Feminismo possível na Folha de Londrina da década de 1970: o trabalho das mulheres da Folha Feminina

Data

2026-07-31

Autores

Trevisan, Bárbara Roberta Almeida

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Resumo

O objetivo desta pesquisa é investigar o que foi publicado em exemplares do caderno feminino da Folha de Londrina no decorrer de 1970 a 1975. Historicamente, o jornalismo foi uma das principais portas de entrada das mulheres na esfera pública e para a autoria feminina. Em sociedades marcadas por fortes estruturas de gênero, a imprensa, principalmente jornais e cadernos femininos, possibilitou que autoras escrevessem, ainda que muitas vezes sob pseudônimos ou em seções consideradas menores. No entanto, no Paraná as mulheres, em sua maioria, não criaram periódicos voltados ao público feminino, a participação das paranaenses foi, predominantemente, em jornais tradicionais e hegemônicos, portanto, existe uma necessidade de pesquisas em relação a autoria feminina nestes periódicos. Pensando no jornalismo da década de 1970, deve-se destacar a repressão e censura sofridas por jornais e jornalistas em decorrência da ditadura militar brasileira. Assim, para o estudo das formas de jornalismo exercidas pelas escritoras brasileiras e paranaenses nos ancoraremos em autores como Duarte (2023), Kucinski (1991) e Rocha e Woitowicz (2018) e para a análise do conteúdo das publicações Beauvoir (1967), Friedan (2025), Woolf (2014) entre outros. A Folha de Londrina contratou suas primeiras jornalistas entre o fim da década de 1960 e início de 1970: Linda Bulik, Teresa Urban e Joana Lopes, que não trabalharam no caderno feminino, além de Christiani Helena e Rose Arruda, que foram responsáveis pela Folha Feminina em épocas diferentes. Além do perceptível objetivo de manutenção da vida da mulher como rainha do lar, é possível encontrar matérias de cunho informativo acerca do movimento de libertação da mulher e sobre a participação das mulheres na vida pública. O que se destaca na pesquisa é o apagamento simbólico sofrido pelas jornalistas do periódico analisado, a grafia equivocada de nomes, quantidade escassa de homenagens e textos jornalísticos sobre essas mulheres contribuem para a invisibilidade e apagamento de colaboradoras.

Descrição

Palavras-chave

Folha de Londrina, Folha Feminina, Autoria feminina, Jornalismo, Apagamento, Mulheres na imprensa, Feminismo

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