A aporofobia e o design hostil no espaço público de Londrina-PR
| dc.contributor.advisor | Suguihiro, Vera Lúcia Tieko | |
| dc.contributor.author | Melim, Ana Maria Gomes | |
| dc.contributor.banca | Silva, Ricardo Dias | |
| dc.contributor.banca | Rosaneli, Alessandro Filla | |
| dc.coverage.extent | 101 p. | |
| dc.coverage.spatial | Londrina | |
| dc.date.accessioned | 2026-09-22T16:53:44Z | |
| dc.date.available | 2026-09-22T16:53:44Z | |
| dc.date.issued | 2026-07-02 | |
| dc.description.abstract | A pesquisa propõe investigar a relação entre os conceitos de Aporofobia e Design Hostil, com a finalidade de compreender como elementos utilizados pelo design hostil podem contribuir para a perpetuação da segregação social em espaços públicos urbanos. Considerando o conceito de Aporofobia - rejeição à pessoas em situação de pobreza - criado por Adela Cortina (2020), e sua materialização a partir de elementos do design e planejamento urbano, por meio da restrição do uso e permanência de grupos sociais específicos em determinados espaços, tais elementos – mesmo quando inseridos sob o pretexto de ordenação, segurança ou estética – podem reforçar desigualdades e naturalizar práticas de exclusão social no ambiente urbano. O objetivo da pesquisa consiste em verificar a presença e a distribuição desses elementos no centro de Londrina (PR), investigando suas características, funções e implicações para o uso, permanência e apropriação do espaço público pela população. Os objetivos específicos consistem em identificar, classificar e mapear os elementos urbanos associados ao design hostil na região central de Londrina, considerando suas características físicas, localização, função aparente e formas de restrição do uso do espaço público pela população. Com base nos princípios do direito à cidade, da inclusão social e da função pública dos espaços urbanos, pretende-se produzir um diagnóstico que contribua para o debate sobre políticas urbanas e a necessidade de produzir cidades mais inclusivas e acolhedores.O estudo de caso foi escolhido como estratégia metodológica, complementado por instrumentos de pesquisa (observação direta, registros fotográficos, mapeamento e diário de campo). A pesquisa possibilitou a identificação de elementos espaciais associados ao design hostil e presentes no centro de Londrina, evidenciando que essas estratégias se manifestam de forma difusa e seus efeitos restringem usos e dinâmicas de práticas cotidiadas da população, como sentar, escorar, repousar ou permanecer em um local por longos períodos. Nesse contexto, o design hostil se expressa como um mecanismo de controle socioespacial que, quando articulado à Aporofobia, contribui para a produção de ambientes excludentes, desencorajando usos e permanências não vinculados ao consumo. Em relação ao direito à cidade, o estudo problematiza como essas estratégias hierarquizam usuários e práticas urbanas que privilegiam a circulação rápida e proteção patrimonial em detrimento de formas mais inclusivas de vivenciar o espaço público. Destaca-se a necessidade de ampliar o debate sobre o tema, visto a real intencão por trás da adoção desses elementos, assim como a falta de legislações específicas sobre o tema, principalmente no Brasil, que possui até o momento a Lei nº 14.489/2022 – conhecida popularmente como Lei Padre Júlio Lancellotti. | |
| dc.description.abstractother1 | The research investigates the relationship between the concepts of aporophobia and hostile design in order to understand how elements associated with hostile design may contribute to the perpetuation of social segregation in urban public spaces. Drawing on Adela Cortina’s (2020) concept of aporophobia—the rejection of people living in poverty—and considering its materialization through urban design and planning strategies that restrict the use and occupation of certain spaces by specific social groups, the study argues that such elements, even when implemented under the pretext of promoting order, safety, or aesthetic improvement, may reinforce inequalities and normalize practices of social exclusion in urban environments. The main objective is to examine the presence and spatial distribution of these elements in the city center of Londrina, Paraná, Brazil, investigating their characteristics, functions, and implications for the population’s use, occupation, and appropriation of public space. More specifically, the research seeks to identify, classify, and map urban elements associated with hostile design in central Londrina, taking into account their physical characteristics, location, apparent function, and the ways in which they restrict public use. Based on the principles of the right to the city, social inclusion, and the public function of urban spaces, the study aims to provide a diagnosis that contributes to discussions on urban policies and to the development of more inclusive and welcoming cities. A case study was adopted as the methodological strategy, supported by direct observation, photographic records, spatial mapping, and field notes. The findings enabled the identification of spatial elements associated with hostile design throughout central Londrina, demonstrating that such strategies are diffusely distributed and restrict everyday practices such as sitting, leaning, resting, or remaining in a particular place for extended periods. In this context, hostile design operates as a mechanism of socio-spatial control that, when linked to aporophobia, contributes to the production of exclusionary environments by discouraging forms of use and occupation that are not associated with consumption. From the perspective of the right to the city, the study problematizes how these strategies establish hierarchies among urban users and practices, prioritizing rapid circulation and the protection of property over more inclusive ways of experiencing public space. Finally, the research highlights the need to broaden the debate on this issue, particularly regarding the actual intentions underlying the adoption of such elements and the absence of specific legislation, especially in Brazil, where the primary legal instrument addressing the matter is currently Law No. 14.489/2022, popularly known as the Father Júlio Lancellotti Law. | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19993 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.relation.departament | CTU - Departamento de Arquitetura e Urbanismo | |
| dc.relation.institutionname | Universidade Estadual de Londrina - UEL | |
| dc.relation.ppgname | Programa Associado de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo | |
| dc.subject | Aporofobia | |
| dc.subject | Design Hostil | |
| dc.subject | Direito à cidade | |
| dc.subject | Arquitetura e sociedade | |
| dc.subject | Planejamento urbano – aspectos sociais | |
| dc.subject.capes | Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo | |
| dc.subject.cnpq | Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo | |
| dc.subject.keywords | Aporophobia | |
| dc.subject.keywords | Hostile Design | |
| dc.subject.keywords | Right to the City | |
| dc.subject.keywords | Architecture and Society | |
| dc.subject.keywords | Urban Planning – social aspects | |
| dc.title | A aporofobia e o design hostil no espaço público de Londrina-PR | |
| dc.title.alternative | Aporophobia and hostile design in the public space of Londrina-PR | |
| dc.type | Dissertação | |
| dcterms.educationLevel | Mestrado Acadêmico | |
| dcterms.provenance | Centro de Tecnologia e Urbanismo |
Arquivos
Pacote Original
1 - 2 de 2
Carregando...
- Nome:
- CSA_ARQ_Me_2026_Melim_Ana_MG.pdf
- Tamanho:
- 9.13 MB
- Formato:
- Adobe Portable Document Format
- Descrição:
- Texto completo ID. 196077
Nenhuma Miniatura disponível
- Nome:
- CSA_ARQ_Me_2026_Melim_Ana_MG_Termo.pdf
- Tamanho:
- 231.95 KB
- Formato:
- Adobe Portable Document Format
- Descrição:
- Termo de autorização
Licença do Pacote
1 - 1 de 1
Nenhuma Miniatura disponível
- Nome:
- license.txt
- Tamanho:
- 555 B
- Formato:
- Item-specific license agreed to upon submission
- Descrição: