Suplementação materna com vitamina C preserva a função endotelial da aorta de ratas adultas que foram obesas durante a infância por supernutrição lactacional

Data

2026-04-06

Autores

Rodrigues, Mayra Dias

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Resumo

Resumo: A obesidade infantil está relacionada com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares tanto em crianças quanto em adultos. Mulheres obesas apresentam maior risco de desenvolver essas doenças, que pode estar associado a níveis reduzidos de estrógeno. Estratégias para a prevenção da obesidade infantil e de doenças cardiometabólicas são, portanto, de grande interesse. A vitamina C é uma molécula antioxidante que pode ser utilizada como estratégia preventiva e pode ser transferida da mãe para a prole durante a amamentação. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar se a exposição neonatal à vitamina C durante a lactação poderia prevenir alterações vasculares em ratas provenientes de ninhada reduzida. No terceiro dia pós-natal (DPN), as proles de ratas Wistar foram ajustadas para ninhada normal (NN), com 10 filhotes/mãe, ou ninhada reduzida (NR), com 3 filhotes/mãe, e, as mães receberam suplementação com água (NN e NR) ou vitamina C (NRVITC), na dose de 75 mg/kg/dia, por gavagem, durante o período de lactação. O ganho de peso materno e da prole foi avaliado durante todo o período de suplementação. Após o desmame, foi realizado o acompanhamento da ingestão alimentar e do ganho de peso da prole feminina até a vida adulta. No DPN 120, foram avaliados: pressão arterial e frequência cardíaca, a reatividade vascular da aorta torácica à acetilcolina (ACh) e à fenilefrina (Phe), além da resposta à ACh e ao estrógeno na presença de antagonistas dos receptores de estrógeno a e ß, à ACh na presença dos antagonistas indometacina e S-metil, e a análise de marcadores de estresse oxidativo e do sistema antioxidante na aorta e no soro dos animais. As ratas dos grupos NR e NRVITC apresentaram maior ganho de peso antes e após o desmame até a vida adulta, e o grupo NR apresentou aumento da pressão arterial sistólica. A resposta aórtica a Phe não foi diferente entre os grupos, porém a resposta para ACh foi reduzida nas ratas NR, e restaurada no grupo NRVITC, sem alterações na resposta ao estrógeno, a indometacina e ao S-metil. Por fim, o grupo NRVITC apresentou menor atividade da enzima superóxido dismutase, mas aumento da capacidade antioxidante total por aumento dos níveis de glutationa reduzida e aumento do poder redutor através do método de FRAP, enquanto o grupo NR apresentou menor capacidade antioxidante pelo método ABTS. Em conjunto, esses resultados sugerem que a exposição neonatal à vitamina C é capaz de restaurar a função endotelial em ratas fêmeas advindas de ninhada reduzida, e o mecanismo envolvido nessa recuperação pode estar relacionado com a ação antioxidante da vitamina C

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Palavras-chave

Antioxidante, Estrógeno, Ninhada reduzida, Reatividade vascular, Suplementação materna, Lactação, Doenças cardiovasculares, Animais de laboratório, Ratos wistar

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