O discurso de ódio como patologia social na conjuntura democrática contemporânea
| dc.contributor.advisor | Feldhaus, Charles | |
| dc.contributor.author | Balera, José Eduardo Ribeiro | |
| dc.contributor.banca | Faggion, Andréa Luisa Bucchile | |
| dc.contributor.banca | Dutra, Delamar José Volpato | |
| dc.contributor.banca | Santos, Robinson dos | |
| dc.contributor.banca | Scherer, Fábio César | |
| dc.coverage.extent | 299 p. | |
| dc.coverage.spatial | Londrina | |
| dc.date.accessioned | 2026-08-27T17:50:14Z | |
| dc.date.available | 2026-08-27T17:50:14Z | |
| dc.date.issued | 2024-11-04 | |
| dc.description.abstract | Nos últimos anos, tem aumentado, de modo considerável, as denúncias de discursos com conteúdo discriminatório, das práticas públicas de preconceito, da hostilidade contra minorias sociais e das manifestações de extremismo e de polarização na sociedade. Na trilha da filosofia social, o presente trabalho tem por objetivo averiguar se as práticas discursivas de ódio e de preconceito, no atual contexto democrático, podem ser qualificadas como uma patologia social ou se seriam, no máximo, fatos fragmentados e episódicos que geram tensões do ponto de vista puramente moral e jurídico. Para tanto, propõe-se a elaboração de um diagnóstico desse possível distúrbio social com a identificação das particularidades das práticas discursivas de hostilidade que, em conjunto e sob a luz do paradigma honnethiano do reconhecimento, constituem uma práxis social degenerada prejudicial à realização mínima dos projetos de vida dos cidadãos. Assim, propõe-se especificar, por exemplo, os efeitos nocivos da naturalização desse comportamento pela sociedade, as causas eventuais de tais práticas sociais, as formas de reprodução e os mecanismos favoráveis à sua disseminação acrítica. Portanto, são apresentados os elementos constitutivos dessa patologia social e os mecanismos intersubjetivos de dominação, exclusão, desigualdade e opressão reproduzidos em conjunturas democráticas distorcidas. Com base na clara identificação desse quadro patológico, propõe-se um esboço de diretrizes para uma teoria antidiscriminatória da democracia, ou seja, examinam-se potenciais recomendações de cunho terapêutico em favor da transformação social e do combate do preconceito. Em termos metodológicos, a investigação é baseada, sobretudo, na teoria do reconhecimento de Axel Honneth e em suas explicações relativas às práticas de desrespeito e às disfunções sociais das sociedades contemporâneas. Para o aprofundamento do estudo, confronta-se a filosofia de Honneth com argumentos de seus críticos e de potenciais interlocutores, como Joel Whitebook, Nancy Fraser, Martha Nussbaum e Miranda Fricker. Ao longo do texto, distancia-se progressivamente da leitura política ideal e são apresentadas as incongruências reproduzidas pelas práticas sociais patológicas, bem como sua capacidade para impedir a satisfatória realização dos projetos de “vida boa” dos cidadãos e de grupos socialmente vulneráveis. De início, os principais argumentos de Jeremy Waldron, relativos aos discursos de ódio, são expostos para contextualizar a problemática e auxiliar o leitor na compreensão do debate existente na filosofia política. Em seguinte, é apresentada a estrutura elementar do paradigma do reconhecimento de Honneth e a proposta de diagnóstico crítico da filosofia social. Nos capítulos subsequentes, examinam-se os danos sociais dos discursos de conteúdo discriminatório, as lesões geradas às vítimas, as prováveis causas desses padrões comportamentais deletérios ao organismo social e os fatores de seu alastramento. Adicionalmente, expõe-se a concepção de democracia cooperativa e o exercício das liberdades à filosofia de Honneth. Por fim, são avaliadas as alternativas terapêuticas para a efetivação de uma conjuntura antidiscriminatória da democracia. Na conclusão, sugere-se o uso do diagnóstico para a formulação de uma concepção de democracia capaz de estimular um amadurecimento social favorável à autorrealização de todos os cidadãos. Após a conclusão, foi apresentado um ensaio baseado nas lições da teoria neurocomportamental contemporânea e nas reflexões de Cass Sunstein, na tentativa de superar a lacuna explicativa de Honneth quanto aos processos de patogenia social por uma perspectiva macro | |
| dc.description.abstractother1 | In recent years, there has been a considerable increase in the number of indictments for speeches with discriminatory content, public practices of prejudice, hostility towards social minorities and manifestations of extremism and polarization in society. On the trail of social philosophy, the objective of this work is to investigate if, in the current democratic context, discursive practices of hate and prejudice may be classified as a social pathology, or if they are, at most, fragmented and episodic facts that generate tensions from a purely moral and legal point of view. In order to do so, one proposes to develop a diagnosis of this possible social disorder by identifying the particularities of the discursive practices of hostility that, together and in light of the Honnethian paradigm of recognition, constitute a degenerate social praxis that is detrimental to a minimum fulfillment of citizens’ life projects. Thus, it is proposed to specify, for instance, the harmful effects of the naturalization of such behavior by society, the possible causes of such social practices, the ways they are reproduced and the mechanisms that favor their uncritical dissemination. Therefore, one presents the constitutive elements of this social pathology and the intersubjective mechanisms of domination, exclusion, inequality and oppression reproduced in distorted democratic conjunctures. Based on the clear identification of that pathological condition, an outline of guidelines for a theory of anti-discrimination law in democracy is proposed; that is, potential therapeutic recommendations are examined in favor of social transformation and the fight against prejudice. In methodological terms, the investigation is based, most of all, on Axel Honneth's theory of recognition and his explanations regarding practices of disrespect and social dysfunctions in contemporary societies. In order to deepen the study, one contrasts and compares Honneth’s philosophy to arguments of his critics and potential interlocutors, such as Joel Whitebook, Nancy Fraser, Martha Nussbaum and Miranda Fricker. As the text unfolds, one progressively distances himself from the ideal political reading, and the inconsistencies reproduced by pathological social practices are presented in addition to their capacity to prevent the satisfactory fulfillment of “good life” projects of citizens and socially vulnerable groups. Initially, Jeremy Waldron's main arguments relating to hate speech are exposed to contextualize the issue and to help the reader understand the debate existing in political philosophy. Next, the elementary structure of Honneth’s recognition paradigm and the proposal for a critical diagnosis of social philosophy are presented. The subsequent chapters examine the social damages from discourses with discriminatory content, the injuries suffered by victims, probable causes of these deleterious behavioral patterns to the social organism, and the factors of its spread. Additionally thereto, one exposes the concept of cooperative democracy and the exercise of freedoms according to Honneth’s philosophy. Lastly, one evaluates the therapeutic alternatives to implement an anti-discriminatory democratic framework. In conclusion, use of the diagnosis is suggested to formulate a conception of democracy capable of stimulating social maturation that is favorable to the self-realization of every citizen. After the conclusion, an essay on the lessons of contemporary neurobehavioral theory and Cass-Sunstein's reflections was presented in an attempt to overcome Honneth’s explanatory gap regarding the processes of social pathogenesis from a macro perspective | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.uel.br/handle/123456789/19683 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.relation.departament | CLCH - Departamento de Filosofia | |
| dc.relation.institutionname | Universidade Estadual de Londrina - UEL | |
| dc.relation.ppgname | Programa de Pós-Graduação em Filosofia | |
| dc.subject | Democracia cooperativa | |
| dc.subject | Discursos de conteúdo discriminatório | |
| dc.subject | Teoria do reconhecimento | |
| dc.subject | Diagnóstico de patologia social | |
| dc.subject | Teoria antidiscriminatória | |
| dc.subject | Democracia | |
| dc.subject | Discurso de ódio | |
| dc.subject | Preconceitos | |
| dc.subject | Discriminação | |
| dc.subject | Filosofia social | |
| dc.subject | Exclusão social | |
| dc.subject.capes | Ciências Humanas - Filosofia | |
| dc.subject.cnpq | Ciências Humanas - Filosofia | |
| dc.subject.keywords | Cooperative democracy | |
| dc.subject.keywords | Speeches with discriminatory content | |
| dc.subject.keywords | Recognition justice | |
| dc.subject.keywords | Diagnosis of social pathology | |
| dc.subject.keywords | Theory of anti-discrimination law | |
| dc.subject.keywords | Democracy | |
| dc.subject.keywords | Hate speech | |
| dc.subject.keywords | Prejudices | |
| dc.subject.keywords | Discrimination | |
| dc.subject.keywords | Social philosophy | |
| dc.subject.keywords | Social exclusion | |
| dc.title | O discurso de ódio como patologia social na conjuntura democrática contemporânea | |
| dc.title.alternative | Hate speech as a social pathology in the contemporary democratic conjuncture | |
| dc.type | Tese | |
| dcterms.educationLevel | Doutorado | |
| dcterms.provenance | Centro de Letras e Ciências Humanas |
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