(Des)enlaces amorosos mediados pelo virtual: vivências de mulheres em aplicativos de relacionamento

Data

2026-03-20

Autores

Canezin, Ana Julia Milani

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Resumo

O amor é inseparável da cultura e dos modos pelos quais as práticas amorosas são vivenciadas e significadas. Nesse sentido, não é possível conceber o amor como um significado único, mas sim como atrelado aos movimentos subjetivos de uma época, articulados também aos movimentos sociais e políticos, inclusive no que diz respeito à história das mulheres. Nesse horizonte, a pesquisa adotou como recorte a escuta de mulheres quanto às suas vivências em aplicativos de relacionamento. No contemporâneo atravessado pelo neoliberalismo e pelos objetos de consumo, como os aplicativos de relacionamento, estudos apontam que há efeitos de fragilização dos laços, o que corrobora um mal-estar do desenlace, frequentemente relatado nas experiências em aplicativos. A psicanálise transmite, por outro lado, que o enlace amoroso nunca é completo, mas faltoso, tendo em vista que, no amor, se trata de dar o que não se tem. Diante disso, a presente pesquisa partiu do questionamento: de quais modos os usos de aplicativos de relacionamento podem se articular aos movimentos de (des)enlace amoroso na experiência de mulheres? A partir do método psicanalítico e de entrevistas como instrumento de pesquisa, o estudo identificou que os usos dos aplicativos de relacionamento parecem acompanhar os movimentos de (des)enlace amoroso das mulheres entrevistadas. Nesse contexto, o aplicativo pode ultrapassar a função de mediação virtual, ocupando o lugar de objeto de investimento para as mulheres entrevistadas, isto é, o objeto com o qual se relacionam, cujos usos produzem (in)satisfações

Descrição

Palavras-chave

Aplicativos de Relacionamento, Laço Amoroso, Mulheres, Psicanálise, Laço Social, Amor

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