Perfil temporal de ativação de neurônios do gânglio da raiz dorsal e células da glia espinais na artrite séptica causada por Staphylococcus aureus em camundongos

Data

2025-02-24

Autores

Barbosa-Costa, Fernanda

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Resumo

Staphylococcus aureus é o principal agente causal da artrite séptica, uma infecção grave caracterizada presença de um agente infeccioso na cavidade articular, gerando dor, inflamação e destruição da articulação. No entanto, ainda não se sabe qual o papel das células da glia nessa infecção. Desta forma, este trabalho teve como objetivo avaliar a participação de células da glia em um modelo de dor e inflamação induzido pela infecção articular causada por S. aureus em camundongos. Para isso, foram utilizados camundongos Swiss machos (20-25g, n=7 por grupo). A artrite foi induzida pela injeção intra-articular (i.a.) de S. aureus (1×107, 10µL) na articulação traseira direita dos camundongos. Hiperalgesia mecânica (Von Frey eletrônico) e térmica (placa quente [52°C]), escore clínico, edema articular e teste de distribuição de peso corporal nas patas traseiras (Static Weight Bearing) foram avaliados nos tempos 0 (basal), 3, 7, 14, 21 e 28 dias após o estímulo. Amostras de medula espinal e DRG foram coletadas para análise de tempo-resposta da ativação de células da glia (astrócitos, micróglia e oligodendrócitos) e neurônios sensoriais (TRPV1+) através da técnica de imunofluorescência para pNFκB e marcadores específicos para cada tipo celular. Ainda, animais foram tratados com α-aminoadipate (100 nmol/animal, intratecal [i.t.]) um inibidor de astrócitos, minociclina (150 µg/animal, i.t.) um inibidor de micróglia e AMG 9810 (100 nmol/animal, i.t.) um antagonista de TRPV1, 7 dias após a indução da artrite. Foi realizada medidas de hiperalgesia mecânica e térmica, e edema nos tempos 0, 3 e 7 dias após o estímulo, e 1, 3 e 5 horas após o tratamento. A infecção por S. aureus induziu hiperalgesia mecânica e térmica, edema articular, aumento no score clínico, desbalanço na distribuição de peso corporal e ativação significativa de astrócitos, micróglia e neurônios TRPV1+. Com a administração dos inibidores seletivos, observou-se redução na hiperalgesia mecânica e térmica em diferentes momentos. Posto isto, este estudo demonstrou pela primeira vez a participação de células da glia da medula espinal no modelo de artrite séptica, mas também o envolvimento de um subconjunto de neurônios do DRG, fornecendo novas perspectivas para o manejo da dor e inflamação

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Palavras-chave

Astrócitos, Dor nas articulações, DRG, Inibidores, Micróglia, Staphylococcus aureus, Artrite séptica - células da glia, Hiperalgesia - inibidores

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