Obtenção de duplo haploides em milho superdoce tropical via imersão de plântulas recém germinadas em diferentes agentes antimitóticos e tempos de exposição

Data

2025-02-21

Autores

Lucena, Vitor Joaquim de

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Resumo

A tecnologia duplo-haploide (DH) reduz o tempo de produção de linhagens completamente homozigotas de milho para duas a três gerações, enquanto o processo convencional por autofecundações requer seis a oito ciclos. Apesar desta vantagem, há poucos relatos na literatura sobre o uso de DH’s em milho superdoce, incluindo estudos de métodos, tempos de exposição e temperaturas ideais para duplicação cromossômica. Os objetivos foram: a) identificar o potencial de indução do indutor F1 (CIM2GTAIL-P1 x CIM2GTAIL-P2) em oito populações de milho superdoce tropical; b) determinar limites e efeitos dos tempos de imersão de sementes recém-germinadas (ISG) para taxa de sobrevivência, em soluções com diferentes agentes antimitóticos e em água à 0, 17 e 25 ºC; c) determinar a eficiência do método de duplicação cromossômica ISG em milho superdoce tropical, utilizando diferentes soluções antimitóticas, temperaturas e tempos de exposição. Oito populações de milho superdoce foram polinizadas pelo indutor F1, para obtenção das sementes haploides putativas (SHP’s) e estimar as taxas de indução. Um experimento com ISG em água à temperatura 0, 17 e 25 ºC, em diferentes tempos de exposição, foi realizado para determinar as taxas de sobrevivência em cada combinação de temperatura e tempo. O segundo experimento utilizou os tratamentos de ISG em água à 0 e17 ºC (ISGA0ºC e ISGA17ºC), e soluções de colchicina (ISGC17ºC), amiprofós-metil + pronamide (ISGAP17ºC) e pronamide (ISGP17ºC), em diferentes tempos de imersão, empregando o delineamento inteiramente casualizado, para estimar as taxas de sobrevivência e estabelecer tempos limites de imersão dos tratamentos por meio de curvas de regressão. A partir dos resultados deste experimento foram estabelecidos os tempos de exposição de 12 horas para ISGA17ºC, ISGC17ºC e ISGAP17ºC, 10 horas para ISGP17ºC e 36 horas para ISGA0ºC. As SHP’s de oito populações de milho superdoce e estes cinco tratamentos de ISG, em conjunto o método de imersão de raízes até a coroa da plântula (IR), foram avaliados em um experimento fatorial 8x6, empregando o delineamento de blocos casualizados, em duas casas de vegetação. O indutor F1 apresentou taxa média de indução em milho superdoce tropical (14,6%) semelhantes aos melhores indutores temperados em cruzamento com milho comum. A temperatura e o tempo de exposição foram os fatores que mais influenciaram na taxa de sobrevivência, superando os efeitos deletérios dos agentes antimitóticos. A temperatura 17 ºC permitiu maior tempo de imersão em soluções antimitóticas e com maior taxa de sobrevivência em relação a temperatura de 25 ºC. Os tempos de imersão por 10 e 12 horas, nos tratamentos ISGP17ºC e ISGAP17ºC, promovem elevadas taxas de duplicação cromossômica, mas apresentam relativamente baixas estimativas de taxa de sucesso geral, devido à alta mortalidade, sugerindo a necessidade de reduzir os tempos de imersão. O tratamento com água a 0 ºC não apresentou efeito benéfico para o aumento da taxa de duplicação cromossômica. Os herbicidas APM e pronamide são eficientes alternativas à colchicina para duplicação cromossômica empregando o método ISG

Descrição

Palavras-chave

Zea mays L. var. saccharata, Duplicação cromossômica, Amiprofós- metil, Pronamide, Colchicina, Milho doce (Zea mays L. var. saccharata) - duplicação cromossômica, Milho superdoce - tecnologia de duplo-haploide - melhoramento de plantas

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