Human primate interface in urban fragments: exploring perceptions
Data
2026-04-24
Autores
Cavichia, Rafaela Guglak
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Resumo
As interações entre primatas humanos e não humanos em fragmentos florestais urbanos podem resultar em diferentes percepções daqueles que trabalham, estudam ou praticam atividades de lazer nesses locais. O objetivo deste estudo é avaliar as percepções humanas sobre grupos independentes de macacos-prego, Sapajus nigritus cucullatus, em dois fragmentos florestais urbanos: Parque Municipal Arthur Thomas (PMAT) e Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do Paraná, Brasil. Através da etnoprimatologia, propusemos as seguintes hipóteses: (H1) os padrões de percepção humana dos macacos-prego variam entre as matrizes da paisagem urbana; (H2) os fatores sociodemográficos estarão associados à variação na percepção humana; (H3) os indivíduos que consomem conteúdos de mídia social relacionados com primatas diferem na sua percepção em comparação com aqueles que não o fazem. O processo de coleta de dados foi realizado entre setembro de 2023 e dezembro de 2024. Questionários semiestruturados com 30 perguntas foram aplicados de forma oportunística a fim de elucidar as percepções dos seres humanos em relação ao fragmento florestal, aos animais selvagens e, especificamente, aos macacos locais. A análise qualitativa e quantitativa foi realizada utilizando métodos etnoprimatológicos, incluindo análise de conteúdo e criação de índice com base nas pontuações de cada resposta. Um total de 194 questionários foram aplicados, 98 no PMAT e 96 na UEL. O Índice de Percepção variou de 0 a 3, com uma média de 1,99 (DP = 0,42), indicando uma tendência para percepções positivas e com tendência ao antropomorfismo. Contrariamente às expectativas, não foi encontrada diferença estatisticamente significativa no índice médio de percepção entre as pessoas entrevistadas nas duas áreas. Em relação às variáveis sociodemográficas, níveis mais altos de escolaridade e nenhuma afiliação religiosa foram os preditores significativos em relação a um índice de percepção mais positivo, enquanto área, idade e gênero não foram significativos. o consumo de conteúdo relacionado a primatas em mídias sociais não demonstrou associação significativa com as percepções dos entrevistados. Esse consumo foi semelhante entre as áreas, com predominância do Instagram, seguido pelo TikTok. Estes resultados contribuem para a compreensão da interface humano-macaco em contextos urbanos e fornecem dados para o desenvolvimento de estratégias de comunicação, educação e conservação mais eficazes, focadas na coexistência.
Descrição
Palavras-chave
Macaco-prego, Questionário, Mídia, Vida selvagem urbana, Percepção