Anatomia do xilema secundário de mudas de espécies usadas na restauração
Data
2025-12-08
Autores
Ambrosio, Carlos Eduardo Rodrigues
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Resumo
A restauração ecológica tem como um dos métodos o plantio de mudas. Conhecer as características anatômicas das espécies utilizadas nessa prática pode ser uma ferramenta para compreender a performance das mudas, principalmente em relação déficit hídrico. Nesse sentido, o xilema secundário se torna um tecido chave para essa compreensão, pois conduz água ao longo do corpo das plantas, realiza o armazenamento de substâncias e promove a sustentação mecânica. Assim, os objetivos deste trabalho foram compreender como as mudas de espécies nativas utilizadas na restauração investem nos tecidos caulinares; e verificar, a partir da anatomia do xilema secundário, como mudas investem em condução de água, reserva e sustentação. Para tal, foram utilizadas 12 mudas, produzidas em viveiro, das espécies Cecropia pachystachya Trécul; Colubrina glandulosa Perkins; Eugenia uniflora L.; Ficus adhatodifolia Schott in Spreng; e Genipa americana L. As porções basais do caule dos indivíduos foram fixados em FAA50 e submetidas a técnicas histológicas usuais. Em secção transversal, o caule das mudas apresenta periderme como tecido de revestimento e alto investimento nos tecidos vasculares, apresentam amiloplastos no parênquima do córtex, xilema e medula. Essas características anatômicas evidenciam que, ainda no estágio de muda, as espécies investem significativamente em reserva e sustentação, enquanto a proporção de vasos pode indicar estratégias mais ou menos conservativas contra o déficit hídrico. Em conjunto, esses padrões contribuem para compreender como mudas nativas apresentam diferentes estratégias anatômicas para lidar com limitações hídricas, fornecendo subsídios para a seleção de espécies mais adequadas a projetos de restauração em ambientes sujeitos à seca.
Descrição
Palavras-chave
Anatomia caulinar, Espécies nativas, Floresta Estacional Semidecidual, Mata Atlântica, Resistência à seca