Anatomia da flora poética decadentista-simbolista portuguesa e a anima vegetal de Camilo Pessanha
| dc.contributor.advisor | Silva, Telma Maciel da | |
| dc.contributor.author | Fusco, Felipe Frasson | |
| dc.contributor.banca | Vieira, Miguel Heitor Braga | |
| dc.contributor.banca | Simões Junior, Alvaro Santos | |
| dc.contributor.banca | Leal, Izabela Guimarães Guerra | |
| dc.contributor.banca | Corrêa, Alamir Aquino | |
| dc.coverage.extent | 330 p. | |
| dc.coverage.spatial | Londrina | |
| dc.date.accessioned | 2026-07-09T11:47:43Z | |
| dc.date.available | 2026-07-09T11:47:43Z | |
| dc.date.issued | 2026-03-24 | |
| dc.description.abstract | A presente tese rastreia a presença vegetal na poesia portuguesa finissecular. Tal percurso divide-se em duas partes. Na primeira, tomando por corpus as obras listadas por Pereira (1975) como pertencentes ao decadentismo-simbolismo português a que obtive acesso, recenseio as metáforas, comparações e personificações mais repetidas entre autores e obras diversas, demarcadas nas respectivas subdivisões do texto. Essas figuras fitotípicas apresentam escassas diferenças (apontadas quando é o caso). Disso se concluiu que, em geral, a flora é representada por um discurso altamente convencional no contexto em causa, fenômeno previsto por Frye (2013) e aproximável dos conceitos de topos (Curtius, 1979), lugar-comum e clichê (Riffaterre, 1973). Além de alguns temas esparsos, a representação do espaço, do tempo e da mulher compõem núcleos em torno dos quais esses tropos se estruturam. Em um segundo momento, defendo que Camilo Pessanha (1867-1926) se apropria de uma parcela dessas convenções – sobretudo, aquelas que mesclam a representação do espaço e da mulher à flora – emancipando-as linguística e epistemologicamente, contudo. Para além dos clichês, portanto. Assim, na segunda parte, recorta-se do corpus inicial o volume único de poemas de Pessanha, Clepsidra, em diálogo com sua edição crítica estabelecida por Franchetti (1994b), se lhe acrescentando ainda a correspondência pessoal (Pires, 2012) e prosas dispersas (Pires, 1992). Partindo, então, da Psicologia Arquetípica proposta por Jung (2014, 2013a, 2013b, 2013c), analiso a manifestação de um par arquetípico na escrita de Pessanha, a constelação Animus-Anima, em que, se o primeiro dá forma à abstração intelectual e individualista, o segundo manifesta a corporeidade pulsional e indistinta. Sendo a Anima representada frequentemente em figuras femininas e ligadas à vida vegetal, aponto o interesse do poeta nesse âmbito da psique, tanto na produção em prosa quanto na poesia. Tal interesse avulta tanto na escolha de temas em cima dos quais Pessanha escreve quanto em um esforço sintático e semântico por lhes conferir sua ambiguidade essencial, desfigurando as convenções vegetação-mulher anteriormente afirmadas e elaborando um fazer poético inovador | |
| dc.description.abstractother1 | The current thesis tracks the plant presence in the Portuguese fin-de-siècle poetry. Such pathway is separated in between two parts. In the first one, utilizing the works characterized by Pereira (1975) as belonging to the decadent-symbolist movement in Portugal to which I had access, I list the most common metaphors, comparations and personifications present in different works and authors, as shown in their respective subsections along the study. These fitotypical figures present little differences (demonstrated whenever necessary). This derives the conclusion that, in most cases, the flora is represented resorting to a highly conventional discourse, a phenomenon foreseen by Frye (2013) and relatable the concepts of topos (Curtius, 1979), common-place and cliché (Riffaterre, 1973). Besides a few sparse subjects, the main axes on which such tropes structure themselves are the representation of space, of time and of woman. In the second stage, I aim to demonstrate that Camilo Pessanha (1867-1926) appropriates some of these conventions – mostly, those which mix the spatial and feminine representation to plants – linguistically and epistemologically expanding them, however. Beyond the cliché, therefore. Therefore, at the second chapter, the focus shifts entirely to Camilo Pessanha’s Clepsidra, along with Franchetti’s (1994b) critical edition, furthermore embracing his personal epistolary (Pires, 2012) and sparse prose (Pires, 1992). Relying, then, on Jung’s (2014, 2013a, 2013b, 2013c) Archetypical Psychology, I analyze, on Pessanha’s writing, the presence of the archetype pair Animus-Anima, a pair whose first party embodies the intellectual individualist abstraction in opposition to the pulsional indistinct corporeity. Considering that the Anima’s representation frequently takes the shape of womanly figures related to the plant life, I point out the poet’s interest in this psychical instance, both in his prose and his poetry. Such an interest matters not only on the choice of themes in Pessanha’s writing, but also in a syntactic and semantical effort to delegate them their essential ambiguity, deconstructing the aforementioned woman-plant conventions and stablishing an innovative poetry | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19374 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.relation.departament | CLCH - Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas | |
| dc.relation.institutionname | Universidade Estadual de Londrina - UEL | |
| dc.relation.ppgname | Programa de Pós-Graduação em Letras | |
| dc.subject | Simbolismo-Decadentismo Português | |
| dc.subject | Flora | |
| dc.subject | Convenção | |
| dc.subject | Camilo Pessanha | |
| dc.subject | Anima | |
| dc.subject | Poesia portuguesa | |
| dc.subject | Simbolismo | |
| dc.subject | Vegetação | |
| dc.subject | Crítica literária | |
| dc.subject | Arquétipos | |
| dc.subject | Linguagem poética | |
| dc.subject.capes | Lingüística, Letras e Artes - Letras | |
| dc.subject.cnpq | Lingüística, Letras e Artes - Letras | |
| dc.subject.keywords | Portuguese Symbolism-Decadentism | |
| dc.subject.keywords | Flora | |
| dc.subject.keywords | Convention | |
| dc.subject.keywords | Camilo Pessanha | |
| dc.subject.keywords | Anima | |
| dc.subject.keywords | Portuguese poetry | |
| dc.subject.keywords | Symbolism | |
| dc.subject.keywords | Vegetation | |
| dc.subject.keywords | Literary criticism | |
| dc.subject.keywords | Archetypes | |
| dc.subject.keywords | Poetic language | |
| dc.title | Anatomia da flora poética decadentista-simbolista portuguesa e a anima vegetal de Camilo Pessanha | |
| dc.title.alternative | Anatomy of the portuguese decadent-symbolist poetic flora and Camilo Pessanha’s vegetal anima | |
| dc.type | Tese | |
| dcterms.educationLevel | Doutorado | |
| dcterms.provenance | Centro de Letras e Ciências Humanas |
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