Cirurgia bariátrica em sistemas públicos de saúde: evidências sobre custo-efetividade
Data
2026-05-25
Autores
Menezes, Paula Carolina Rocha
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Resumo
A obesidade severa desafia os sistemas públicos de saúde, associando-se a elevada morbidade, mortalidade e custos socioeconômicos. A cirurgia bariátrica é eficaz, mas o acesso no Sistema Único de Saúde (SUS) permanece limitado por barreiras estruturais e financeiras. A cirurgia bariátrica demonstrou eficácia clínica no manejo da doença, porém, o acesso à cirurgia bariátrica dentro do Sistema Brasileiro de Saúde Pública (SUS) continua limitado devido a barreiras estruturais e financeiras. O objetivo do estudo foi analisar a relação custo-benefício e os benefícios operacionais das técnicas convencionais e laparoscópicas de cirurgia bariátrica no contexto do SUS. O estudo é retrospectivo, observacional e transversal avaliou 61 pacientes operados em 2024, analisando tempo cirúrgico, duração da internação, uso de UTI, custos diretos (consumíveis, OPME-materiais especiais, honorários) e custos indiretos (absenteísmo e custos associados). A média de idade foi 40 anos com 89% dos pacientes mulheres. A técnica laparoscópica apresentou melhor desempenho: menor tempo operatório, internação, uso de UTI, absenteísmo e custos indiretos. Apesar de OPME mais caros, os custos totais por paciente foram semelhantes entre as técnicas. Conclui-se que a via laparoscópica oferece vantagens clínicas e operacionais no contexto do SUS.
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Palavras-chave
Cirurgia Bariátrica, Custo-Efetividade, Laparoscopia, Política de Saúde Pública, Custo-benefício, Saúde pública