01 - Doutorado - Ciências da Reabilitação
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Navegando 01 - Doutorado - Ciências da Reabilitação por Autor "Aguiar, Andreo Fernando"
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Item Análise cinemática dos membros inferiores e pelve de mulheres com síndrome da dor no grande trocânter em testes de step e marcha(2026-02-27) Cunha, Amanda Paula Ricardo Rodrigues da; Macedo, Christiane de Souza Guerino; Aguiar, Andreo Fernando; Oliveira, Márcio Rogério de; Saccol, Michele Forgiarini; Okazaki, Victor Hugo Alves; Moura, Felipe ArrudaResumo: Introdução: A Síndrome da Dor no Grande Trocânter (SDGT) é causa comum de dor lateral no quadril em mulheres de meia-idade ativas, e está associada às alterações biomecânicas angulares na pelve e quadril. Porém, não existem relatos sobre alterações cinemáticas de todo o membro inferior na realização de testes funcionais e na marcha. Objetivo: Investigar possíveis diferenças angulares da pelve, quadril, joelho e tornozelo em tarefas funcionais como descida de degrau e marcha em mulheres com e sem SDGT. Materiais e Métodos: A presente tese está dividida em dois estudos. No estudo 1 foram avaliadas 32 mulheres distribuídas em grupo SDGT (n=16) e grupo controle (n=16), e o estudo 2 foi composto por 24 mulheres distribuídas em grupo SDGT (n=12) e grupo controle (n=12). Todas as participantes preencheram o questionário de caracterização da amostra, a escala numérica de dor e o VISA Tendinopathy Questionnaire for Greater Trochanteric Pain Syndrome (VISA-G). Posteriormente, foram submetidas à análise cinemática do membro inferior durante os testes Lateral e Forward Step-Down (estudo 1) e durante a marcha (estudo 2). A captura de movimento foi realizada com um sistema OptiTrack® de oito câmeras (120 Hz), e marcadores retrorrefletivos foram posicionados em pontos de referência e grupos anatômicos. Os dados angulares da pelve, quadril, joelho e tornozelo foram calculados usando Visual3D e MATLAB. As comparações entre os grupos foram realizadas usando o teste de Mann-Whitney, e a análise temporal dos ângulos articulares por Statistical Parametric Mapping (SPM). Resultados: O estudo 1 apontou que durante os testes Lateral e Forward Step Down não houve diferenças significativas nos valores mínimo e máximo para variáveis angulares nas articulações da pelve, quadril, joelho e tornozelo entre os grupos (P > 0,05). No entanto, a análise por SPM revelou diferenças no desempenho entre os grupos, com maior flexão do quadril (63–87%; P < 0,01), rotação interna (45–55%; P < 0,01), aumento da flexão do joelho (80–100%; P < 0,01) e redução da dorsiflexão do tornozelo (23–100%; P < 0,01) no grupo GTPS. Durante o FSD, mulheres com GTPS apresentaram redução da inclinação pélvica anterior (0–100%; P < 0,01), maior rotação interna do quadril (58–95%; P < 0,01) e menor dorsiflexão do tornozelo (22–100%; P < 0,01). No estudo 2 a análise por SPM durante a marcha demonstrou que mulheres com SDGT apresentaram maior queda pélvica entre 1–12% e 81–100% do ciclo da marcha, e maior rotação interna do quadril entre 86–98%. Diferenças no joelho foram observadas, com maior flexão entre 72–89%, maior varo entre 14–67% e 85–100%, e maior rotação externa entre 42–54% e 87–99%. Conclusão: Mulheres com SDGT apresentaram alterações cinemáticas na pelve, quadril, joelho e tornozelo durante os testes em step. Também apresentaram alterações cinemáticas na pelve, quadril e joelho durante a marcha, sugerindo estratégias compensatóriasItem Efeito da fotobiomodulação na resposta ergogênica, funcionalidade, dano muscular, estresse e recuperação percebida de atletas de rugby : ensaio clínico randomizadoSantos, Vanessa Batista da Costa; Macedo, Christiane de Souza Guerino [Orientador]; Aguiar, Andreo Fernando; Ramos, Solange de Paula; Oliveira, Márcio Rogério de; Carmargo, Mariana ZingariResumo: Introdução: A fotobiomodulação é um bom recurso para acelerar a recuperação de atletas e reduzir os danos musculares causados pelo exercício físico, entretanto existem lacunas na literatura relacionadas aos parâmetros e momento ideal de aplicação Objetivo: Avaliar os efeitos da fotobiomodulação com diodos emissores de luz (LED) aplicada em diferentes momentos na dor muscular, resposta inflamatória e ergogênica, além do desempenho funcional e da percepção de recuperação de atletas de rugby Métodos e resultados: Foram realizados dois ensaios clínicos randomizados cruzados O primeiro avaliou o melhor momento de aplicação da fotobiomodulação (85nm, 8J/cm2) na resposta ergogênica e dano muscular de atletas de rugby de ambos os sexos (onze homens e sete mulheres), idade 24,23 (± 5,33) anos e índice de massa corporal (IMC) de 29,21 (± 5,47) Os participantes foram testados por quatro semanas, em três delas foram submetidos a fotobiomodulação em momentos diferentes (aplicações antes, no intervalo e após o exercício físico) e uma situação controle sem nenhuma intervenção, todas de forma randomizada, com avaliadores cegos O protocolo de exercício utilizado foi composto por duas baterias de exercícios com os testes Bangsbo Sprint test (BST) e Yo-Yo intermittent recovery level 1(Yoyo-IR1) Este estudo não encontrou diferenças no teste de BST entre os grupos, no entanto, a fotobiomodulação aplicada no intervalo do exercício manteve o desempenho na análise intragrupo do tempo médio e total do BST entre o primeiro e o segundo bloco de exercício (p>,5), enquanto os outros grupos apresentaram queda significativa do desempenho no segundo bloco (p<,5) A aplicação da fotobiomodulação antes do exercício melhorou o desempenho seguinte no teste de Yoyo-IR1 (p<,1 comparados aos demais grupos), tal como a aplicação no intervalo preveniu a redução da distância percorrida no segundo teste de Yoyo-IR1 (p>,5), ao contrário do que ocorreu com os grupos de fotobiomodulação antes e após o exercício com queda da distância percorrida (p<,5) Entretanto, não ocorreram alterações significativas entre os grupos nos marcadores de fadiga (lactato) e dano muscular (creatina quinase) O segundo estudo, utilizou a mesma metodologia do primeiro, e avaliou o efeito da fotobiomodulação aplicada antes do exercício, com as análises do desempenho nos testes funcionais Modified Star Excursion Balance Test (mSEBT), Single Hop Test (SHT) e Triple Hop Test (THT), percepção de recuperação pelo questionário Recovery-Stress Questionnaire for Athletes (RESTQ-Sport-76) A amostra foi composta por atletas de rugby do sexo masculino, com média de idade de 25,36 (± 5,81) anos, IMC de 3,75 (± 5,9) No mSEBT os resultados mostraram que o grupo que recebeu a fotobiomodulação alcançou a distância de 91,47 (± 11,53) cm pré protocolo de fadiga, 91,9 (± 14,93) cm imediatamente após e 91,62 (± 13,64) cm após 48 horas do exercício físico, comparado ao grupo controle que alcançou 89,4 (± 12,67) cm, 9,63 (± 14,1) cm, 93,45 (± 12,24) cm, respectivamente (p>,5) No SHT o grupo fotobiomodulação apresentou pré protocolo de fadiga 158,33 (± 21,8) cm, pós 148,39 (± 25,4) cm e 48 após o exercício 154,81 (27,21) cm, enquanto o grupo controle atingiu 16,3 (± 18,9) cm, 155,57 (± 24,19) cm e 16,21 (± 21,5) cm, respectivamente (p>,5) No THT, os atletas alcançaram no grupo fotobiomodulação pré protocolo de fadiga 52,9 (± 82,77) cm, após 473,24 (±76,29) cm e após 48 horas 49,45 (83,52) cm, comparado ao grupo controle que desempenhou 533,48 (± 57,87) cm, 52,36 (± 61,45) cm e 54,69 (± 62,96) cm, respectivamente (p>,5) Além disso, os resultados estabeleceram que a fotobiomodulação não alterou a percepção de estresse e recuperação (p>,5) dos atletas avaliados Conclusão: A fotobiomodulação (85nm, 8J/cm2) aplicada antes do exercício foi eficaz para melhorar o desempenho no teste de YoyoIR1 e não alterou o dano muscular após o exercício No entanto, nenhum achado foi observado no desempenho funcional ou na percepção de estresse e recuperação de atletas de rugby Como contribuição para a prática clínica aponta-se que a fotobiomodulação pode ser aplicada antes do exercício com o objetivo de melhora do desempenho em exercícios de predominância aeróbia, mas não apresenta efeitos benéficos para melhorar a funcionalidade dos membros inferiores ou o estresse percebido