Survey nacional sobre o preparo dos hospitais frente a desastres naturais

dc.contributor.advisorGrion, Cíntia Magalhães Carvalho
dc.contributor.authorGuimarães, Percival Vitorino
dc.contributor.bancaMartins, Eleine Aparecida Penha
dc.contributor.bancaFornazieri, Marco Aurélio
dc.contributor.bancaTanita, Marcos Toshiyuki
dc.contributor.bancaAlmeida, Sílvio Henrique Maia de
dc.coverage.extent105 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-08-07T14:51:28Z
dc.date.available2026-08-07T14:51:28Z
dc.date.issued2025-03-19
dc.description.abstractIntrodução: Os desastres, sejam naturais ou artificiais, causam impactos significativos nas sociedades. Enquanto desastres artificiais, como acidentes industriais, são frequentemente resultados de falhas humanas e urbanização desordenada, os desastres naturais resultam de fenômenos geológicos e climáticos. Pandemias, como a COVID-19, representam um tipo único de desastre devido à sua ampla disseminação e complexidade, com impacto profundo na saúde pública, a economia e a estrutura social. O colapso de sistemas de saúde durante a COVID-19 expôs a necessidade de reorganização hospitalar, aumento de leitos de UTI e de capacitação de profissionais para lidar com emergências em larga escala. Objetivo: Avaliar o preparo do sistema de saúde nacional frente a pandemia e comparar a capacidade de enfrentamento e recuperação entre instituições públicas e privadas. Metodologia: Estudo transversal com coleta de dados por meio de questionários estruturados, aplicados a profissionais de saúde que atuaram em serviços de urgência, emergência e terapia intensiva durante a pandemia. Amostragem de conveniência dos profissionais convidados a participar por uma rede de pesquisa nacional brasileira, AMIBnet (rede de pesquisa da Associação de Medicina Intensiva Brasileira) via plataforma da própria da rede. O questionário, estruturado segundo o método Delphi, incluiu 44 questões divididas em quatro seções, cobrindo desde a caracterização do participante e da instituição até as práticas durante e após a pandemia. Os dados foram coletados pela plataforma SurveyMonkey®. A análise dos dados coletados foi realizada em duas partes. Na primeira, o estudo buscou analisar a percepção dos profissionais quanto à experiência e capacitação, segurança do paciente, estrutura física, recursos humanos, logística de serviços, planejamento na pandemia, resposta institucional de recursos humanos e provisão de insumos. Para este objetivo, os participantes do estudo foram divididos em três grupos de acordo com a similaridade das características demográficas informadas (idade, gênero, nível de educação, experiência profissional, local de trabalho, tipo de instituição e hospital universitário). Este agrupamento (clustering) dos participantes foi realizado através do algoritmo K-means. Para a segunda etapa, a disponibilidade de equipamentos, insumos, recursos tecnológicos e o quantitativo de leitos de enfermaria e UTI antes, durante e após a pandemia foram explorados. Os dados foram analisados de acordo com o tipo de hospital (privado, filantrópico ou público) onde cada participante exercia seu trabalho na maior parte do tempo. Os dados foram apresentados como frequência relativa e foram analisados com o teste de chi-quadrado. O nível de significância utilizado foi de 5%. Resultados: A maioria dos profissionais atua em UTI. A maioria dos profissionais concordou quanto à existência de um planejamento estratégico prévio adequado para desastres. A maioria dos profissionais concordou que houve necessidade de substituir medicações sedativas e vasopressores, o que sugere uma percepção coletiva de escassez desses insumos. Dentre os isolamentos, a maioria dos profissionais relatou que os pacientes foram alojados em coortes abertas. Houve disparidades significativas na alocação de recursos com relação a disponibilidade de equipamentos essenciais entre instituições de saúde privadas, filantrópicas e públicas. A falta de Equipamentos de Proteção Individual(EPIs) foi o insumo com maior frequência de percepção entre os grupos. Quanto a expansão da oferta de leitos, os grupos perceberam positivamente a expansão dos leitos, contudo, apesar da expansão, alguns profissionais sentiram que a capacidade aumentada não foi completamente ideal para a demanda. Durante a pandemia houve expansão de leitos, sendo que as instituições privadas tinham maior frequência de unidades com oferta de leitos de Terapia Intensiva com numero igual ou menor a 10 leitos e entre 11 e 30 leitos e as instituições públicas apresentaram maior frequência de unidades com oferta de leitos de Terapia Intensiva superior 100 leitos. Após a pandemia, as instituições públicas preservaram a quantidade de unidades com quantidade superior a 100 leitos além de um incremento de 23,7% na quantidade de leitos, entre 31-50 na Terapia Intensiva. Quanto aos leitos de enfermaria as instituições públicas mantiveram um incremento de 21,7% nas unidades com mais de 200 leitos de enfermaria, ou seja, as instituições públicas mantiveram um número maior de leitos, tanto de enfermaria quanto de UTI em relação as instituições privadas e filantrópicas. Conclusão: Este estudo observou que houve uma resposta positiva do SUS frente a pandemia, onde apesar das instituições privadas e filantrópicas terem acesso mais rápido a recursos materiais e de insumo, o planejamento emergencial teve impacto robusto na ampliação do número de leitos de enfermaria e UTI nas instituições publicas e a manutenção de um percentual maior que 20% do total desses leitos no pós pandemia. Tal fato contribui para o entendimento das diferenças na capacidade de resposta entre instituições de saúde no Brasil e sugere recomendações para o fortalecimento da estrutura hospitalar, visando aumentar a resiliência frente a eventos de grande escala.
dc.description.abstractother1Introduction: Disasters, whether natural or man-made, significantly impact societies. Man-made disasters, such as industrial accidents, typically result from human failures and unstructured urban growth, whereas natural disasters stem from geological and climatic phenomena. Pandemics, exemplified by COVID-19, represent a distinctive category of disasters due to their complexity and widespread effects on public health, economies, and social structures. The collapse of healthcare systems during the COVID-19 pandemic highlighted critical needs, including hospital reorganization, ICU bed expansion, and specialized training for healthcare professionals to manage large-scale emergencies. Objective: This study aimed to assess the preparedness of Brazil’s national healthcare system to face pandemics, comparing the coping and recovery capabilities of public versus private healthcare institutions. Methodology: A cross-sectional study design was utilized, with structured questionnaires administered to healthcare professionals involved in emergency, urgent care, and intensive care during the COVID-19 pandemic. Participants were selected via convenience sampling through AMIBnet, a research network affiliated with the Brazilian Intensive Care Medicine Association, using the network’s dedicated platform. The Delphi method structured questionnaire comprised 44 questions distributed across four sections, including participant demographics, institutional characteristics, and practices during and after the pandemic. Data were collected using the SurveyMonkey® platform. Data analysis occurred in two phases. Initially, professionals’ perceptions of experience, training, patient safety, physical infrastructure, human resources, logistics, pandemic planning, institutional response, and supplies provision were analyzed. Participants were grouped using the K-means clustering algorithm based on demographic similarities (age, gender, education, professional experience, workplace, institution type, and university hospital affiliation). The second phase examined equipment, supply, technological resources availability, and bed capacities (ward and ICU) before, during, and after the pandemic. Data were analyzed according to institution type (private, philanthropic, public) using relative frequencies and the chi-squared test with a significance level set at 5%. Results: Most participants worked in ICUs and agreed on adequate prior strategic planning for disasters. There was widespread acknowledgment of the need to replace critical medications, such as sedatives and vasopressors, indicating perceived supply shortages. Patients were primarily accommodated in open cohort isolation settings. Significant disparities emerged regarding essential equipment allocation among private, philanthropic, and public institutions. Shortages of Personal Protective Equipment (PPE) were most frequently reported across all groups. Bed expansion during the pandemic was positively perceived by healthcare professionals, although some indicated the expanded capacity did not fully meet patient demand. During the pandemic there was an expansion of uring the pandemic, there was an expansion of beds, with private institutions having a higher frequency of units with Intensive Care beds with a number equal to or less than 10 beds and between 11 and 30 beds and public institutions had a higher frequency of units with more than 100 intensive care beds. After the pandemic, public institutions maintained the number of units with more than 100 beds, in addition to a 23.7% increase in the number of beds of beds, between 31-50 in Intensive Care. As for ward beds, public public institutions maintained an increase of 21.7% in units with more than more than 200 ward beds, i.e. public institutions maintained a greater number of number of beds, both ward and ICU, compared to private and philanthropic institutions. Conclusion: The Brazilian Unified Health System (SUS) demonstrated resilience and responsiveness during the COVID-19 pandemic. Although private and philanthropic institutions benefited from faster access to essential resources, robust emergency planning enabled public institutions to substantially expand ward and ICU capacities. Significantly, public institutions maintained more than 20% of their expanded bed capacity post-pandemic. These findings underscore differences in response capacities among Brazilian healthcare institutions and provide critical insights for policy recommendations aimed at strengthening hospital infrastructure resilience against future large-scale emergencies.
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19431
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCS - Departamento de Clínica Médica
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde
dc.subjectDesastres
dc.subjectPandemia
dc.subjectTerapia Intensiva
dc.subjectUrgência/ Emergência
dc.subjectEnfrentamento - Pessoal de saúde
dc.subjectAdministração Hospitalar - Desastres naturais
dc.subject.capesCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.cnpqCiências da Saúde - Medicina
dc.subject.keywordsDisasters
dc.subject.keywordsPandemic
dc.subject.keywordsIntensive Care
dc.subject.keywordsUrgency/Emergency
dc.subject.keywordsResponse
dc.subject.keywordsHospital Administration - Natural disasters
dc.subject.keywordsHospitals - Disaster response
dc.subject.keywordsHealthcare personnel
dc.titleSurvey nacional sobre o preparo dos hospitais frente a desastres naturais
dc.title.alternativeNational survey on hospital preparedness for natural disasters
dc.typeTese
dcterms.educationLevelDoutorado
dcterms.provenanceCentro de Ciências da Saúde

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