Ventres insubmissos: costurando histórias e reimaginando possibilidades de saúde na maternidade de mulheres negras pelo SUS

dc.contributor.advisorSilva, Jefferson Olivatto da
dc.contributor.authorLopes, Julia Gindre Soreano
dc.contributor.bancaSantiago, Eneida Silveira
dc.contributor.bancaSantos, Thais Rodrigues dos
dc.coverage.extent215 p.
dc.coverage.spatialLondrina
dc.date.accessioned2026-08-07T18:20:45Z
dc.date.available2026-08-07T18:20:45Z
dc.date.issued2025-02-24
dc.description.abstractEsta pesquisa investigou como o determinante raça/etnia atravessa as experiências de parto, gestação e puerpério de mulheres negras no Sistema Único de Saúde - SUS, bem como as estratégias de resistência por elas adotadas diante das violências vivenciadas. Em um contexto marcado por desigualdades sociais, raciais e de gênero, o SUS representa um avanço significativo no campo da saúde coletiva. No entanto, o acesso e a qualidade da assistência permanecem desiguais entre mulheres negras e brancas. Para que o SUS cumpra efetivamente seus princípios, é fundamental identificar as barreiras que se interpõem entre os serviços de saúde e a população. Entre essas barreiras, destaca-se a necessidade de compreender os efeitos das vivências sociais e subjetivas de mulheres negras no ciclo gravídico-puerperal. Trata-se de uma pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, fundamentada pelo método das constelações de aprendizagem. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com três mulheres negras que vivenciaram o parto, a gestação e o puerpério pelo SUS nos últimos cinco anos. A pesquisa buscou compreender as particularidades do nascimento negro no SUS, bem como as práticas de cuidado e assistência em saúde direcionadas a gestantes e puérperas negras, reconhecendo raça, classe e gênero como eixos estruturantes do processo saúde/doença. Conclui-se que a raça é um determinante central no cuidado em saúde de mulheres negras que se tornam mães sob o acompanhamento do SUS. A racialidade intensifica a vivência de violência obstétrica, negligência e negação de acesso, tornando essas experiências mais frequentes e prováveis entre mulheres negras. Apesar disso, as mulheres negras seguem construindo formas de resistência e possibilidades de existência. Entre as principais estratégias de resistência identificadas estão a coletividade e o fortalecimento através do poder de autodefinição
dc.description.abstractother1This research investigated how the race/ethnicity determinant shapes the childbirth, pregnancy, and postpartum experiences of Black women in the Brazilian Unified Health System (SUS), as well as the resistance strategies they adopt in the face of the violence they experience. In a context marked by social, racial, and gender inequalities, SUS represents a significant advancement in the field of public health. However, access to and the quality of healthcare remain unequal between Black and white women. For SUS to fully uphold its principles, it is essential to identify the barriers that stand between healthcare services and the population. Among these barriers, it is especially important to understand the effects of the social and subjective experiences of Black women during the pregnancy-puerperal cycle. This is an exploratory, qualitative study grounded in the method of learning constellations. Data collection was conducted through semi-structured interviews with three Black women who experienced childbirth, pregnancy, and the postpartum period through SUS in the last five years. The study sought to understand the specificities of Black birth within SUS, as well as the healthcare and assistance practices directed toward Black pregnant and postpartum women, recognizing race, class, and gender as structuring axes of the health/disease process. The study concludes that race is a central determinant in the healthcare of Black women who become mothers under SUS. Raciality intensifies the experience of obstetric violence, neglect, and denial of access, making such experiences more frequent and likely among Black women. Despite this, Black women continue to build resistance strategies and possibilities for existence. Among the main forms of resistance identified are collectivity and empowerment through the power of self-definition
dc.identifier.urihttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/19437
dc.language.isopor
dc.relation.departamentCCB - Departamento de Psicologia Geral e Análise do Comportamento
dc.relation.institutionnameUniversidade Estadual de Londrina - UEL
dc.relation.ppgnamePrograma de Pós-Graduação em Psicologia
dc.subjectDesigualdade Racial em Saúde
dc.subjectSistema Único de Saúde (SUS)
dc.subjectGestação
dc.subjectParto - Mulheres negras
dc.subjectPuerpério
dc.subjectAssistência em saúde - Gestantes negras
dc.subjectGravidez - Aspectos psicológicos
dc.subjectPuerpério
dc.subjectSaúde mental
dc.subjectServiços de saúde - Racismo
dc.subject.capesCiências Humanas - Psicologia
dc.subject.cnpqCiências Humanas - Psicologia
dc.subject.keywordsRacial Inequality in Health
dc.subject.keywordsUnified Health System (UHS)
dc.subject.keywordsPregnancy
dc.subject.keywordsChildbirth
dc.subject.keywordsPostpartum
dc.subject.keywordsHealth care - Black pregnant women
dc.subject.keywordsPregnancy - Psychological aspects
dc.subject.keywordsBlack women
dc.subject.keywordsPostpartum period
dc.subject.keywordsMental health
dc.subject.keywordsHealth services - Racism
dc.titleVentres insubmissos: costurando histórias e reimaginando possibilidades de saúde na maternidade de mulheres negras pelo SUS
dc.title.alternativeUnsubmissive wombs: weaving stories and reimagining health possibilities in the maternity of black women through SUS
dc.typeDissertação
dcterms.educationLevelMestrado Acadêmico
dcterms.provenanceCentro de Ciências Biológicas

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