04 - Graduação - Ciências Biológicas
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Navegando 04 - Graduação - Ciências Biológicas por Assunto "Atlantic Forest"
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Item Anatomia do xilema secundário de mudas de espécies usadas na restauração(2025-12-08) Ambrosio, Carlos Eduardo Rodrigues; Torezan, Jose Marcelo; Medri, Cristiano; Rodrigues, Larissa Cerqueira Dias; Nascimento, Marcela Blagitz Ferraz doA restauração ecológica tem como um dos métodos o plantio de mudas. Conhecer as características anatômicas das espécies utilizadas nessa prática pode ser uma ferramenta para compreender a performance das mudas, principalmente em relação déficit hídrico. Nesse sentido, o xilema secundário se torna um tecido chave para essa compreensão, pois conduz água ao longo do corpo das plantas, realiza o armazenamento de substâncias e promove a sustentação mecânica. Assim, os objetivos deste trabalho foram compreender como as mudas de espécies nativas utilizadas na restauração investem nos tecidos caulinares; e verificar, a partir da anatomia do xilema secundário, como mudas investem em condução de água, reserva e sustentação. Para tal, foram utilizadas 12 mudas, produzidas em viveiro, das espécies Cecropia pachystachya Trécul; Colubrina glandulosa Perkins; Eugenia uniflora L.; Ficus adhatodifolia Schott in Spreng; e Genipa americana L. As porções basais do caule dos indivíduos foram fixados em FAA50 e submetidas a técnicas histológicas usuais. Em secção transversal, o caule das mudas apresenta periderme como tecido de revestimento e alto investimento nos tecidos vasculares, apresentam amiloplastos no parênquima do córtex, xilema e medula. Essas características anatômicas evidenciam que, ainda no estágio de muda, as espécies investem significativamente em reserva e sustentação, enquanto a proporção de vasos pode indicar estratégias mais ou menos conservativas contra o déficit hídrico. Em conjunto, esses padrões contribuem para compreender como mudas nativas apresentam diferentes estratégias anatômicas para lidar com limitações hídricas, fornecendo subsídios para a seleção de espécies mais adequadas a projetos de restauração em ambientes sujeitos à seca.Item Atropelamento de mamíferos em trechos de duplicação no Estado do Paraná(2025-12-09) Galdin, Vitória Aparecida; Magnoni, Ana Paula Vidotto; Martins, Leandro Luis; Lovato, David Lins Fernandes Leiroza; Lovato, David Lins Fernandes LeirozaO Brasil possui a maior diversidade de mamíferos do mundo, com 785 espécies. Ao longo dos últimos séculos esta biodiversidade vem sofrendo declínio populacional, sendo os atropelamentos uma fonte de mortalidade direta para o grupo. O estudo teve como objetivo avaliar a mortalidade de mamíferos por atropelamento em trechos de duplicação das rodovias PR-445 e BR-163, identificando padrões de ocorrência e avaliando a influência de fatores ecológicos, ambientais e paisagísticos na composição das espécies afetadas. Os dados utilizados foram disponibilizados pelo Instituto Água e Terra (IAT) e abrangem os registros obtidos nos trechos monitorados das rodovias ao longo dos períodos de monitoramento realizados durante as obras de duplicação. Foi utilizado o mapa de calor do tipo Kernel para identificar hotspots de atropelamento. Para cada espécie foi consultado o status de conservação. As relações entre variáveis biológicas e ambientais foram avaliadas por PERMANOVA e representadas por meio de ordenação NMDS no software R. Foram registrados 351 atropelamentos, abrangendo 23 espécies de mamíferos. Carnivora, Cingulata e Rodentia foram as ordens mais afetadas, com destaque para Canidae, Dasypodidae e Didelphidae. As espécies mais atingidas foram D. novemcinctus, C. familiaris, L. europaeus, C. spinosus e N. nasua. A PR-445 concentrou mais ocorrências e presença de domésticos, enquanto a BR-163 registrou sobretudo espécies silvestres e invasoras. A PERMANOVA indicou efeitos significativos de dieta, hábito, uso do solo, clima, fase lunar e ano. Os atropelamentos revelam um forte impacto sobre os mamíferos nativos, com maior ocorrência registrada para D. novemcinctus, C. spinosus, N. nasua. A espécie invasora L. europaeus também foi amplamente registrada. As diferenças entre rodovias refletem o uso do solo e o contexto ambiental. A PERMANOVA indica influência de dieta, hábito e paisagem na composição das espécies atingidas. Os resultados reforçam a urgência de medidas de mitigação eficazes e de monitoramento contínuo para reduzir a mortalidade e orientar ações de conservaçãoItem Definição de parâmetros acústicos para descrição de vocalizações de morcegos insetívoros (Chiroptera: Mammalia)(2025-02-17) Gomes, Laís Corrêa Guimarães; Lima, Marcos Robalinho; dos Anjos, Luiz; Farneda, Fábio Zanella; Otálora-Ardila, AídaOs quirópteros desempenham inúmeras funções no ecossistema. Por exemplo, os morcegos insetívoros, contribuem diretamente no controle de populações de insetos e herbivoria. Apesar da alta riqueza dos morcegos insetívoros em ambientes Neotropicais, são um grupo sub-representado no monitoramento da biodiversidade. Devido às habilidades sensoriais refinadas de ecolocalização, eles raramente são capturados em redes de neblina. A utilização de métodos complementares, como o monitoramento acústico, aumenta a probabilidade de obter informações sobre a presença e atividade de morcegos insetívoros. Esse trabalho se propôs a criar uma biblioteca acústica para os morcegos insetívoros em locais do sítio PELD-MANP, que incluem sítios de restauração e fragmentos florestais dentro da Mata Atlântica. No total, foram encontradas 13 espécies e 4 sonotipos (termo utilizado para quando não é possível a identificação precisa da espécie) das famílias Molossidae e Vespertilionidae. Para a família Molossidae foram identificadas espécies e sonotipos dos gêneros Eumops (E. glaucinus, E. perotis e um sonotipo), Molossops (M. temminckii), Cynomops (um sonotipo), Molossus (M. Molossus e M. rufus) e o sonotipo Nyctinomops/Tadarida (N. laticaudatus/T. brasiliensis). No caso da família Vespertilionidae, dos gêneros Neoeptesicus (N. brasiliensis e N. furinalis), Lasiurus (L. blossevillii e L. villosissimus) e Myotis (M. albescens, M. lavali, M. nigricans, M. riparius e um sonotipo). Para todas as espécies e sonotipos identificados se apresenta a descrição de parâmetros de tempo, frequência e estrutura do pulso, além da apresentação de sonogramas e oscilogramas. Esses dados serão disponibilizados na forma de biblioteca acústica online e aberta no repositório do Laboratório de Ecologia Evolutiva e Conservação, tornando-se referência para o sítio PELD-MANP e locais de Floresta Estadual Semidecidual, contribuindo para o aprofundamento dos estudos de quirópteros e consequentemente para trabalhos de manejo e conservação dessas espécies.Item Influência de árvores invasoras sobre a biomassa nativa em floresta ombrófila mista secundária(2025-12-08) Modesto, Rian Marcos; Torezan, Jose Marcelo Domingues; Tiepo, Angélica Nunes; Rodrigues, Larissa Cerqueira DiasAs mudanças climáticas representam um dos principais desafios da humanidade na atualidade, fortemente impulsionadas pela queima de combustíveis fósseis e pela supressão de florestas. Nesse contexto, o mercado de créditos de carbono se apresenta como uma estratégia de mitigação, promovendo mecanismos de financiamento para a preservação de ecossistemas como a Floresta Ombrófila Mista (FOM), altamente ameaçada e fragmentada. Entretanto, a presença de espécies não-nativas invasoras, como Pinus e Eucalyptus, tem provocado impactos negativos nesses fragmentos, alterando a disponibilidade de recursos e a composição da vegetação nativa remanescente, o que pode influenciar os estoques de carbono a longo prazo. O presente estudo teve como objetivo investigar a influência dessas espécies invasoras sobre os estoques de biomassa lenhosa nativa acima do solo em um fragmento secundário de Floresta Ombrófila Mista, localizado na Reserva Particular do Patrimônio Natural Monte Sinai, no município de Mauá da Serra, Paraná. Foram amostradas 15 parcelas, analisadas conforme a presença ou influência de espécies invasoras, nas quais foram mensurados indivíduos arbóreos com diâmetro à altura do peito (DAP) ≥ 5 cm. A biomassa foi estimada a partir de equações alométricas, e os dados gerados foram analisados por meio de um Modelo Linear Generalizado (GLM) com distribuição Gamma. Os resultados indicaram ampla variação nos valores de biomassa nativa entre as parcelas, com tendência de redução nas áreas sob a presença ou influência de invasoras, sugerindo um sutil efeito negativo sobre a biomassa nativa. Apesar disso, a diferença observada não foi estatisticamente significativa. Fatores ambientais não contemplados no modelo, como o relevo e os efeitos de borda, podem ter influenciado os padrões registrados. Assim, embora não tenham sido detectadas diferenças significativas, este trabalho reforça a importância de estudos sobre os efeitos de espécies invasoras na biomassa nativa, ressaltando a necessidade de ampliação das investigações sobre o tema, bem como da adoção de abordagens analíticas integradas a outras variáveis relevantes em pesquisas futuras.Item Levantamento de espécies de peixes de água doce das drenagens costeiras do Paraná, Brasil(2025-12-01) Silva, Mellyssa Oliveira Molin da; Jerep, Fernando Camargo; Rocha, Juliana Delatim Simonato; Lima Filho, Humberto deFoi realizado o levantamento de espécies de peixes de água doce da região costeira do Paraná, Brasil, dentro do bioma de Mata Atlântica. Foram estudados peixes já depositados no Museu de Zoologia da UEL através de análise morfológica para identificação das espécies com auxílio de literatura especializada. O inventário resultou num número total de 68 espécies, sendo 16 espécies de Loricariidae, 13 espécies de Crenuchidae, 12 espécies de Characidae, 6 espécies de Poecilidae, 5 espécies de Cichlidae, 5 espécies de Callichthyidae, 3 espécies de Heptapteridae, 2 espécies de Erythrinidae, 2 espécies de Gymnotidae, 2 espécies de Parodontidae, e somente 1 espécie das famílias Curimatidae, Pimelodidae, Pseudopimelodidae, Rivulidae, Synbranchidae e Trichomycteridae. A espécie mais abundante presente nesse estudo foi Phalloceros, com 51 aparecimentos em coletas, totalizando em 588 indivíduos presentes na coleção, já os mais raros foram: Kryptolebias e Leptolebias aparecendo 1 vez, Apareiodon, Atlantirivulus e Rhamdioglanis, aparecendo 2 vezes. Os registros foram mapeados resultando na elaboração de mapas de distribuição. Também foram elaboradas chaves de identificação baseadas em caracteres morfológicos, juntamente com o registro fotográfico das espécies. A identificação precisa de espécies de coleções biológicas, bem como o estudo de sua distribuição ao longo do tempo, são pré-requisitos fundamentais para caracterização do grau de ameaça das espécies, bem como subsidiar medidas de preservação ambiental e manejo de fauna.Item Riqueza e composição de aves associadas a agrupamentos de bambu no Parque Nacional do Iguaçu.(2024-05-09) Bortolloti, Matheus Eduardo; Anjos, Luiz dos; Araújo, Carlos Barros de; Birindelli, José Luís OlivanOs bambus, conhecidos por seu ciclo de vida peculiar, são importantes componentes dos ecossistemas tropicais, incluindo a Mata Atlântica. Em várias regiões tropicais do mundo aves dependem de agrupamentos de bambu, especialmente espécies consideradas especialistas para esse micro-habitat. Neste estudo focamos na riqueza e composição das comunidades de aves associadas a agrupamentos de bambu no Parque Nacional de Foz do Iguaçu (PNI) usando gravadores autônomos durante as diferentes fases reprodutivas (floração, frutificação inicial e frutificação final) da espécie de bambu Guadua trinii, a qual frutifica apenas a cada trinta anos. Nossos resultados revelaram que a riqueza não variou entre as áreas de bambu em seus diferentes estágios de reprodução e as respectivas áreas controle. Porém, a composição das comunidades de aves foi significativamente diferente entre as áreas com bambu e controle. As famílias Tyrannidae, Thraupidae e Furnariidae foram as mais representadas nas áreas de bambu. Na verdade, 59% das espécies de Tyrannidae, 52% de Thraupidae e 40% das espécies de Furnariidae do PNI foram registradas nas áreas de bambu. Nossos dados sugerem que que várias espécies não associadas a bambus pela literatura devam ser incluídas nesse hall, como Arremon flavirostris, Crax fasciolata e Tolmomyias sulphurescens. A espécie Paraclaravis geoffroyi especialista em sementes de bambu não foi registrada neste estudo, o que pode significar que ela esteja extinta localmente. A conservação desses habitats é crucial e urgente, especialmente para aves especialistas em sementes de bambu.Item Riqueza e diversidade funcional prevista e observada de aves em três tipos de floresta na Mata Atlântica do sul do Brasil(2025-02-17) Rodrigues, Gabriely Maciel; Anjos, Luiz dos; Farneda, Fábio Zanella; Birindelli, José Luís OlivanA Mata Atlântica é um dos biomas mais biodiversos do mundo e o segundo com maior número de espécies de aves no Brasil. No sul do país, variações em altitude, temperatura e precipitação criam um gradiente ambiental que forma três tipos florestais: floresta ombrófila densa, floresta ombrófila mista e floresta estacional semidecidual. Cada formação reflete condições climáticas e ambientais específicas, influenciando diretamente a riqueza e a diversidade funcional das comunidades de aves. Estudos sobre essas comunidades utilizando abordagens tradicionais geralmente não consideram diferenças funcionais entre as espécies, limitando a compreensão de seu funcionamento ecológico. Abordagens baseadas na diversidade funcional, por outro lado, integram os papéis ecológicos das espécies e permitem uma análise mais abrangente de suas interações e funções nos ecossistemas. No entanto, estudos que investiguem comunidades de aves sob a perspectiva funcional ao longo de gradientes ambientais naturais são pouco explorados. Dessa forma, este estudo comparou a riqueza e diversidade funcional de aves observadas em campo por meio do método de pontos de escuta, com lista espécies previstas geradas a partir de dados do BirdLife, para os três tipos florestais. Os resultados revelaram que as comunidades de aves amostradas e previstas diferem quanto à riqueza e dispersão funcional. A floresta ombrófila densa apresentou a maior riqueza de espécies (209) e a maior diversidade funcional (FRic observado representando 68,8% do total previsto), refletindo a heterogeneidade ambiental desse habitat. A floresta ombrófila mista, por outro lado, mostrou a menor diversidade funcional (56,45%), devido às baixas temperaturas, que atuam como um filtro ambiental, favorecendo espécies com traços similares, enquanto a floresta estacional semidecidual exibiu um padrão intermediário (62,21%), sugerindo que ambientes mais heterogêneos sustentam maior diversidade funcional.