Contribuições das escalas : SPICT- BR, Morse, Braden e Sistema de Classificação de Pacientes na implantação do serviço de cuidado paliativo
Data
2024-04-03
Autores
Sakaue, Ruth Akemi
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Resumo
Anualmente, cerca de 20 milhões de pessoas no mundo necessitam de cuidados paliativos no seu último ano de vida, porém apenas 14% realmente recebem assistência adequada. No Brasil, cuidados paliativos (CP) ainda é restrito, verifica-se a necessidade de ampliar o olhar para as possibilidades dessa vertente do cuidado pouco explorada pelas equipes de saúde. Objetivo: Analisar as contribuições das escalas SPICT-BR, Morse, Braden e SCP na implantação do serviço de cuidado paliativo. Método: Trata-se de um estudo de análise documental com metodologia narrativa que descreve as etapas de implantação de uma unidade de cuidado paliativo como um projeto piloto, realizado em unidade de terapia intensiva. O segundo estudo trata-se de um estudo transversal, descritivo de natureza quantitativa. Foi construído um instrumento para caracterização dos pacientes internados contendo as quatro escalas somadas a utilização do uso do ventilador mecânico e presença de familiares. Os dados foram coletados do prontuário do paciente e pela observação do paciente internado. Foram avaliados 256 pacientes internados. Resultados: Durante o projeto piloto, foram estabelecidos a criação da equipe, o fluxo de atendimento e interação da equipe com a família e paciente, os critérios e tempo de encaminhamento do paciente da unidade de terapia intensiva para a unidade de internação médico-cirúrgica para que o paciente pudesse ser acompanhado pela família e pela equipe de cuidados paliativos, e, o relato das características do atendimento à 11 pacientes. Para a classificação do perfil dos pacientes, foram analisados 256 pacientes. 44,9% apresentaram SPICT positivo com critérios para indicação aos cuidados paliativos. Desses 55,9% residiam em Londrina, 124 eram do sexo feminino (48,4%). A média da idade foi 56 anos, sendo a idade considerada foi mínima de 18 anos e máxima 97 anos. O tempo médio de internação foi de 13 dias. Houve associação do grau de dependência do cuidado intensivo e semi-intensivo, do alto risco de queda e da formação da lesão por pressão ao paciente com SPICT elegível ao cuidado paliativo, principalmente relacionado às pessoas com doenças neurológicas, cardiovasculares, renais e respiratória com sintomas persistentes, associado ao risco de queda, a formação de lesão por pressão e ao uso de ventilador mecânico. Comorbidades frequentes para hipertensão e hipotireoidismo. Conclusão: No que se refere ao projeto piloto, conclui-se que, devido perfil dos pacientes atendidos e porte do hospital, foi imprescindível a criação da unidade de cuidados prolongados, pois com a liberação de leitos de UTI’s gera economia de recursos, oferece chance de recuperação aos pacientes que tem prognóstico de cura e principalmente um atendimento humanizado e especializado aos que necessitam de CP. Ao analisar o perfil dos pacientes, observou-se que houve uma associação da eleição ao cuidado paliativo vinculada a doenças neurológicas, cardiovasculares, renais e respiratória com sintomas persistentes e a alta dependência do cuidado de enfermagem associado ao risco de queda, a formação de úlcera de pressão e ao uso de ventilador mecânico. Estas informações impactam no dimensionamento de pessoal e na qualidade da assistência referente a equipe de enfermagem.
Descrição
Palavras-chave
Cuidados paliativos, Unidade de terapia intensiva, Acidentes por quedas, Lesão por pressão, Cuidados de enfermagem, Serviços de saúde, Ventilação mecânica