01 - Doutorado - Fisiopatologia Clínica e Laboratorial
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Navegando 01 - Doutorado - Fisiopatologia Clínica e Laboratorial por Assunto "Biofilm"
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Item Staphylococcus aureus Oxacilina-sensível mecA-positivo (OS-MRSA): revisão e análise genômica(2024-08-20) Danelli, Tiago; Perugini, Marcia Regina Eches; Rechenchoski, Daniele Zendrini; Vespero, Eliana Carolina; Lopes, Gilselena Kerbauy; Tano, Zuleica NaomiStaphylococcus aureus é um microrganismo que apresenta grande variabilidade genética e tem ocorrência mundial. Tem em um grande potencial patogênico, pois possui um extenso arsenal de fatores de virulência, que promovem diferentes efeitos biológicos no hospedeiro. Dentre estes, podemos destacar a leucocidina de Panton-Valentine, a toxina da síndrome do choque tóxico 1 e a capacidade de formar biofilme. S. aureus pode invadir e infectar diversos órgãos e tecidos e também replicar-se e disseminar-se para muitos locais diferentes, causando infecções graves, podendo levar à sepse. Pode apresentar resistência a vários antibióticos, dentre estas, a principal é a resistência a meticilina, mediada pelo gene mecA. Entretanto, outra população de MRSA tem despertado atenção, uma vez que os isolados se apresentam como sensíveis à meticilina em testes fenotípicos, mas possuem o gene mecA. Estudos genéticos demonstraram a presença de genes que não estavam relacionados com mecA, mas que ainda assim influenciavam no nível de resistência a meticilina, os genes femXAB. Foi realizada a extração do DNA bacteriano e realizado o sequenciamento do genoma da cepa S. aureus 549 isolada de infecção de corrente sanguínea de paciente com choque séptico. Posteriormente, foi realizada a montagem e análise do genoma para a identificação do cassete cromossômico estafilocócico mec (SCCmec), spa type, presença de plasmídeos, presença de genes de resistência antimicrobiana e de virulência e busca por mutações nos genes femXAB. Foi possível evidenciar que S. aureus 549 pertencia ao ST1 e spa type t922, que possuía o SCCmec tipo IVa e também possuía genes de virulência para a leucocidina de Panton-Valentine e para formação de biofilme. Embora tenha se mostrado sensível à meticilina, portava o gene mecA, sendo resistente aos ß-lactâmicos e classificada como S. aureus oxacilina-sensível mecA-positivo (OS-MRSA). Também foram identificadas mutações em femX (I51V) e femA (Q36E e Y195F), genes relacionados com a formação do peptidoglicano. Mutações em femX sugerem fortemente que a cepa 549 OS-MRSA também poderia ter a expressão de femX diminuída. Mutações em femA podem estar associadas a OS-MRSA ou à restauração da sensibilidade a oxacilina em MRSA. Pesquisas focadas em fatores adjacentes a mecA podem revelar possíveis alvos farmacológicos, como as proteínas resultantes dos genes femItem Staphylococcus aureus sensível a oxacilina, mecA positivo, isolados de infecção de corrente sanguínea em um hospital do sul do Brasil: análise epidemiológica, molecular e caracterização clínica dos pacientes(2023-12-15) Duarte, Felipe Crepaldi; Perugini, Marcia Regina Eches; Vespero, Eliana Carolina; Lopes, Gilselena Kerbauy; Capobiango, Jaqueline Dario; Tano, Zuleica Naomi; Yamada-Ogatta, Sueli FumieStaphylococcus aureus possui elevada importância clínica e epidemiológica, seja pela sua capacidade de colonizar pacientes saudáveis ou de ocasionar processos infecciosos, que podem ser restritos aos tecidos superficiais ou invasivos, como é nas pneumonias, sepse e endocardite. O objetivo desse estudo foi avaliar a frequência e epidemiologia molecular de isolados Oxacillin-Sensible Methicillin Resistant S. aureus (OS-MRSA) isolados de hemocultura, bem como, avaliar os aspectos clínicos de pacientes com infecção de corrente sanguínea ocasionada por OS-MRSA. A identificação dos isolados, bem como a determinação do perfil de sensibilidade aos antimicrobianos, foi realizada por metodologia manual, de acordo com o CLSI, 2021, e automatizada utilizando os sistemas Vitek® 2 (bioMeriéux-USA), Phoenix® (Becton, Dickinson) e Microscan® (Siemens-Califórnia). A concentração inibitória mínima para vancomicina, linezolida, teicoplanina, daptomicina e oxacilina foi determinada utilizando tiras de e-test® (bioMeriéux-USA). A formação de biofilme foi avaliada por técnica de cristal violeta, e o DNA total dos isolados, extraído por protocolo enzimático, foi utilizado para pesquisa dos genes mecA, vanA, nuc, icaA, pvl e tst-1, além da análise dos Complexos Clonais (CC) e Sequence Typing (ST). Avaliamos 801 isolados de S. aureus, provenientes de infecções de corrente sanguínea, coletados de pacientes internados em um hospital do sul do Brasil entre janeiro de 2011 a dezembro de 2020. Desses, 96 isolados foram identificados como sensíveis a meticilina. Todos os isolados foram identificados, molecularmente, através da amplificação do gene nuc. Quanto ao gene mecA, 27% (26/96) dos isolados foram positivos, sendo caracterizados como OS-MRSA. O gene vanA não foi encontrado nessa pesquisa. O gene pvl foi encontrado em 92% (24/26) dos isolados e o gene tst-1 estava presente em 61% (16/26) dos isolados. Ainda, todos os isolados foram positivos para o gene icaA e, ao teste fenotípico, foram caracterizados como forte formadores de biofilme. Quanto aos elementos SCCmec, o tipo I foi o mais prevalente, presente em 46% (12/26) dos isolados, seguido pelo tipo IV 23% (6/26) e tipo II 4% (1/26). Ainda, 27% (7/26) foram caracterizados como não tipáveis. Quanto aos CC e ST, os isolados foram categorizados em 6 CC´s diferentes, sendo mai prevalente o CC5 41% (9/22) e 11 ST´s, prevalecendo o ST99 41% (9/22). Quanto ao desfecho da infecção 19/26 pacientes (73%) receberam alta hospitalar e 7/26 (27%) evoluíram para óbito. Com esse estudo foi possível observar elevada prevalência de isolados OS-MRSA, entre os S. aureus causadores infecção de corrente sanguínea, em um hospital do sul do Brasil. A identificação destes isolados é importante, pois eles podem representar dificuldades clínicas no tratamento dos pacientes, uma vez que são falsamente caracterizados como sensíveis, e podem induzindo ao de-escalonamento, errôneo, na terapia antimicrobiana com oxacilina. Os OS-MRSA se mostraram virulentos e epidemiológicamente diversos, tanto pela análise dos SCCmec, quanto dos CC´s