Quadros do apagamento: política LGBTQIA+ sem conselho em Maringá

dc.contributor.advisorAlmeida, Carla Cecília Rodrigues
dc.contributor.authorVillela, Hebert de Paula Giesteira
dc.contributor.bancaPereira, Matheus Mazzilli
dc.contributor.bancaGimenes, Éder Rodrigo
dc.contributor.bancaLanza, Fábio
dc.contributor.bancaPereira, Cleyton Feitosa
dc.coverage.extent280 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-04-27T12:31:42Z
dc.date.available2026-04-27T12:31:42Z
dc.date.issued2025-12-04
dc.description.abstractA presente pesquisa investiga as disputas em torno do Projeto de Lei que instituiria o Conselho Municipal dos Direitos da População LGBTQIA+ de Maringá/PR, interpretando-as como expressão de um embate simbólico e político mais amplo sobre cidadania sexual e de gênero no Brasil contemporâneo. A pesquisa leva em conta o descompasso entre a ampliação normativa dos direitos LGBTQIA+ em esfera nacional, impulsionada por decisões judiciais e avanços institucionais desde os anos 2000, e a crescente capacidade de setores conservadores de bloquear políticas públicas, sobretudo na esfera municipal. A escolha de Maringá justifica-se por combinar forte presença religiosa conservadora e histórico de mobilização LGBTQIA+ organizada, configurando um caso paradigmático para compreender os limites da institucionalização em contextos moralmente tensionados. O objetivo geral consiste em analisar como os movimentos locais mobilizaram enquadramentos interpretativos para defender a criação do Conselho e como grupos conservadores produziram contra enquadramentos para inviabiliza-lo. Entre os objetivos específicos destacam-se: examinar estratégias discursivas e simbólicas dos movimentos; analisar contra argumentos religiosos e políticos; investigar o processo legislativo e a cobertura midiática; avaliar a incidência do contexto nacional conservador sobre a arena local; e compreender as estratégias de reorganização pós-derrota. O trabalho focaliza a intensa disputa de significados que atravessou o tramite burocrático e a correlação de forças políticas, na qual quadros de cidadania e direitos humanos foram confrontados por narrativas baseadas na “ideologia de gênero” e na defesa da família tradicional. Essa disputa revelou os limites de estratégias institucionalistas em ambientes conservadores. A metodologia e qualitativa e interpretativa, fundamentada na análise de conteúdo de documentos legislativos, pronunciamentos públicos, matérias jornalísticas, programas de rádio e TV, redes sociais e produções audiovisuais locais. A análise utiliza a abordagem teórico-metodológica dos enquadramentos interpretativos, articulada a estudos brasileiros sobre movimentos sociais e contra movimentos. Os resultados indicam que, embora os movimentos tenham produzido enquadramentos consistentes e ancorados em direitos humanos e democracia participativa, enfrentaram barreiras internas (fragmentação e divergências discursivas) e externas (hegemonia conservadora, uso midiático da “pressão popular” e juridificação da moralidade). Após a derrota legislativa, adotaram estratégias de resiliência interpretativa para preservar sua identidade política e disputar sentidos públicos. A tese contribui ao relacionar os enquadramentos interpretativos as dinâmicas locais de retração democrática e avanço conservador, oferecendo uma leitura relacional e afetiva das lutas por reconhecimento em contextos municipais, ampliando a compreensão sobre os limites e possibilidades da ação coletiva LGBTQIA+ no Brasil atual
dc.description.abstractother1This research examines the disputes surrounding the Bill that would have established the Municipal Council for LGBTQIA+ Rights in Maringa/PR, interpreting them as expressions of a broader symbolic and political struggle over sexual and gender citizenship in contemporary Brazil. The study takes into account the mismatch between the national expansion of LGBTQIA+ rights–driven by judicial decisions and institutional advances since the 2000s–and the growing capacity of conservative sectors to block public policies, particularly at the municipal level. Maringa was chosen as a paradigmatic case because it combines a strong conservative religious presence with a history of organized LGBTQIA+ mobilization, making it a strategic site to understand the limits of institutionalization in morally contested contexts. The general objective is to analyze how local movements mobilized interpretive frames to advocate for the Council’s creation, and how conservative groups produced counter-frames to prevent it. Specific objectives include examining the discursive and symbolic strategies of the movements; analyzing religious and political counter-arguments; investigating the legislative process and media coverage; assessing the impact of the national conservative context on the local arena; and understanding post-defeat reorganization strategies. The analysis focuses on the intense struggle over meanings that intertwined with bureaucratic procedures and political power dynamics, in which citizenship and human rights frames were confronted by narratives based on “gender ideology” and the defense of the traditional family. This dispute revealed the limits of institutionalist strategies in conservative environments. Methodologically, the research adopts a qualitative and interpretive approach, drawing on content analysis of legislative documents, public statements, news articles, radio and television programs, social media, and local audiovisual productions. The theoretical-methodological framework relies on interpretive framing theory, articulated with Brazilian studies on social movements and counter-movements. The findings indicate that, although local movements developed consistent frames anchored in human rights and participatory democracy, they faced internal barriers (fragmentation and discursive divergences) and external obstacles (conservative hegemony, the media’s use of “popular pressure,” and the juridification of morality). Following the legislative defeat, they adopted interpretive resilience strategies to preserve their political identity and contest public meanings. The thesis contributes to the field by connecting interpretive framing processes with local dynamics of democratic backsliding and conservative advance, offering a relational and affective reading of struggles for recognition in municipal contexts and broadening the understanding of the limits and possibilities of LGBTQIA+ collective action in contemporary Brazil
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19195
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCLCH - Departamento de Ciências Sociais
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Sociologia
dc.subjectEnquadramentos interpretativos
dc.subjectContramovimento
dc.subjectLGBTQIA+
dc.subjectMaringá
dc.subjectConselho municipal
dc.subjectMovimentos sociais
dc.subjectConservadorismo
dc.subjectIdeologia de gênero
dc.subjectDireitos humanos
dc.subjectReconhecimento social
dc.subjectAção coletiva
dc.subject.capesCiências Humanas - Sociologia
dc.subject.cnpqCiências Humanas - Sociologia
dc.subject.keywordsFrames
dc.subject.keywordsCountermovement
dc.subject.keywordsLGBTQIA+
dc.subject.keywordsMaringá
dc.subject.keywordsMunicipal council
dc.subject.keywordsSocial movements
dc.subject.keywordsConservatism
dc.subject.keywordsGender ideology
dc.subject.keywordsHuman rights
dc.subject.keywordsSocial recognition
dc.subject.keywordsCollective action
dc.titleQuadros do apagamento: política LGBTQIA+ sem conselho em Maringá
dc.title.alternativePanels of erasure: LGBTQIA+ politics without a council in Maringá
dc.typeTese
dcterms.educationLevelDoutorado
dcterms.provenanceCentro de Letras e Ciências Humanas

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