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Navegando CCB - CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS por Assunto "Abelhas das orquídeas"
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Item Análise dos compostos da glândula tibial de machos de Euglossa annectans Dressler, 1982 (Hymenoptera: Apidae) em três remanescentes de Mata Atlântica(2024-05-14) Marcuz, João Caetano; Sofia, Silvia Helena; Julio, Carlos Eduardo Alvarenga; Dias, Fernando Maia SilvaOs machos das abelhas das orquídeas (Euglossini) possuem o singular comportamento de coleta de compostos no ambiente, para a formulação de uma mistura de perfumes espécie-específico. Esse é armazenado e acumulado em suas pernas traseiras especializadas. O perfume desempenha um importante papel na sinalização sexual, como sinal de aptidão para as fêmeas. Euglossa annectans Dressler, 1982 é uma espécie presente na Mata Atlântica brasileira, cuja sensibilidade à fragmentação e perda de habitat tem sido sugerida. Contudo, ainda faltam informações sobre a composição de fragrâncias coletadas pelos machos em paisagens fragmentadas, como é o caso da Mata Atlântica. Assim, a principal pergunta que o presente estudo tenta responder é: existem diferenças no buquê individual dos machos dessa espécie de Euglossini de diferentes remanescentes de Mata Atlântica? Ao identificar a composição química do perfume dos machos de Eg. annectans via cromatografia gasosa, foram testadas dissimilaridades no perfil químico do buquê em populações de três unidades de conservação localizadas na região de Londrina, Paraná. Foram identificados 188 compostos de diversas classes químicas no buquê dos machos, sendo este majoritariamente formado por terpenos. Dentre os 188 compostos, destacam-se 45 compostos químicos em comum para as áreas, os quais podem estar relacionados a compostos específicos para o buquê atrativo da espécie Eg. annectans. Identificou-se alta variação no número de compostos dos indivíduos, variando de 12 a 63 substâncias por macho. Obteve-se valor de taxa de dissimilaridade entre os buquês de indivíduos da região altas, indicando diferenças na composição do perfume entre os diferentes remanescentes. Desta forma, o trabalho possui contribuição importante para a caracterização das substâncias químicas coletadas e armazenadas por machos desta espécie.Item Análise dos compostos da glândula tibial de machos Euglossini (Hymenoptera: Apidae) em fragmentos de Mata Atlântica no norte do Paraná(2025-02-26) Cesar, Giovanna Gabriely; Sofia, Silvia Helena; Alves, Denise de Araújo; Augusto, Solange Cristina; Toci, Aline TheodoroA tribo Euglossini pertence à família Apidae e inclui cerca de 250 espécies, distribuídas em cinco gêneros. Estas abelhas desempenham papel importante na polinização de dezenas de famílias de Angiospermas, sobretudo espécies de orquídeas. Os machos da tribo possuem comportamento característico de coletar e armazenar, nas tíbias posteriores, fragrâncias de fontes florais e não-florais, compondo um “buquê” espécie-específico, que tem função na atração de fêmeas para o acasalamento. Poucos estudos avaliam a elaboração destes buquês de compostos em ambientes fragmentados, como é o caso da Mata Atlântica. O objetivo deste trabalho foi analisar os compostos presentes no conteúdo tibial de machos de Euglossa annectans Dressler, 1982 e Euglossa pleosticta Dressler, 1982, amostrados em sete fragmentos de Mata Atlântica no norte do Paraná, verificando variações nos buquês, a depender do fragmento. As coletas foram realizadas em quatro fragmentos em área rural e três fragmentos urbanos. Os machos foram atraídos a iscas odoríferas e o conteúdo das tíbias posteriores destes (E. annectans – n = 70; E. pleosticta – n = 68) foi analisado em um sistema de cromatografia em fase gasosa acoplado a um espectrômetro de massas (CG-EM). Estes machos também foram classificados quanto ao nível de desgaste alar, em busca de testar a correlação deste traço com a composição de compostos químicos encontrados. Adicionalmente, foram analisadas amostras provenientes da cabeça de indivíduos das duas espécies (possível conteúdo da glândula labial cefálica e hidrocarbonetos cuticulares), sendo os compostos encontrados excluídos das análises de conteúdo tibial. Foram identificados 336 compostos no conteúdo tibial de E. annectans e 347 para E. pleosticta, com 125 químicos comuns às duas espécies. A maioria dos compostos achados foi da classe dos terpenos, para as duas espécies. Para E. annectans, somente 24 compostos foram comuns a todas as áreas e, para E. pleosticta, apenas 37 apareceram nas sete áreas. Assim, foi vista alta variação e dissimilaridades consideráveis entre as áreas de amostragem, para as duas espécies. Também, foi vista uma dissimilaridade alta entre as espécies. O número de compostos por área variou de 65 a 144, para E. annectans e 97 a 151 para E. pleosticta. Além disso, houve alta variação no número de compostos por indivíduo, para as duas espécies, variando de 4 a 58 para E. annectans e 6 a 53 para E. pleosticta. Verificamos uma baixa relação entre desgaste alar, indicador de idade, e a composição do conteúdo tibial, para as duas espécies. Diante dos resultados, o trabalho contribui para a caracterização das substâncias químicas coletadas e armazenadas por machos destas espécies e das variações que uma paisagem fragmentada e heterogênea pode gerar na elaboração dos buquês, de forma intraespecífica.