Interação no contexto forense : linguagem e argumentação no gênero interrogatório
dataload.collectionmapped | 02 - Mestrado - Estudos da Linguagem | pt_BR |
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dc.contributor.advisor | Cordeiro, Isabel Cristina [Orientador] | pt_BR |
dc.contributor.author | Curti, Josyelle Bonfante | pt_BR |
dc.contributor.banca | Machado, Rosemeri Passos Baltazar | pt_BR |
dc.contributor.banca | Santos, Givan José Ferreira dos | pt_BR |
dc.coverage.spatial | Londrina | pt_BR |
dc.date.accessioned | 2024-05-01T14:18:54Z | |
dc.date.available | 2024-05-01T14:18:54Z | |
dc.date.created | 2019.00 | pt_BR |
dc.date.defesa | 29.04.2019 | pt_BR |
dc.description.abstract | Resumo: Uma vez que o homicídio possui significados, analisar os discursos dele provenientes, como aqueles proferidos no gênero interrogatório, é tarefa imprescindível para que o crime seja compreendido e possivelmente solucionado e que o réu receba a adequada sentença Visto que estamos circundados por palavras e é na linguagem que se estabelece a interação, no âmbito forense não poderia ser diferente, porém, além do bom uso da língua dos advogados e dos magistrados, a linguagem do réu e o modo como ele opera escolhas linguísticas, almejando determinados resultados, é ainda mais fundamental na condução e na conclusão dos processos penais, pois, aqui, a língua se torna evidência Sabendo que a criminalidade vem crescendo, tentar compreender esse fenômeno por meio da linguagem é uma forma de entender, além da maneira como o homem se comporta, ainda, como a língua funciona em diferentes contextos, já que a argumentação está presente em todo e qualquer discurso e é intenção/recurso nítido no âmbito judiciário, principalmente para os interrogados, posto que o interrogatório é o momento de esclarecimento dos fatos e de garantia dos direitos de fala Se o homicídio é o crime maior, a extirpação da vida humana, o interrogatório, como texto do gênero argumentativo da esfera jurídica/forense, é, ao mesmo tempo, meio de prova e meio de defesa, permitindo ao réu explicar seu ponto de vista ao passo que o juiz colhe dados para seu convencimento na definição de uma sentença Assim, com o objetivo geral de refletir sobre os recursos argumentativos empregados em depoimentos de réus julgados por homicídio e de que modo isso se concretiza, baseamo-nos nos princípios teóricos da Semântica Argumentativa e da Análise do Discurso pra conduzir as análises Valendo-nos de uma metodologia de cunho bibliográfico e caráter descritivo-analítico, guiamo-nos pela questão: Quais recursos argumentativos são utilizados pelos réus e que efeitos essa argumentação produz na resolução de crimes e na aplicação de sentenças? Para tanto, o córpus se constitui de interrogatórios de réus julgados por homicídio fornecidos pela 1ª Vara Criminal do Fórum Criminal de Londrina-PR Podemos depreender, então, que todo discurso é argumentativo justamente porque a linguagem é uma forma de ação sobre o outro Desse modo, nos casos analisados, percebemos que, a partir do uso de operadores argumentativos, especialmente de dêiticos e de advérbios de negação, em ambos os casos analisados a argumentação foi utilizada principalmente em nome do ethos e do pathos, com a finalidade de despertar no auditório uma reação à ação discursiva dos réus, como a atenuação da condenação ou a absolvição Portanto, enquanto no Caso 1 percebemos que os argumentos foram empregados rumo a uma atenuação da culpa do réu, no Caso 2 foram empregados rumo a um reconhecimento de inocência | pt_BR |
dc.description.abstractother1 | Abstract: Since homicide has meanings, analyze the discourses from it, such as that uttered in the questioning, is an essential task for the crime to be understood and possibly solved and for the defendant to get an appropriate sentence As we are enclosed by words and it is in language that the interaction is established, in the forensic field it could not be different, nevertheless, however, besides the good use of the lawyers and magistrates language, the defendant’s language and the way he leads linguistics choices aiming given effects is even more fundamental in conduction of criminal proceedings, since, in this context, the language becomes evidence Knowing that criminality is growing, attempt to understand that phenomenon through the language is a way to understand, besides how man behaves, also how the language works in different contexts, since the argumentation is present in every discourse and is the clear intention/asset in the judicial sphere, mainly for the defendant, since the questioning is the moment of clarification of the facts and of guarantee of the rights of speech If homicide is the supreme crime, an extirpation of human life, questioning, as a text of the argumentative genre of the forensic field, is at the same time an evidence and a defense resource, allowing the defendant to explain his point of view as the judge gathers data for his persuasion in the definition of a sentence Thus, with the general objective of reflecting on the argumentative resources employed in the statements of defendants judged by homicide and in what way this materializes, we rely on the theoretical principles of Argumentation Semantics and of Discourse Analysis to lead the analysis Under a bibliographical descriptive-analytic methodology, we guide ourselves by the question: Which argumentative sources are used by the defendants and what effects does this argumentation have on the resolution of crimes and on the application of sentences? In order to do so, the corpus consists of questionings of defendants judged for homicide and provided by the 1st Criminal Court of the Criminal Forum of Londrina-PR Thereby, from the use of argumentative operators, especially deictics and adverbs of negation, in both cases the argumentation was used mainly in the name of ethos and pathos, in order to awaken in the audience a reaction to the discursive action of the defendants, such as mitigation of conviction or acquittal Therefore, while in Case 1 we perceive that the arguments were employed in order to attenuate the defendant's guilt, in Case 2 they were used in order to a recognize of innocence | pt_BR |
dc.description.notes | Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Universidade Estadual de Londrina, Centro de Letras e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem | pt_BR |
dc.identifier.uri | https://repositorio.uel.br/handle/123456789/13794 | |
dc.language | por | |
dc.relation.coursedegree | Mestrado | pt_BR |
dc.relation.coursename | Estudos da Linguagem | pt_BR |
dc.relation.departament | Centro de Letras e Ciências Humanas | pt_BR |
dc.relation.ppgname | Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem | pt_BR |
dc.subject | Linguística | pt_BR |
dc.subject | Ethos | pt_BR |
dc.subject | Interrogatórios | pt_BR |
dc.subject | Homicídio | pt_BR |
dc.subject | Linguistics | pt_BR |
dc.subject | Interrogatories | pt_BR |
dc.subject | Homicide | pt_BR |
dc.title | Interação no contexto forense : linguagem e argumentação no gênero interrogatório | pt_BR |
dc.type | Dissertação | pt_BR |
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