Atropelamento de mamíferos em trechos de duplicação no Estado do Paraná

Data

2025-12-09

Autores

Galdin, Vitória Aparecida

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Resumo

O Brasil possui a maior diversidade de mamíferos do mundo, com 785 espécies. Ao longo dos últimos séculos esta biodiversidade vem sofrendo declínio populacional, sendo os atropelamentos uma fonte de mortalidade direta para o grupo. O estudo teve como objetivo avaliar a mortalidade de mamíferos por atropelamento em trechos de duplicação das rodovias PR-445 e BR-163, identificando padrões de ocorrência e avaliando a influência de fatores ecológicos, ambientais e paisagísticos na composição das espécies afetadas. Os dados utilizados foram disponibilizados pelo Instituto Água e Terra (IAT) e abrangem os registros obtidos nos trechos monitorados das rodovias ao longo dos períodos de monitoramento realizados durante as obras de duplicação. Foi utilizado o mapa de calor do tipo Kernel para identificar hotspots de atropelamento. Para cada espécie foi consultado o status de conservação. As relações entre variáveis biológicas e ambientais foram avaliadas por PERMANOVA e representadas por meio de ordenação NMDS no software R. Foram registrados 351 atropelamentos, abrangendo 23 espécies de mamíferos. Carnivora, Cingulata e Rodentia foram as ordens mais afetadas, com destaque para Canidae, Dasypodidae e Didelphidae. As espécies mais atingidas foram D. novemcinctus, C. familiaris, L. europaeus, C. spinosus e N. nasua. A PR-445 concentrou mais ocorrências e presença de domésticos, enquanto a BR-163 registrou sobretudo espécies silvestres e invasoras. A PERMANOVA indicou efeitos significativos de dieta, hábito, uso do solo, clima, fase lunar e ano. Os atropelamentos revelam um forte impacto sobre os mamíferos nativos, com maior ocorrência registrada para D. novemcinctus, C. spinosus, N. nasua. A espécie invasora L. europaeus também foi amplamente registrada. As diferenças entre rodovias refletem o uso do solo e o contexto ambiental. A PERMANOVA indica influência de dieta, hábito e paisagem na composição das espécies atingidas. Os resultados reforçam a urgência de medidas de mitigação eficazes e de monitoramento contínuo para reduzir a mortalidade e orientar ações de conservação

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Palavras-chave

Ecologia de Estrada, Espécies Exóticas, Mata Atlântica, Mammalia, Conservação

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