorescências secas de S. chilensis em cada técnica de secagem. Os extratos polares foram submetidos à determinação de fenólicos e flavonoides totais, atividade antioxidante e à cromatografia líquida de alta eficiência. Posteriormente, todos os extratos foram submetidos ao ensaio de citotoxicidade e testes de atividade antiviral e virucida frente ao coronavírus da hepatite murina. Os cortes histológicos em parafina confirmaram a presença de tricomas tectores multicelulares e hidatódios nas extremidades foliares. Apesar de não haver diferença estatística na massa das folhas e inflorescências secas, a secagem por Oshibana preservou melhor as pigmentações. Além disso, houve alterações estruturais e perda de celularidade nas folhas secas por estufa. Em contraste, as folhas secas por Oshibana apresentaram compactação, mas manteve a integridade celular. Os extratos etanólicos das inflorescências secas por Oshibana apresentaram mais fenólicos totais (40,51 mg GAE g-1), enquanto os extratos secos em estufa tiveram mais flavonoides totais (22,34 mg Qe g-1 e 48,14 mg Ru g-1), com diferenças significativas entre os métodos. Por outro lado, não houve diferença significativa na atividade antioxidante. Verifcou-se diferenças nas classes de compostos e concentrações entre os extratos polares, sendo 280 nm o comprimento de onda mais indicado para avaliá-los. Os extratos EtOH e DCM de Oshibana demonstraram uma citotoxicidade superior em comparação aos extratos obtidos por secagem em estufa, sendo 1 e 2 vezes mais tóxicos, respectivamente. O extrato etanólico da Oshibana apresentou atividade virucida superior a 99% (25 µg mL-1), enquanto o extrato obtido em estufa foi eficaz em 95% apenas a 200 µg mL-1. Além disso, o índice de seletividade do extrato polar obtido em estufa foi 113,39, enquanto o da Oshibana foi 26,74. As análises determinaram os tipos de parênquimas em S. chilensis. Folhas incluídas em parafina e colorações especiais facilitaram a identificação de estruturas específicas pela primeira vez. A técnica Oshibana preservou pigmentos e estruturas anatômicas, mostrando-se uma alternativa viável para coleções botânicas, incluindo inflorescências e compostos fenólicos. Além disso, o extrato etanólico da Oshibana mostrou-se promissor contra o coronavírus e pode ser testado contra o SARS-CoV-2

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Palavras-chave

Atividade virucida, Hidatódio, Pigmentos, Oshibana, Química, Asteraceae, Anti-inflamatórios, Antiviral, Parafinas, Coronavírus

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