01 - Doutorado - Geografia
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Navegando 01 - Doutorado - Geografia por Assunto "Águas subterrâneas"
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Item Análise de anomalias hidrogeoquímicas do elemento flúor na bacia hidrográfica do baixo Tibagi - PR e relações com a saúde bucal(2022-05-25) Barbosa, Glauber Stefan; Pinese, José Paulo Peccinini; Vendrame, Pedro Rodolfo Siqueira; Gradella, Frederico dos Santos; Santos, Maurício Moreira dos; Rocha, Paulo CesarO flúor como elemento químico ocorre na natureza de forma geogenética, ou seja, naturalmente. Pode estar presente em maior ou menor quantidade, dependendo do contexto das fontes geológicas e dinâmica hídrica, através do intemperismo das rochas. A fluoretação no sistema de gestão das águas, iniciaram-se a partir da década de 1970 no Brasil, onde o principal objetivo é o combate a cárie, no entanto, o consumo de altos teores de fluoretos podem desenvolver a fluorose dentária. Análises de águas superficiais e subterrâneas na porção norte/nordeste paranaense evidenciaram anomalias geoquímicas presentes nas águas superficiais e subterrâneas, para diversos elementos químicos, dentre eles, o elemento flúor. Para este, por sua vez, foram detectados valores que conflitam com a legislação, onde estudos apresentaram concentrações até dez vezes maiores que o recomendado pelo Ministério da saúde (Portaria Nº 635/BSB, de 26 de dezembro de 1975), prejudicando a saúde principalmente bucal, da população consumidora deste recurso. O presente estudo tem como objetivo, diagnosticar a situação hidrogeoquímica nas águas subterrâneas e superficiais da bacia hidrográfica do baixo Tibagi – PR na busca de compreender o atual cenário de risco a saúde coletiva em especial à saúde bucal e qualidade ambiental. A principal fonte de dados do presente trabalho, foi disponibilizada pela plataforma online, via SISAGUA, onde complementarmente foram realizadas coletas em in loco, objetivando ampliar a deficiência de amostras do referido banco, buscando a identificação de anomalias das águas subterrâneas da região, comparando-as à sua sazonalidade. No primeiro momento foi realizado análise de dados primários, onde foram coletados 70 pontos amostrais de água subterrânea em poços tubulares, em dois períodos (verão e inverno) distribuídos na bacia hidrográfica do baixo Tibagi, seguida de análises laboratoriais para o elemento flúor, através da técnica da Potenciometria Direta no laboratório de Química e Geoquímica da Universidade Estadual de Londrina. Com a finalidade de caracterizar a distribuição do elemento flúor. Municípios como Assai e Congonhinhas, apresentaram teores de flúor com valores muito acima do recomendado pelo Ministério da Saúde, chegando a uma concentração de 9,69 mg/L para o elemento. Com essas informações foram possíveis gerar mapas de riscos à perfuração para o elemento Flúor. No segundo momento foram analisados a distribuição e consumo de fluoretos em águas superficiais e subterrâneas disponibilizados pelo SIAGUAS, entre os anos de 2017 a 2021, totalizando 5.343 amostras de fluoretos, em 32 municípios selecionados. De posse destes dados, realizou-se estatística descritiva e técnicas de geoprocessamento para espacialização do elemento flúor, para conhecimento do comportamento e origem das anomalias geoquímicas. Do total de amostras analisadas, 49% se encontraram dentro do valor indicado pela portaria (0,6 – 0,8 mg/L), 40% das amostras acima do recomendado e 11% abaixo do recomendado, ou seja, 51% do total de amostras encontram-se fora dos valores recomendados.Item As águas subterrâneas e o plano diretor: a experiência em Maringá-PR(2025-04-25) Silva, Hermam Vargas; Pinese, José Paulo Peccinini; Cunha, Lúcio José Sobral da; Scheibe, Luiz Fernando; Santos, Maurício Moreira dos; Bressiani, Danielle de AlmeidaAs ideias deste trabalho, fruto da vivência profissional, começaram a fazer sentido a partir da Constituição Cidadã de 1988, onde o município passa a ser considerado como um “ente federativo” e com isso ganha mais responsabilidades. A partir do conceito do federalismo compartilhado, que nivela e relaciona os direitos e os deveres, inicia-se uma nova era de relacionamento federativo. O método utilizado a priori foi a pesquisa participante, pois durante esses anos sempre participei de discussões para a melhoria do ambiente municipal, no COMDEMA (Comissão de Meio Ambiente), também como funcionário público (estadual e municipal) e como participante das discussões técnicas para a revisão do PDM para Maringá. Utilizou-se também o geossistema, através da interpretação de dados organizados e trabalhados pelo programa livre QGis; do SIAGAS – SGB e de equações para o cálculo da recarga para o sistema aquífero Serra Geral, além de dados obtidos do HIDROWEB - ANA. O município pode e deve se preocupar com as águas subterrâneas, sempre em convênio com o Estado (ente gestor das águas subterrâneas), uma vez que é o responsável pelo saneamento (onde existe a figura da concessão ou da execução do serviço de captação e distribuição de água), saúde (que tem na vigilância sanitária a obrigação da fiscalização da qualidade da água), o uso da terra (que é o maior agente de uso da água e o principal vetor de sua contaminação) e de maneira concorrente, a área ambiental (que vai licenciar empreendimentos com uma visão tripolar (locacional, projetos e implantação e, funcionamento de atividades locais). São termos que deveriam ser apontados no PDM e são relegados a invisibilidade, produto da insensibilidade técnica dos planejadores. A primeira discussão está pautada na irrelevância dos 10% de área de infiltração, uma vez que os solos do Sistema Aquífero Serra Geral são argilosos e por uma enorme diferença de velocidade de infiltração, entre solo e formação geológica, não conseguem fazer frente a necessidade da cidade. Por outro lado, nas áreas mais vulneráveis a contaminação não é devidamente conhecida, ocasionando problemas de contaminação no aquífero. Não estão implantados perímetros de proteção dos poços tubulares e nem regras técnicas para a perfuração e manutenção. Uma vez que são obras de engenharia e devem estar contemplados no Código de Edificações e Posturas Básicas do município e, no conjunto de normas técnicas a serem seguidas. O município não apresenta áreas de vulnerabilidades preocupantes, mas a falta de estudos torna o risco da contaminação mais real. Os dados apresentados não se mostraram condizentes com a necessidade, mostrando discrepâncias e inadequações, principalmente vazão estabilizada e vazão específica, que devem estar relacionadas e, a análise estatística observou que não existe correlação. São dados tomados em anos diferentes. A ideia de segurança hídrica para as águas subterrâneas tem tornado o recurso vital para o suprimento, modificando o ciclo hidrológico decorrente do aumento de descarga que está em evolução contínua e vai reduzir seriamente a resiliência da infraestrutura urbana. E o PDM não tece considerações a esse respeito. Temos um plano funcional voltado aos problemas de construção, de pavimentação e não de desenvolvimento integral da cidade. Com isso em mente é necessária uma tomada de consciência legislativa com relação a não inclusão desta preocupação no PDM, assim está proposto um projeto de lei (que está em anexo e sendo discutido pela câmara legislativa) que promove a segurança hídrica das águas subterrâneas para o município de Maringá