Microrganismos eficazes associados a bioativos de coprodutos de vinificação: aumento de vida útil e segurança de alface hidropônica

Data

2024-10-28

Autores

Pomini, Tuany Marin

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Resumo

O reaproveitamento de coprodutos da uva, como o bagaço, é uma solução ambiental e econômica devido à sua riqueza em compostos bioativos com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas. Esses coprodutos têm aplicações em alimentos funcionais e bioprodutos, como aditivos e fertilizantes. Microrganismos Eficazes (EM), compostos por bactérias láticas e leveduras, potencializam esses usos, promovendo fermentação benéfica, melhorando cultivos agrícolas, preservação de alimentos e descontaminação ambiental. Este trabalho foi dividido em cinco capítulos, com o objetivo de explorar ao máximo dois temas principais: o reaproveitamento do bagaço de uva e suas possíveis aplicações como aditivos naturais em sistema hidropônico para cultivo de alface crespa (seção 1, capítulos 1, 2 e 3), e o uso de solução de EM em diferentes áreas, avaliando sua ação em cada uma delas (seção 2, capítulos 4 e 5). O capítulo 1 investigou a composição centesimal, química, nutricional e o potencial antioxidante do bagaço d e uva (cascas e sementes) da variedade 'BRS Vitória'. Os resultados mostraram que o bagaço apresentou boa quantidade de fibras totais, nutrientes (potássio, ferro, manganês), compostos bioativos (fenólicos, antocianinas) e bom potencial antioxidante, destacando seu uso em diversas áreas industriais. O capítulo 2 explorou a atividade antimicrobiana do bagaço em extrato e da solução de EM (completa e filtrada) contra patógenos alimentares. Ambos os tratamentos foram eficazes contra Escherichia coli e Staphylococcus aureus, sendo o extrato de bagaço mais efetivo contra S. aureus, reforçando seu potencial como agente antimicrobiano natural. Os microrganismos do EM também apresentaram atividade antagonista, atuando como agentes de biocontrole. A solução filtrada de EM também demonstrou atividade antimicrobiana, possivelmente devido à produção de compostos microbianos no processo fermentativo. O capítulo 3 avaliou as formas e concentrações de reaproveitamento do bagaço de uva no cultivo hidropônico de alface e na germinação de suas sementes. As altas concentrações de compostos fenólicos no bagaço mostraram efeitos alelopáticos, inibindo o crescimento das plantas e a germinação. Embora as concentrações testadas (0,1 a 10%) tenham sido inadequadas, concentrações menores poderiam apresentar efeito de hormese, estimulando o crescimento saudável das plantas. O capítulo 4 investigou o uso de EM durante o cultivo de alface hidropônica, focando na preservação da qualidade pós-colheita durante o armazenamento refrigerado. O EM demonstrou resultados positivos, preservando a integridade das folhas, retardando a perda de massa e mantendo níveis mais altos de vitamina C e clorofila-a. Enfim, o capítulo 5 avaliou a atividade anticianobactéria e o potencial de biodegradação de microcistinas pelo EM, visando aplicações ambientais. Embora o EM tenha inibido o crescimento de cianobactérias, não se mostrou eficiente na degradação das toxinas, sugerindo que técnicas complementares são necessárias para o tratamento adequado da água contaminada. Este estudo destaca o potencial dos coprodutos de uva e dos Microrganismos Eficazes como soluções sustentáveis e inovadoras, abordando questões fundamentais nas áreas de segurança alimentar, conservação ambiental e agricultura

Descrição

Palavras-chave

Agente de biocontrole, Biofertilizantes, BRS Vitória, Hidroponia, Lactuca sativa, Resíduos agroindustriais, Toxinas, Bagaço de uva, Compostos fenólicos, Antioxidantes, Atividade antimicrobiana, Cianobactérias, Microcistinas, Sustentabilidade

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