Qualidade pós-colheita de híbridos de tomateiro portadores de alelos mutantes de amadurecimento

Data

2026-02-27

Autores

Gomes, Gabriella Correia

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Resumo

O tomateiro destaca-se como uma das hortaliças de maior relevância econômica mundial, sendo amplamente cultivado para consumo in natura e processamento industrial. Entretanto, a elevada perecibilidade dos frutos compromete atributos de qualidade e reduz a vida útil pós-colheita, impactando negativamente a cadeia produtiva. Entre as estratégias genéticas utilizadas para retardar o amadurecimento e ampliar a conservação dos frutos, destacam-se o uso de alelos mutantes ripening inhibitor (rin) e alcobaça (norA), que modulam a regulação transcricional do amadurecimento. Contudo, tais alelos podem comprometer a intensidade da coloração e características sensoriais. Nesse contexto, alelos intensificadores da via de biossíntese de carotenoides, como old gold-crimson (ogc), surgem como alternativa para compensar possíveis limitações pigmentares e manter o padrão comercial de qualidade. O presente trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos isolados e combinados dos alelos rin, norA e ogc em híbridos de tomateiro, visando identificar constituições genotípicas capazes de promover maior qualidade de fruto, intensificação da coloração e melhor conservação pós-colheita, sem prejuízo ao desempenho produtivo. Foram avaliados 15 híbridos experimentais portadores de combinações alélicas entre rin, norA e ogc, além do híbrido comercial Pietra, em delineamento de blocos casualizados completos com quatro repetições. Foram analisadas características físico-químicas e produtivas, incluindo firmeza inicial e meia-vida da firmeza, coloração interna e externa, espessura de polpa, teor de sólidos solúveis, cicatriz peduncular, massa total de frutos por planta, massa média de frutos e produção total. Os dados foram submetidos à verificação dos pressupostos estatísticos, seguidos de análise de variância ou teste de Kruskal-Wallis, comparação de médias pelo teste de Duncan (p = 0,05) e estimativa de contrastes não ortogonais. Os resultados evidenciaram que o alelo ogc, especialmente em homozigose, foi determinante para a intensificação da coloração interna e externa, inclusive após armazenamento. A presença isolada de +/rin não garantiu superioridade consistente para firmeza ou produtividade, evidenciando forte dependência do background genético. A constituição +/rin +/norA ogc/ogc destacou-se por apresentar desempenho equilibrado para intensidade de cor, conservação pós-colheita e rendimento. Conclui-se que a interação epistática entre alelos regulatórios do amadurecimento e alelos metabólicos da via de biossíntese de carotenoides constitui estratégia promissora para o desenvolvimento de híbridos com qualidade superior e estabilidade agronômica.

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Palavras-chave

Solanum lycopersicum L. - Tomate, Extra longa vida, Firmeza de frutos, Ripening inhibitor (rin), non ripening (nor), alcobaça (norA) e old gold-crimson (ogc), Tomate - alelos mutantes, Tomate - biossíntese de carotenoides, Híbridos de tomate

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